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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28225: Manuscrito(s) (Luís Graça) (291): As minhas geografias emocionais: Ainda o conventinho da Arrábida... Salazar gostava de lá ir... E eu também gosto.




Estátua de Frei Martinho de Santa Maria
(pormenor)

O verdadeiro "guardião" do convento: a imponente, icónica, estranha  estátua do fundador do Convento, com os braços em cruz e os pés a esmagar a serpente (=demónio), assente no globo terrestre. Segundo a explicação que nos foi dada, pela guia cultural, Andreia Gomes, mester em hstória da arte pela minha universidade, a NOVA de Lisboa, segura na mão direita o archote da fé (simbolizando as boas obras) e na esquerda um cilício, instrumento de mortificação, que o frade utilizava para se penitenciar dos pecados. Nos olhos, uma venda, na boca um grosso cadeado, e no coração uma fechadura, outros tantos símbolos da vida do asceta que se fecha às coisas do mundo.













Setúbal > Parque Natural da Arrábida > Convento da Arrábida > 23 de julho de 2026 >  Gostei de lá voltar...

Fotos (e legenda): © Luís Graça (2025). Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Garça & Camaradas da Guiné]


1. Às veze ponho-me a duvidar da saúde mental destes homens (não havia mulheres...), que escolheram viver em conventos completamente isolados do mundo, em sítios luxuriantes, como o da Arrábida e de Sintra.... A pão e água... Extasiados com tanta beleza, esmagados por tanto silêncio!

Eram eremitas... Escolheram o caminho mais radical, 
a do isolamento total (cortando simbolicamente,  até na estatuária, os cinco sentidos...), da pobreza absoluta, da ascese, da mortificação do corpo, da superação dos sentidos, do lento e exaltante suicídio pela fome, da meditação, da contemplação versus ação...

Que raio de "leitura da mensagem de Cristo" foi esta, pergunto-me, mais de 60 anos depois de ter aqui acampado, nas férias grandes escolares, no início dos anos 60 ?

Dizem as ciências da saúde mental (psicologia, psiquiatria, neurologia...) que o isolamento extremo pode ser patológico...  Cortar radicalmente com os outros (isolamento social prolongado) pode levar a distúrbios mentais (depressão, ansiedade, alucinações). Cortar os cinco  sentidos (como se vê na estátua do Frei Martinho de Santa Maria, inscrutada na parede da fachada da igreja) ou jejuar até à exaustão são comportamentos que, hoje, associaríamos a transtornos obsessivo-compulsivos ou até psicose.

Mas, temos que lembrar (e respeitar) a opção destes homens de meados do séc. XVI, tão
exaltante como contraditório e dilacerante  (nomeadamente para o mundo cristão, dividido em dois, com a reforma e a contrarreforma); tratava-se de uma escolha consciente, uma forma de transcender a condição humana. 

Não era "loucura", era a procura da "santidade" e do caminho solitário até ao Criador...

Diz a guia cultural, Andreia Gomes, que a Arrábida é reconhecidamente um lugar único, onde a natureza e a espiritualidade se encontram e se fundem. Os monges que ali viveram,  deixaram um legado de paz, reflexão e conexão com a terra, que ainda hoje se sente no ambiente sereno da serra (para mais, no lado  protegido do vento marítimo). Um legado que não pode deixar de tocar o coração de um simples turista que hoje visite o antigo convento (seja ele russo, francês ou espanhol, como exemplificou a guia).


2. O Convento de Nossa Senhora da Arrábida é um mosteiro franciscano localizado na Serra da Arrábida, em Portugal, hoje integrado no Parque Natural da Serra da Arrábida, um dos sítios mais deslumbrantes (e cobiçados!) da nossa costa, a par da península de Troia, ali em frente.

Fundado no século XVI, no reinado de Dom João III, é um lugar de grande importância histórica, espiritual, cultural e ecológica.

O que se sabe sobre os seus moradores ?

