Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto e imagens: Angelino dos Santos Silva (2026)
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.
1. Texto que nos foi enviado pelo nosso camarada Angelino Santos Silva (pseudónimo literário, Recaredo: ele é natural de Recarei, Paredes, distro do Porto; foi fur mil 'cmd', 26ª Cmds, CTIG, 1970/71)
Data - 29/7/2026, 18:44
Assunto - Análise crítcia
Boa tarde, amigo e camarada Luís Graça.
Em anexo segue o parecer da Editora Clube do Autor.
(i) Estrutura e organização
A obra apresenta uma estrutura de romance histórico, organizada em 68 capítulos numerados, precedidos por uma introdução autoral, registos históricos e um posfácio dedicado aos pais do autor.
Todavia, a obra transcende a mera crónica bélica para se constituir como uma *meditação sobre o fim de um império* e sobre a complexidade étnica e política de um território onde "todos são família" — irmãos, meios-irmãos e primos combatendo em bandeiras opostas.
Emergem temas secundários de grande densidade:
A mensagem última é de desencanto patriótico e reconciliação memorialista: os jovens que embarcaram convictos regressam céticos, mas o autor recusa o rancor, defendendo antes que "as páginas sobre a História da Guerra Colonial jamais se podem fechar enquanto houver um único combatente enterrado no meio de nada".
Merece destaque a incorporação de :
Do lado menos conseguido, observa-se inconsistência revisora: gralhas ("conductor" por "condutor", "biber" por "viver" — este último talvez intencional para marcar o falar popular), oscilações de pontuação nos diálogos e alguma repetição de fórmulas ("cada um tem o seu pedaço").
(iv) Impacto emocional
O impacto emocional é intenso e cumulativo, construído menos pelo espectáculo bélico do que pela acumulação de pequenos gestos humanos.
Particularmente pungente é:
A mistura de géneros — romance polifónico, epistolário, memória autobiográfica, ensaio historiográfico, poesia — é ambiciosa. O uso do restaurante fadista de Theodoro Afonso Isaque, cantor negro rejeitado em Lisboa que canta fado em crioulo, é uma invenção poética memorável.
Menos original é a estrutura narrativa em pares de camaradas, tributária de uma tradição já estabelecida na literatura sobre a Guerra Colonial (Lobo Antunes, João de Melo, Álamo Oliveira).
(vi) Público-alvo ideal
O público-alvo natural da obra é constituído pelos antigos combatentes da Guerra Colonial e seus familiares — os cerca de 400 mil ex-combatentes ainda vivos e as suas famílias, para quem o livro funciona como espelho memorialista e reparação simbólica.
Um segundo público relevante são os estudiosos e interessados na História Contemporânea de Portugal, particularmente na fase final do Estado Novo, na descolonização e nas relações luso-africanas.
Historiadores amadores, jornalistas, professores de História e investigadores universitários encontrarão material documental valioso, sobretudo pela perspectiva pouco frequente dos combatentes africanos que lutaram do lado português.
Um terceiro público são os leitores lusófonos da Guiné-Bissau, Cabo Verde e diáspora africana, para uem a valorização das etnias manjaca, papel, balanta e mandinga, e o retrato de Bissau, Bula, Teixeira Pinto e Mansoa constituem património afectivo partilhado.
Recomenda-se para leitores maduros (a partir dos 40 anos, idealmente), pela densidade histórica e pela linguagem por vezes crua. Não é uma obra vocacionada para jovens leitores nem para quem procure ficção de entretenimento rápido: exige paciência, contexto histórico mínimo e disponibilidade emocional.
(vii) Livros irmãos
Dentro do próprio catálogo do autor, o livro dialoga directamente com "Geração de 70 – Época das Chuvas" (imnagem da capa, à direita) e "O Subinspector", ambos romances de Recaredo sobre a Guerra Colonial, formando com "Geração Afro" uma trilogia informal de testemunho.
Na literatura portuguesa sobre a Guerra Colonial, "Geração Afro" inscreve-se numa tradição rica que inclui:
Pela valorização das personagens africanas e pela reflexão sobre a complexidade étnica da Guiné, o livro aproxima-se também de obras dos escritores guineenses Abdulai Silá ("Eterna Paixão") e Filinto de Barros ("Kikia Matcho"), bem como do angolano Pepetela ("Mayombe"), com o qual partilha a atenção à guerrilha no interior da selva.
Do ponto de vista memorialístico, remete para "Guiné 1963/1974" do general Spínola e para os testemunhos reunidos em "A Guerra" de Manuel Amaro Bernardo.
