Nascido em Zoio, concelho de Bragança, em 18 de dezembro de 1932, integrou a geração de militares que construiu e consolidou a arma paraquedista portuguesa, distinguindo-se tanto em campanha como em funções de comando.
Tem uma brilhante carreira militar (fez cinco comissões de serviço no ultramar, incluindo Timor, Angola, Guiné e Moçambique).
Fexuma comussão no CTIG (julho de 1966 / maio de 1968).
Após o 25 de Abril, desempenhou funções de elevada responsabilidade militar, comandando a Escola e o Corpo de Tropas Paraquedistas, e teve papel relevante nos acontecimentos de 25 de Novembro de 1975.
Na 2ª comissão em Angola, foi 2.º comandante e depois comandante do BCP 21 (Batalhão de Caçadores Paraquedistas n.º 21), tendo participado em numerosas operações no norte e leste do território.
Os louvores e condecorações que recebeu testemunham as qualidades de coragem, liderança e capacidade operacional que lhe eram reconhecidas pelos seus superiores e subordinados (como foi o caso do nosso amigo e camarada, e membro da nossa Tabanca Grande, ex-alf mil pqdt Jaime Bomifácio Marques da Silva, que serviu sobre as suas ordens em Angola, em 1970/72). A antiga enfermeira paraquedista Rosa Serra também conheceu e conviveu, em Luanda, com o ilustre militar. Foi, de resto, ela que nos fez chegar a triste notícia do seu falecimento.
Após o 25 de Abril, desempenhou funções de elevada responsabilidade militar, comandando a Escola e o Corpo de Tropas Paraquedistas, e teve papel relevante nos acontecimentos de 25 de Novembro de 1975.
A sua carreira culminaria com o posto de major-general, deixando uma forte memória entre várias gerações de paraquedistas.
Segundo nota do sítio oficial da Presidência da República, "o Major-General Almendra foi o primeiro Oficial-General Paraquedista e goza de enorme prestígio no seio nas Forças Armadas, em especial junto das tropas paraquedistas. Ao longo da sua ilustre carreira militar recebeu inúmeras condecorações, destacando-se o grau de oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e duas medalhas de valor militar com palma, uma grau ouro e outra grau prata".
As cerimónias fúnebres completam-se hoje, com missa de corpo presente às 13h00, na Igreja da Força Aérea (antigo convento de São Domingos de Benfica, Pupilos do Exército, Lisboa), seguindo o funeral às 14h00 para o Crematório dos Olivais.
Os votos de pesar da Tabanca Grande para a família enlutada e os antigos camaradas de armas.
Último poste da série > 18 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28033: In Memoriam (579): Carlos Rios, ex-fur mil, CCAÇ 1420 (Mansoa e Bissorã, 1965/67); faleceu em 23/8/2022 , era membro também da Tabanca da Linha e morava em Carnaxide
Segundo nota do sítio oficial da Presidência da República, "o Major-General Almendra foi o primeiro Oficial-General Paraquedista e goza de enorme prestígio no seio nas Forças Armadas, em especial junto das tropas paraquedistas. Ao longo da sua ilustre carreira militar recebeu inúmeras condecorações, destacando-se o grau de oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e duas medalhas de valor militar com palma, uma grau ouro e outra grau prata".
As cerimónias fúnebres completam-se hoje, com missa de corpo presente às 13h00, na Igreja da Força Aérea (antigo convento de São Domingos de Benfica, Pupilos do Exército, Lisboa), seguindo o funeral às 14h00 para o Crematório dos Olivais.
Os votos de pesar da Tabanca Grande para a família enlutada e os antigos camaradas de armas.
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Nota do editor LG:

2 comentários:
Curvo-me à memória do Major-general Heitor Hamilton Almendra, um dos últimos grandes Soldados do Portugal de antigamente.
Sentidos pêsames à família.