Para já aconselho que se veja ou reveja na RTP Play o programa:

O convento foi fundado em 1542 por Frei Martinho de Santa Maria, castelhano, franciscano, da Ordem dos Frades Menores (OFM), a quem D. João de Lencastre (1501-1571), 1º duque de Aveiro, cedeu as terras da encosta da serra. Em boa verdade, tratava-se de uma "doação", dentro do espírito cristão ainda medievo segundo o qual dar aos pobres (e aos monges mendicantes...) era emprestar a Deus...

Lê-se no sítio da Fundação Oriente, atual proprietária do Convento da Arrábida e da sua cerca de 25 hectares: 

 "Anterior à construção, existia onde é hoje o Convento Velho, a Ermida da Memória, local de grandes romarias, junto da qual, durante dois anos, viveram, em celas escavadas nas rochas, os primeiros quatro frades arrábidos: Martinho de Santa Maria, Diogo de Lisboa, Francisco Pedraita e São Pedro de Alcântara.

"D. Jorge de Lencastre, filho do 1.º duque de Aveiro, continuou as obras mandando construir uma cerca para vedar a área do convento. Mais tarde, seu primo D. Álvaro, mandou edificar a hospedaria que lhe servia de alojamento e projectou as guaritas, na crista do monte, que ligam o convento ao sopé da montanha, deixando, no entanto, três por acabar. Por sua vez, D. Ana Manique de Lara, nora de D. Álvaro, mandou construir duas capelas, enquanto o filho de D. Álvaro, D. António de Lencastre, mandou edificar, em 1650, o Santuário do Bom Jesus.

"Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o convento, as celas e as capelas dispersas pela serrania sofreram várias pilhagens e enormes estragos causados pelo abandono.

Em 1863, a Casa de Palmela adquiriu o convento, mas as obras só começaram nas décadas de 40 e 50 do século seguinte. Quarenta anos depois, em 1990, o seu então proprietário, Manuel de Souza Holstein Beck, vendeu o convento e a área envolvente, num total de 25 hectares, à Fundação Oriente, a única instituição, que, no seu entender, dava garantias de manter os valores com que, no século XVI, os seus antepassados o haviam entregue aos arrábidos." (...)

 Os frades viveram ali durante séculos, dedicando-se à vida contemplativa, à oração e ao trabalho manual, seguindo os princípios de São Francisco de Assis.

A vida monástica na Arrábida regia-se por regras estritas: os
 frades viviam em reclusão ou clausura, dedicados à oração, meditação e estudo. Seguindo a regra franciscana, viviam com pouquíssimos bens materiais (não tinha bens próprios, os prato sem que comia, eram conchas do mar, nem sequer o convento era deles). Cultivavam a terra, produziam o seu próprio alimento e realizavam outras tarefas manuais; náo comiam carne, faziam jejum e abstinência, conforme o calendário religioso.  Em épocas de crise (fome, epidemias, etc.), tinham que recorrer à  caridade... 

Enfim, o convento foi um centro de peregrinação e retiro espiritual, atraindo fiéis e nobres em busca de reflexão.

Curiosidades:   o convento foi classificado como Monumento Nacional em 1910, mas foi só nos anos 40/50, que se procedeu ao seu restauro, por iniciativa privada (casa Palmela) e apoio do Estado Novo. Salazar gostava de visitar a Arrábida e o seu conventinho. Eu também gosto.

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7 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

António de Oliveira Salazar visitou o Convento da Arrábida a 17 de fevereiro de 1957. A visita ocorreu no âmbito da histórica primeira visita oficial da Rainha Isabel II de Inglaterra a Portugal.

Após a chegada dos monarcas britânicos à Base Aérea do Montijo, Salazar acompanhou a Rainha e o Duque de Edimburgo num fim de semana privado na região de Setúbal.

O programa incluiu um almoço no Palácio do Calhariz, propriedade dos Duques de Palmela, seguido de um passeio pela Serra da Arrábida, onde Salazar serviu de cicerone aos soberanos, dando explicações detalhadas sobre a história do antigo convento.