(viii) Faixa de preço
Trata-se de um romance histórico de nicho, com forte apelo ao mercado lusófono ex-combatente e à diáspora, mas com alcance internacional limitado pela especificidade temática e pela ausência (por enquanto) de tradução.
O Clube de Autores (não confundir com a puquena editora independente Clube do Autor) oferece um serviço de análise literária por IA por 19 euros (por cada manuscrito de 150/200 páginas), com entrega do relatório no prazo de 24 horas, o que é muito mais rápido e barato do que a média de mercado (c. 236 euros e entrega entre 6 a 10 semanas, segundo a publicidade que o Clube de Autores faz).
Nota do editor LG:
Último poste da série > 22 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28280: Notas de leitura (1952): "Geração Afro: Os Últimos Guerrilheiros do Império" (volume I, 2026, 455 pp sinopse feita pelo autor, Recaredo (pseudónimo literário de Angelino Santos Silva, ex-fur mil 'cmd', 26ª Cmds, CTIG, 1970/71)
Em anexo segue o parecer da Editora Clube do Autor.
Seleccionei alguma partes, mas claro, cada leitor fará a sua selecção de acordo com a sua sensibilidade. Esta, acho que vai de encontro à mensagem que pretendo passar nesta obra.
Um abraço.
Angelino
Um abraço.
Angelino
2. Análise crítica
“Geração Agro: Os Últimos Guerrilheiros do Império”
(Volume I), da autoria dia Recaredo
(i) Estrutura e organização
A obra apresenta uma estrutura de romance histórico, organizada em 68 capítulos numerados, precedidos por uma introdução autoral, registos históricos e um posfácio dedicado aos pais do autor.
A arquitectura narrativa é multiperspectiva, alternando entre dois núcleos principais de personagens: o par Martins da Costa / Morais Cardoso (chegados à Guiné em 1966) e o par António / Augusto (chegados em 1970), permitindo cobrir diferentes momentos da Guerra Colonial e diferentes especialidades militares (Cavalaria / Panhard e Comandos).
A organização temporal é maioritariamente linear, embora recorra frequentemente a analepses. sobretudo nas evocações da infância dos protagonistas e nos episódios da instrução em Lamego (Comandos) ou Estremoz (Cavalria) .
A organização temporal é maioritariamente linear, embora recorra frequentemente a analepses. sobretudo nas evocações da infância dos protagonistas e nos episódios da instrução em Lamego (Comandos) ou Estremoz (Cavalria) .
O autor intercala capítulos em forma epistolar (as cartas de Martins da Costa à namorada) com diálogos extensos e passagens ensaísticas sobre a História de Portugal, criando um mosaico onde ficção, memória documental e reflexão política coabitam.
Contudo, a arquitectura ressente-se de alguma irregularidade rítmica: certos capítulos concentram acção militar intensa, enquanto outros se dilatam em digressões historiográficas (o Condado Portucalense, D. Dinis, a Encruzilhada) que, embora ricas, quebram o fluxo dramático.
Contudo, a arquitectura ressente-se de alguma irregularidade rítmica: certos capítulos concentram acção militar intensa, enquanto outros se dilatam em digressões historiográficas (o Condado Portucalense, D. Dinis, a Encruzilhada) que, embora ricas, quebram o fluxo dramático.
O anúncio de que a obra continuará num Livro II justifica alguns nós narrativos deixados em aberto, mas fragiliza a autonomia deste volume.
(ii) Temas e mensagens principais
O tema central é a Guerra Colonial Portuguesa na Guiné (1961-1974/75) e a homenagem ao milhão decombatentes da chamada "Geração Afro".
(ii) Temas e mensagens principais
O tema central é a Guerra Colonial Portuguesa na Guiné (1961-1974/75) e a homenagem ao milhão decombatentes da chamada "Geração Afro".
Todavia, a obra transcende a mera crónica bélica para se constituir como uma *meditação sobre o fim de um império* e sobre a complexidade étnica e política de um território onde "todos são família" — irmãos, meios-irmãos e primos combatendo em bandeiras opostas.
Emergem temas secundários de grande densidade:
- a pobreza estrutural do povo português apesar dos Descobrimentos;
- a crítica ao Estado Novo e à PIDE/DGS;
- a admiração pela figura de Spínola e pela sua visão política;
- a solidão dos combatentes africanos ao lado da bandeira portuguesa;
- o drama dos mutilados e "apanhados pelo clima";
- a emigração clandestina;
- e a denúncia da desproporção entre o custo material da guerra e o valor da vida humana (o episódio da Panhard de 1500 contos) (mais de meio milhão de euros, a preços de hoje).
