José Fernando de Jesus Costa, natural de Pinha, Sabacheira, Tomar; era fur mil at art, CART 3567 (Mansabá, 1972/74)
Fonte: Adapt de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 8.º volume: mortos em campanha. Tomo II: Guiné: livor 2. Lisboa: 2001, pãg. 234
António José Pereira da Costa
Nosso grão-tabanqueiro desde 12/12/2007, coronel art ref, natural da Amadora, vive no concelho de Sintra; conhecido por TZ (Tó Zé, pelos amigos; PK, pelos camaradas da Academia Militar do seu tempo):
(i) ex-alf art, CART 1692/BART 1914, Cacine, 1968/69;
(ii) ex-cap art, cmdt da Btr AAA 3434, Bissau;
(iii) cmdr CART 3494/BART 3873, Xime e Mansambo;
(iv) cmdt CART 3567, Mansabá, 1972/74.
É autor da série e do livro com o mesmo n0me, "A Minha Guerra a Petróleo" (Lisboa, Chiado Books, 2019, 192 pp. ); tem cerca de 210 referências no blogue. Foi diretor da Biblioteca do Exército (até finais de 2011); tem-se dedicado à investigação no domínio da História Militar.
1. Mensagem enviada, através do Formulário de Contacto do Blogger, pelo nosso camarada António., J. Pereira da Costa, cor art ref,
Data - sábado, 4/04/2026, 19:32
Olá, Camaradas Tenho reparado que no blog vão aparecendo referências à presença de jovens esposas de militares na guerra (*).Resolvi, por isso dar notícias sobre o tema.
Assim quero dizer que a minha mulher também esteve comigo na Guiné. Inicialmente em Bissau, enquanto comandava a Btr AA 3434.
Eu estava aquartelado no Gr Art.ª n.º 7 que acabou por ser incumbido da defesa da BA 12. Morávamos na Av. Arnaldo Schulz n.º 15 e lá vivemos entre set/1971 e jun1972. quando eu fui para o Xime e ela recolheu a casa dos meus sogros.
Obviamente que as coisas correram bem, havendo a registar as "aventuras" do maj Gaspar que já contei noutro local.
Em set72 ela voltou à Guiné e ficámos juntos em Mansabá até mar73. O quartel era bastante cómodo e espaçoso como já sabemos pelas descrições que vão surgindo. Foi assim até o cor Rafael Durão dar por ela e obrigar-me a fazê-la regressar a Lisboa.
Entretanto dois furriéis mandaram vir as respectivas esposas: a Romy (Rosa), esposa do Ramos das M/A e que trabalhava comigo. Tinham um bebé como pouco mais de 3 meses e que ia desaparecendo no dia em que fomos atacados e que nos queimou 21 moranças.
Foi um susto grande, mas tudo se resolveu porque um soldado o recolheu e entregou à mãe.
A esposa do [fur mil at art José Fernando de Jesus] Costa que vivia numa morança que encontraram, teve a infelicidade de o perder numa vez em que ambos foram a Bissau e, quando ele regressou a Mansabá, foi assassinado numa emboscada montada a uma unidade de comandos recém-formada [ a 2 km de Cutia; morreu no HM 241, Bissau, em 10/12/1973].
Data - sábado, 4/04/2026, 19:32
Olá, Camaradas Tenho reparado que no blog vão aparecendo referências à presença de jovens esposas de militares na guerra (*).Resolvi, por isso dar notícias sobre o tema.
Assim quero dizer que a minha mulher também esteve comigo na Guiné. Inicialmente em Bissau, enquanto comandava a Btr AA 3434.
Eu estava aquartelado no Gr Art.ª n.º 7 que acabou por ser incumbido da defesa da BA 12. Morávamos na Av. Arnaldo Schulz n.º 15 e lá vivemos entre set/1971 e jun1972. quando eu fui para o Xime e ela recolheu a casa dos meus sogros.
Obviamente que as coisas correram bem, havendo a registar as "aventuras" do maj Gaspar que já contei noutro local.
Em set72 ela voltou à Guiné e ficámos juntos em Mansabá até mar73. O quartel era bastante cómodo e espaçoso como já sabemos pelas descrições que vão surgindo. Foi assim até o cor Rafael Durão dar por ela e obrigar-me a fazê-la regressar a Lisboa.
Entretanto dois furriéis mandaram vir as respectivas esposas: a Romy (Rosa), esposa do Ramos das M/A e que trabalhava comigo. Tinham um bebé como pouco mais de 3 meses e que ia desaparecendo no dia em que fomos atacados e que nos queimou 21 moranças.
Foi um susto grande, mas tudo se resolveu porque um soldado o recolheu e entregou à mãe.