Além deste evento oficial, Salazar (que apreciava o isolamento daquela zona) deslocava-se com frequência e de forma discreta ou privada à Serra da Arrábida ao longo das décadas de 1940 e 1950, período que coincidiu com as grandes obras de restauro do monumento.

Também fez questão de levar a jornalista e escritora francesa Christine Garnier em visita â Arrábida e ao conventinho. Uma viagem privada, a três, com a governanat Maria, atrás, para salvar as aparências...

Sabe-se que a jornalista francesa Christine Garnier visitou a Serra da Arrábida e o Convento da Arrábida acompanhada por António de Oliveira Salazar no verão de 1951, mais especificamente no decorrer do mês de agosto de 1951. Esta deslocação ocorreu durante a longa estadia da escritora em Portugal para entrevistar o Presidente do Conselho, materializando-se mais tarde no seu célebre livro propagandístico "Férias com Salazar" (na edição original. "Vacances avec Salazar", publicado em 1952 pela Grasset).

O passeio foi feito de automóvel a partir de Lisboa / Estoril. A viagem contou inicialmente com a presença da icónica governanta de Salazar, Maria de Jesus. No entanto, esta acabou por ficar para trás quando Salazar decidiu mostrar a Christine Garnier, a sós, o convento abandonado que tinha sido recentemente restaurado pelo Duque de Palmela (Fonte: Joaquim Vieira, no livro "A Governanta: Dona Maria, companheira de Salazar". Lisboa: Reverso Editora, 2021, para a revista "Sábado", pág. 107).

Anónimo disse...

Chegamos? Não chegamos?
Partimos, vamos, somos.

Sebastião da Gama



Na Arrábida, com Sebastião da Gama


A bruma nascendo sobre o mar,
a neblina subindo das enseadas minúsculas
por rochedos a prumo,
por pinheiros pousados na encosta,
por meandros de fragas
penduradas entre alcantis e ciprestes.
Afagos chilreantes do vento, carícias tépidas do sol,
castelos de névoa diluindo-se em êxtases de luz.

Deus, as mãos cheias de claridade e maresia,
criou a Serra, os espaços do vazio,
nuvens e céu, grãos de areia,
búzios, águas prateadas,
murtas, estevas, urze,
javalis,, moitas de folhado e alecrim.

Um poeta, um frade, um santo
habitou outrora o forte e a pousada,
à sombra do fascínio do convento,
cenóbio de ascetas e de sonhos.
Sebastião da Gama molhava os pés na água do mar,
caminhava ao acaso pela Serra,
alimentava a alma, escrevia poemas.

António Graça de Abreu

Anónimo disse...

Naquele tempo ir de Lisboa à Serra da Arrábida, Salazar com a jornalista Christine Garnier, devia ser um dia bem agradável.
Já em 1951, não precisaria de atravessar o Tejo em cacilheiro, pois já tinha sido inaugurada a bela ponte Carmona em Vila Franca de Xira, e mais uns tantos quilómetros em Paralelipedos, nas calmas dava para apreciar a paisagem e o rio Tejo e seus Mochões.
Com a Rainha, em 1957 teria sido também um programa bem agradável e tranquilo.
Hoje seria um passeio de meia hora para lá e outra para cá, nem dava para ver o Tejo nem golfinhos nem lezírias.
Haveria alguma identificação entre Salazar e aqueles monges antigos, falava-se na castidade e na pobreza de uns e outros.

Antº Rosinha

Tabanca Grande Luís Graça disse...

O que os portugueses, hoje, não sabem...

As obras de restauro do Convento da Arrábida foram feitas por Domingos de Souza e Holstein Beck (1897-1969), "5º Duque de Palmela", dono das ruínas e da cerca (25 hectares).

Este conhecido e prestigiado monárquico foi embaixador de Portugal em Londres, nomeado em set/out de 1943 por Salazar, em substituição do "demasiado anglófilo" e seu alegado rival, no início da guerra (embaixador entre 1937 e1943), Armindo Monteiro (1896-1955), pai do futuro escritor Stau Monteiro, o famoso "pai da Guidinha"...