A mensagem última é de desencanto patriótico e reconciliação memorialista: os jovens que embarcaram convictos regressam céticos, mas o autor recusa o rancor, defendendo antes que "as páginas sobre a História da Guerra Colonial jamais se podem fechar enquanto houver um único combatente enterrado no meio de nada".
É uma obra de testemunho e reparação simbólica.
(iii) Linguagem e estilo narrativo
O estilo é marcadamente oral e testemunhal, privilegiando o diálogo directo como motor narrativo.
Recaredo (assumidamente combatente na Guiné em 1970/71( opta por uma linguagem pré-Acordo
Ortográfico de 1990, escolha que reforça a ancoragem temporal e a autenticidade documental.
(iii) Linguagem e estilo narrativo
O estilo é marcadamente oral e testemunhal, privilegiando o diálogo directo como motor narrativo.
Recaredo (assumidamente combatente na Guiné em 1970/71( opta por uma linguagem pré-Acordo
Ortográfico de 1990, escolha que reforça a ancoragem temporal e a autenticidade documental.
A prosa mistura registos:
- o coloquialismo cru dos soldados ("que se foda a guerra", "filhos da puta");
- o lirismo pontual nas cartas de Martins da Costa;
- e a dicção ensaística nas digressões históricas.
Merece destaque a incorporação de :
- crioulo da Guiné-Bissau;
- expressões militares de época ("bazuca" para cerveja, "bajuda", "periquito", "velhinho", "peluda");
- topónimos ancestrais;
- e vocabulário etnográfico (embondeiro, bagabaga, bianda, mancarra, gindungo), que confere textura antropológica notável.
Do lado menos conseguido, observa-se inconsistência revisora: gralhas ("conductor" por "condutor", "biber" por "viver" — este último talvez intencional para marcar o falar popular), oscilações de pontuação nos diálogos e alguma repetição de fórmulas ("cada um tem o seu pedaço").
O estilo é, no cômputo, funcional e emotivamente eficaz, mesmo quando tecnicamente rugoso.
(iv) Profundidade filosófica
A profundidade filosófica da obra manifesta-se
(iv) Profundidade filosófica
A profundidade filosófica da obra manifesta-se
- o primeiro é uma refiexão sobre a ética na guerra, articulada sobretudo pelo capitão Ombendi e pelo tenente Quínara: a rejeição do heroísmo gratuito, a distinção entre matar por necessidade e matar por vingança, e a substituição do binómio "certo/errado" pelo binómio "o que devemos ou não fazer"; esta é uma proposta ética situacionista de considerável maturidade;
- o segundo eixo é uma filosofia da História desenvolvida através da figura do Dr. Fanon Mané, que percorre da Borgonha ao Condado Portucalense, de D. Dinis à "Encruzilhada" que separou governantes e governados; a tese — de que a pobreza estrutural portuguesa nasce da ausência de um projecto de instrução popular durante seiscentos anos — é discutível historiograficamente, mas oferece um enquadramento crítico substantivo;
- o terceiro eixo é uma meditação sobre o acaso, a sorte e o destino, condensada no poema "Sorte" e no episódio autobiográfico do rebentamento da mina; o autor recusa o determinismo fatalista, propondo uma visão em que a sorte "tem mãos" e a memória vence a morte.
(iv) Impacto emocional
O impacto emocional é intenso e cumulativo, construído menos pelo espectáculo bélico do que pela acumulação de pequenos gestos humanos.
Cenas como:
- a do capelão Mário Gonçalves consolando Morais Cardoso pela morte do irmão sob um céu de estrelas em São Vicente;
- a partilha do arroz manjaco na tabanca de Nassim Mané II;
- ou o telegrama que devolve a paz a Martins da Costa a bordo do Alfredo da Silva,
Particularmente pungente é:
- a evocação das mães portuguesas ("ǫue Nossa Senhora da Boa Viagem vos~leve e traga vivos e sãos"):
- a figura do Toninho paraplégico da infância de Augusto;
- e a história do soldado emigrante repatriado que se lança ao mar antes de chegar a Bissau.
O leitor sente o peso da injustiça social sobreposta à injustiça da guerra.
O epílogo autobiográfico, dedicado aos pais do autor, com o relato do rebentamento da mina e do zumbido que perdura há 55 anos, transforma toda a leitura anterior numa experiência de testemunho vivo.