Manuel Luís Lomba
Evidente que sem espaço, Expresso ou Diabo...no Face e replicado pelo Mor Serrano Rosa...Heitor Almendra, o general da Luanda 75
«o papel do indivíduo no grupo--no caos ou no fazer fazer»
Heitor Hamilton Almendra, brigadeiro-general antigo comandante do Corpo de Tropas Paraquedistas, uma lenda viva dos cinquenta mil militares formados no Regimento de Paras em Tancos, faleceu dia 28 de maio em casa.
O seu CV surgiu de imediato nas redes sociais, com idêntica nota do Exército. Lembrado na missa de corpo presente na igreja da sua FA em 1 de julho com familiares e amigos de sempre, um herói entre os seus militares, um leão que partiu!
Com o general Lemos Ferreira CEMFA a desenvolver do quase nada de 1975/76 a Brigada de Paraquedistas Ligeira, inovação com alguns registos exemplares: cooperações anuais com países aliados com relevo para a Brigada Paracaidista espanhola, com idênticas presenças em Portugal; novas qualificações militares e capacidades em armamento e equipamentos modernos; presença ne exercício Shinderhannes na RFA, com o primeiro lugar por tres anos seguidos em patrulhas de longo raio de ação no âmbito da NATO, de seis países aliados incluso americanos; em 1995, com a sua Tropa no Exército com dois mil efetivos. Com o Exército pausado no resto do SMO e início de militares contratados, para sustentar o primeiro ano de presença na Bósnia com um batalhão de sete centena e meia de militares acrescido de centena e meia de apoio logístico, no gelado inverno de janeiro de 96-a fibra dos paras lusos, a herdar a das forças no Ultramar até 1975, os últimos a sair.
Numa breve resenha de Angola 1974/5, com as forças em África em debacle pós Abril, o batalhão de paras em Luanda-BCP21 e alguma presença de tropa comandos, com o afastamento de generais no Exército, um coronel graduado em brigadeiro para Luanda a ferro e fogo; a reação a ataque de forças do MPLA sobre militares lusos na cidade, sem apresentação dos responsáveis até hora pedida, a destruição da Vila Alice a tiro com membros do movimento ali presentes. A força que o pivot de uma TV em Lisboa aludia se excessiva; no retraimento militar do leste, uma ameaça da UNITA sobre a grossa coluna do exército para Luanda-um oficial superior que os avisa, vem aí o Almendra, a chefia local da UNITA de recuo imediato; um jeep que atravessa a cidade, uns disparos na zona- o brigadeiro que sai e ao lado de pé.
No convite para governador de Cabinda, a escusa do militar de sempre, e o regresso de navio a Lisboa com a sua gente, fundamental no processo de travagem ao desvario do PREC com a classe de sargentos paraquedistas a dias do 25 de novembro até que travados com Jaime Neves, e a FA na base de Cortegaça.
Atleta universitário exemplar, bom observador dos seus quadros e tropas, olhar de águia, atento e decidido, capaz de violência breve, elevada proximidade com os seus, com o fruto maduro em 1996 no caos da Jugoslávia, na reduzida capacidade militar do país. Com um pequeno estado-maior chefiado por um tenente-coronel, Moura Calheiros-licenciado em economia, a levantar do vazio pós Nov 75, a força militar de 1995/96 para a Bósnia. De pequena violência humana em Luanda, da qual o Alto Comissário e Governador-Geral responde a dúvida do ministro da Coordenação Interterritorial…«esteja descansado Sr Ministro, que o Almendra vale por um pelotão»; ou entre os seus, quando entre o grupo algum oficial purista a exagerar no registo, o raro berro e muro na mesa, logo ultrapassado.
Na organização Defesa e chefia militar, o líder nato, que com Lemos Ferreira produziram nas FFAA, pós África, a moderna FA e as Tropas Pára-quedistas.
PS: em tempo de autocracias ou poderes fortes, com o Sr Brigadeiro Almendra na criação do Pára-clube Nacional “Os Boinas Verdes”, à proposta dos membros de atribuição do Cartão Nº1-vote-se os números com o sorteio dos nomes. O cartão nº1 para este observador participante.
Barroca Monteiro
Coronel paraquedista, ref
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