Monteiro era demasiado anglófilo para a extrema-direita do regime (germanófila e italianófila), e chegou a ser apontado para suceder a Salazar numa evental hipótese de mudança do regime em 1945, com a vitória dos Aliados...

Com a mudança da sorte das armas (a favor dos Aliados), Salazar foi buscar um homem mais consensual (ou menos exposto politicamente), que se tornará amigo da famíia real inglesa e se conservará no cargo até 1949.

Não era diplomata de carreira, era engenheiro civil (diplomado pela Universidade de Coimbra), oriundo de uma das grandes famílias portuguedsas. Também não sendo da União Nacional, aceitoi o cargo por "patriotismo" e aproximou.se de Salazar (ou Salazar aproximnou-se dele, e dos monárquicos liberais...).

Era também um grande colecionador de arte, será mais tarde diretor do Banco de Portugal e administrador da Fundação Calouste Gulbenkian...

(Continua)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

O que os portugueses de hoje também não sabem...

A primeira visita oficial da rainha Isabel II a Portugal ocorreu entre 18 e 23 de fevereiro de 1957. Inclui, todavia, uma passagem "privada e informal" pelo Palácio do Calhariz (em Sesimbra), dos Duques de Palmela... Ocorreu no dia 17 de fevereiro debaixo de forte temporal, na véspera do início solene dos festejos públicos

Os anfitriões foram os Duques de Palmela (Domingos de Souza e Holstein Beck e Maria do Carmo Pinheiro de Mello), amigos pessoais da monarca britânica, e edicados na Inglaterra. Aconteceu sem direito a fotógrafos, na maior discrição, com a rainha e o marido (o Duque de Edimburgo) a desfrutarem de um almoço reservado antes do arranque oficial da agenda de Estado, e de uma visita à serra da Arrábia..

A chegada oficial deu-se apenas, em Lisboa, no dia seguinte, a 18 de fevereiro, marcando a última utilização histórica do Bergantim Real. Teve ampla cobertura mediática: foi o primeiro grande desafio técnico e noticioso da recém-nascida RTP.

O regime do Estado Novo, liderado por António Oliveira Salazar, aproveitou o evento diplomático para promover a "visibilidade externa" do país e tirar algumas pedrinhas no sapato da velha aliança luso-britânica. Foi considerada "a visita do século" de um chefe de Estrado a Portugal.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Tenho que corrigir parte do meu 1º comentário... Há um erro factual de palmatória: António de Oliveira Salazar, então chefe do governo de Portugal, e a Rainha Isabel II de Inglaterra nunca estiveram juntos no Convento da Arrábida, aquando da visita de Estado da monarca a Portugal, em fevereiro de 1957.

Estive a reler os jornais da época (Diário de Lisboa...) e a rever outras fontes.

A visita oficial de Isabel aconteceu de 18 a 23 de fevereiro:

(i) A rainha desembarcou na véspera, em Setúbal e fez uma visita estritamente privada a Sesimbra, onde almoçou na casa dos Duques de Palmela (no Palácio de Calhariz), de quem era amiga, encantando-se com a Serra da Arrábida;

(ii) Salazar não esteve presente neste almoço privado;

(iii) Salazar encontrou-se com a rainha apenas em atos oficiais em Lisboa, como no banquete no Palácio de Queluz;

(iv) O anfitrião oficial foi o presidente da República, Francisco Craveiro Lopes, cabendo-lhe o papel principal de acompanhar a monarca pelos passeios no país...

A primeira deslocação oficial da Rainha a Portugal aconteceu em 1957 (haverá outra, já em democracia, em 1985), tendo conhecido o distrito sadino antes de visitar Lisboa e a Estremadura (Caldas da Rainha, Nazaré, Batalha, Alcobaça...)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Veja-se aqui a primeira parte do programa da RTP que documenta a visita oficial da Rainha Isabel II de Inglaterra e de Filipe, Duque de Edimburgo, a Portugal entre 18 e 21 de Fevereiro de 1957, com passagem por Setúbal e Lisboa.