O epílogo autobiográfico, dedicado aos pais do autor, com o relato do rebentamento da mina e do zumbido que perdura há 55 anos, transforma toda a leitura anterior numa experiência de testemunho vivo.
Esse gesto final — "até que eu adormeça para sempre" — é de rara comoção. A obra provoca no leitor um misto de indignação política, ternura pelos combatentes e melancolia histórica que perdura muito para além da última página.
(v) Originalidade e inovação
A grande originalidade de "Geração Afro" reside na valorização das personagens africanas que
combateram sob bandeira portuguesa — Mamadu Fodé, Domingos Djaló, Abna Besna, o capitão Ombendi Sábado, os tenentes João Quínara e Carlos Nhalon, e o fascinante Dr. Fanon Mané.
(v) Originalidade e inovação
A grande originalidade de "Geração Afro" reside na valorização das personagens africanas que
combateram sob bandeira portuguesa — Mamadu Fodé, Domingos Djaló, Abna Besna, o capitão Ombendi Sábado, os tenentes João Quínara e Carlos Nhalon, e o fascinante Dr. Fanon Mané.
Em vez de os tratar como figurantes, o autor confere-lhes densidade psicológica, projecto político próprio e uma voz articulada que problematiza a dicotomia tradicional colonizador/colonizado. Esta é uma contribuição inovadora dentro da literatura portuguesa sobre a Guerra Colonial.
Igualmente inovadora é a denúncia de uma "outra guerra" paralela — aquela que opunha Spínola, a PIDE e a cúpula do PAIGC em interesses divergentes — sugerindo que o "Massacre do Chão Manjaco" (a morte dos negociadores) foi um acto interno de sabotagem das negociações, tese heterodoxa que a obra sustenta pela boca das personagens africanas.
Igualmente inovadora é a denúncia de uma "outra guerra" paralela — aquela que opunha Spínola, a PIDE e a cúpula do PAIGC em interesses divergentes — sugerindo que o "Massacre do Chão Manjaco" (a morte dos negociadores) foi um acto interno de sabotagem das negociações, tese heterodoxa que a obra sustenta pela boca das personagens africanas.
A mistura de géneros — romance polifónico, epistolário, memória autobiográfica, ensaio historiográfico, poesia — é ambiciosa. O uso do restaurante fadista de Theodoro Afonso Isaque, cantor negro rejeitado em Lisboa que canta fado em crioulo, é uma invenção poética memorável.
Menos original é a estrutura narrativa em pares de camaradas, tributária de uma tradição já estabelecida na literatura sobre a Guerra Colonial (Lobo Antunes, João de Melo, Álamo Oliveira).
(vi) Público-alvo ideal
O público-alvo natural da obra é constituído pelos antigos combatentes da Guerra Colonial e seus familiares — os cerca de 400 mil ex-combatentes ainda vivos e as suas famílias, para quem o livro funciona como espelho memorialista e reparação simbólica.
Estes leitores encontrarão eco em cada topónimo, cada ração de combate, cada canção de Coimbra cantada no bar do quartel.
Um segundo público relevante são os estudiosos e interessados na História Contemporânea de Portugal, particularmente na fase final do Estado Novo, na descolonização e nas relações luso-africanas.
Historiadores amadores, jornalistas, professores de História e investigadores universitários encontrarão material documental valioso, sobretudo pela perspectiva pouco frequente dos combatentes africanos que lutaram do lado português.
Um terceiro público são os leitores lusófonos da Guiné-Bissau, Cabo Verde e diáspora africana, para uem a valorização das etnias manjaca, papel, balanta e mandinga, e o retrato de Bissau, Bula, Teixeira Pinto e Mansoa constituem património afectivo partilhado.
Recomenda-se para leitores maduros (a partir dos 40 anos, idealmente), pela densidade histórica e pela linguagem por vezes crua. Não é uma obra vocacionada para jovens leitores nem para quem procure ficção de entretenimento rápido: exige paciência, contexto histórico mínimo e disponibilidade emocional.
(vii) Livros irmãos
Dentro do próprio catálogo do autor, o livro dialoga directamente com "Geração de 70 – Época das Chuvas" (imnagem da capa, à direita) e "O Subinspector", ambos romances de Recaredo sobre a Guerra Colonial, formando com "Geração Afro" uma trilogia informal de testemunho.