A esposa do [fur mil at art José Fernando de Jesus] Costa que vivia numa morança que encontraram, teve a infelicidade de o perder numa vez em que ambos foram a Bissau e, quando ele regressou a Mansabá, foi assassinado numa emboscada montada a uma unidade de comandos recém-formada [ a 2 km de Cutia; morreu no HM 241, Bissau, em 10/12/1973].
Não tenho elementos sobre a sobrevivência, em Bissau, da pobre Júlia [Maria Júlia de Jesus Siulva Costa, de seu nome completo], mas imagino. Sei que voltou a casar com outro combatente da Guiné, mas nunca mais a revimos..
Vou procurar fotos para completar estes factos.
Cumprimentos,
António José Pereira da Costa
(Revisão / fixação de texto, título, negritos: LG)
2. Comentário do editor LG:
No livro da CECA sobre a actividade operacional (1971/74) lê-se:
(...) Acção - 10Dez [1973]
Pelas 07h40, na região de Momboncó (próximo de Mansabá), sector 04, numeroso
grupo inimigo emboscou uma subunidade do BCmds que executava
uma missão de escolta a uma coluna-auto no itinerário Mansoa--Mansabá.
As NT sofreram 8 mortos, 8 feridos graves e 20 feridos ligeiros.
Foram destruídas 2 viaturas e 5 ficaram danificadas.
O inimigo sofreu 3 mortos e foi-lhe capturado 1 lgfog "RPG", 1 granada de lgfog "RPG-2" e 1 granada de mão. (...)
Fonte: Adapt de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 6º volume: aspectos da actividade operacional. Tomo II: Guiné: livro 3. Lisboa: 2015, pág. 347.
Morreram nesta emboscada, na estrada Mansoa - Cutia - Mansabá, de triste memória, para além do fur mil at art José Fernando de Jesus Costa, mais os seguintes militares das NT:
- António Gonçalves Amaral, 1º cabo, Cart 3567, natural de Cinfães, solteiro;
- Bacar Sissé, fur grad 'cmd', 1ª CCmds Africana / Batalhão de Comandos do CTIG, natural de Bolama, casado (2 esposas):
- Carlos Manuel Matos Faustino, sold cond auto, CTransp 9040/72, solteiro, natural de Queluz, Sintra;
- José Manuel Neves T0jo, fur serv transp rodo, CTransp 9040/72, solteiro, natural de Portel;
- Sabana Fonhá, sold 'cmd', 1ª CCmds Africana / Batalhão de Comandos do CTIG, natural de Bafatá, solteiro;
- Sori Baldé, sold 'cmd', 1ª CCmds Africana / Batalhão de Comandos do CTIG, natural de Bafatá, casado.
Todos foram dados como mortos no HM 241, Bissau, em 10/12/1973, segundo o livro da CECA (2001), acima citado.
_________________
Nota do editor LG:
(*) Últrimo poste da série > 6 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27893: Esposas de militares no mato (7): Teixeira Pinto, ao tempo do Francico Gamelas, ex-alf mil cav, cmd Pel Rec Daimler 3089 (1971/73) - Parte III



1 comentário:
Tó Zé: obrigado pelo teu valioso contributo para esta série, "Esposas de militares no mato"
Mandei-te um mail. Acrescenta ou corrige o que bem entenderes... Responde-me a algumas das minhas dúvidas:
(i) a Júlia ia com o marido, o fur mil Costa, na coluna, ou tinha ficado em Bissau ?
(ii) o troço (a 2 km de Cutia) já era asfaltado ? (foi um cemoéwrio para a malta esse troço);
(iii) ainda estavas em Mansabá, em 10/12/1973, ... é isso ?!...
(iv) o que queres dizer com a referência ao Gasparinho ?
(v) o Rafael Durão,. que "correu" com a tua mulher de Mansabá, era o comandante do COP 6, na altura, é isso ?!
(vi) o Carlos Matos Gomes, no último livro "Geração D", faz uma referência a ti e à tua mulher, em Mansabá, sabias ? (vou procurar o livro, este fim de semana, está na Lourinhã);
(vii) quanto ao bebé da Romy, mulher do teu furriel MA, o que se passou mais concretamente ? Estava no quarto a dormir, quando se deu o ataque ,e a mãe separou-se dele ?
Se tiveres fotos, manda.
Um abraço, Luis
PS - O Fernando J. Estrela Soares, que foi comandante da açoriana CCAÇ 2445 (Cacine, Cameconde e Có, 1968/70), portantp no tempo de alferes, perguntou-me por ti, hoje, em Algés, na Tabanca da Linha; infelizmente ele ficou viúvo há 1 mês.
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