RTP > 1957-02-28 00:32:33
Resumo analítico:
Separador "Sábado 16 de fevereiro"; chegada do iate real "Britannia" à baía de Setúbal; bandeiras nacionais do Reino Unido e de Portugal e decorações de boas vindas com a frase "God Save the Queen"; desembarque de Filipe, Duque de Edimburgo, acompanhado por Domingos de Sousa Holstein-Beck, Duque de Palmela, e pelo Almirante Nuno Frederico de Brion; veículo da Presidência da República e respetiva comitiva passam por populares até chegarem ao Aeródromo do Montijo onde aguardam a chegada da Rainha Isabel II.

05m03: Paulo Cunha, ministro dos Negócios Estrangeiros, e Tenente Coronel Kaúlza de Arriaga, subsecretário de Estado da Aeronáutica, cumprimentam o Duque; aterragem do avião e desembarque de Isabel II que cumprimenta Paulo Cunha, Pedro Teotónio Pereira, embaixador de Portugal em Londres, Kaúlza de Arriaga e outras personalidade presentes; Isabel II e Filipe entram para o veículo "Rolls Royce" da presidência; forças militares prestam honras (continência e apresentam armas) à passagem de cortejo automóvel que se dirige a Setúbal.

08m10: Populares saúdam o cortejo em Setúbal alternado com decorações e roupa estendida nas varandas; Isabel II acena a partir do interior do automóvel e embarca, juntamente com o Duque, numa vedeta real que se dirige ao "Britannia" de onde acena também.

09m28: Separador "Segunda-Feira 18 de Fevereiro"; Torre de Belém; barcos e "Britannia" no rio Tejo e junto ao Cais das Colunas alternado com esquadrilha de aviões a voar; bergantim do século XVII; Francisco Craveiro Lopes, presidente da República e Berta Arthur, esposa do presidente, aguardam a chegada e recebem Isabel II e Filipe, encaminhando-se para a tribuna de honra onde assistem a honras militares.

13m38: Parada e desfile militar e dos alunos do Colégio Militar alternado com planos de Isabel II e de Francisco Craveiro Lopes a conversarem; várias personalidades religiosas, militares e políticas assistem ao desfile na tribuna de honram Francisco Craveiro Lopes e Isabel II e Filipe e Berta Arthur entram para os respetivos coches reais.

17m57: Populares saúdam as carruagens alternado com início de cortejo real e passagem pela Rua Augusta, Rossio, Praça dos Restauradores, Avenida da Liberdade, Praça do Marquês de Pombal e Parque Eduardo VII; preparativos para a receção da família real no parque; Isabel II detém-se a observar lápide de homenagem ao seu bisavô, Rei Eduardo VII, contempla vista sobre Lisboa e assiste a largada de pombos.

25m00: Isabel II e Francisco Craveiro Lopes no interior de automóvel; cortejo com escolta de honra de motociclistas da Guarda Nacional Republicana (GNR); chegada do cortejo ao pátio principal do Palácio Nacional de Queluz; Isabel II e Filipe acenam à multidão a partir de varanda do palácio.

27m07: Militares em formação e populares nas imediações do Palácio de Belém; chegada da comitiva real a Belém a fim de cumprimentos ao presidente da República e à sua esposa; Francisco Craveiro Lopes conversa com Isabel II e Filipe e oferece-lhes um cavalo puro sangue lusitano de nome "Bussaco" proveniente da Cordoaria Nacional.

28m44: Receção à comunidade inglesa residente em Portugal, no Palácio de Queluz, com a presença de Isabel II, Filipe e embaixador da Reino Unido em Lisboa alternado com menina oferece ramo de flores à rainha; preparativos para o banquete em honra de Isabel II e Filipe no Palácio Nacional da Ajuda; baixela, candelabros e decoração da mesa de jantar; chegada dos convidados entre os quais de Filipe e Isabel II; António de Oliveira Salazar, chefe do Governo, conversa com oficiais; Francisco Craveiro Lopes e Isabel II, de braço dado, e convidados dirigem-se para o salão de banquetes e sentam-se nos respetivos lugares