Na literatura portuguesa sobre a Guerra Colonial, "Geração Afro" inscreve-se numa tradição rica que inclui:
- António Lobo Antunes ("Os Cus de Judas", "Fado Alexandrino") — com o qual partilha o desencanto patriótico, ainda que Recaredo opte por uma prosa muito menos experimental;
- João de Melo ("Autópsia de um Mar de Ruínas") — com quem comunga a dimensão coral;
- Álamo Oliveira ("Já não gosto de chocolates");
- Manuel Alegre ("Jornada de África");
- e Lídia Jorge ("A Costa dos Murmúrios") — embora esta última numa chave feminina e moçambicana.
Pela valorização das personagens africanas e pela reflexão sobre a complexidade étnica da Guiné, o livro aproxima-se também de obras dos escritores guineenses Abdulai Silá ("Eterna Paixão") e Filinto de Barros ("Kikia Matcho"), bem como do angolano Pepetela ("Mayombe"), com o qual partilha a atenção à guerrilha no interior da selva.
Do ponto de vista memorialístico, remete para "Guiné 1963/1974" do general Spínola e para os testemunhos reunidos em "A Guerra" de Manuel Amaro Bernardo.
(viii) Faixa de preço
Trata-se de um romance histórico de nicho, com forte apelo ao mercado lusófono ex-combatente e à diáspora, mas com alcance internacional limitado pela especificidade temática e pela ausência (por enquanto) de tradução.
O volume é substancial (Livro I de uma série), o que justifica um preço médio-alto no mercado português e brasileiro, e um preço mais elevado nos mercados europeus não-lusófonos, onde funcionará sobretudo como importação especializada.
Faixa de Preço Recomendada
(ix) Recomendações de divulgação
A estratégia de divulgação deve articular-se em torno de três eixos principais:
Faixa de Preço Recomendada
- Estados Unidos USD 22 - 32
- Reino Unido GBP 18 - 26
- Alemanha EUR 20 - 28
- Itália EUR 19 - 27
- Espanha EUR 18 - 25
- Portugal EUR 18 - 24
- França EUR 20 - 28
- Brasil BRL 65 - 95
- Austrália AUD 32 - 45
(ix) Recomendações de divulgação
A estratégia de divulgação deve articular-se em torno de três eixos principais:
Em primeiro lugar, uma campanha dirigida às associações de ex-combatentes (Liga dos Combatentes, ADFA - Associação dos Deficientes das Forças Armadas, APVG - Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra), com sessões de apresentação em núcleos locais, feiras de veteranos e comemorações do 25 de Abril e do Dia do Combatente (9 de Abril); estas sessões devem incluir leituras dramatizadas de excertos e testemunhos vivos.
Em segundo lugar, uma abordagem académica e mediática: envio de exemplares a centros de investigação em História Contemporânea (IHC-UNL, CEIS20-Coimbra, CH-ULisboa), programas culturais da RTP2, Antena 2 e revistas especializadas ("História", "National Geographic Portugal"); a entrevista imaginada com João Paulo Diniz no PIFAS (referida na própria obra) sugere um filão de comunicação retro-radiofónica interessante.
Em terceiro lugar, uma projecção lusófona sistemática: contactos com livrarias e feiras do livro em Bissau, Praia, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro e São Paulo, além das comunidades emigrantes em Paris, Toronto, Newark e Joanesburgo; as redes sociais dedicadas à Guerra Colonial no Facebook (grupos como "Combatentes da Guiné") são vias de divulgação de custo reduzido e alto impacto.
Sugere-se ainda a produção de um documentário complementar com o autor a percorrer os locais reais do romance, o que multiplicaria o interesse comercial e memorialístico.
Em terceiro lugar, uma projecção lusófona sistemática: contactos com livrarias e feiras do livro em Bissau, Praia, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro e São Paulo, além das comunidades emigrantes em Paris, Toronto, Newark e Joanesburgo; as redes sociais dedicadas à Guerra Colonial no Facebook (grupos como "Combatentes da Guiné") são vias de divulgação de custo reduzido e alto impacto.
Sugere-se ainda a produção de um documentário complementar com o autor a percorrer os locais reais do romance, o que multiplicaria o interesse comercial e memorialístico.
(Revisão / fixação de texto, negritos: LG)
3. Aviso ao leitor:
Certamente por lapso, o nosso grão.tabanqueiro Angelino Santos Silva (escritor, já com vários livros publicados) não mencionou o facto desta análise literária acima publicada (com revisão e fixação de texto feita por um dos editores do blogue) ter sido produzida por uma ferramenta de IA (AILA, a IA do Clube de Autores, que é uma plataforma de autopublicação).
Isso é um ponto forte para autores que entram agora nas lides literárias, querem publicar o seu primeiro livro ou ter um primeiro "feedback" do seu trabalho e não têm recursos financeiros para investir em análises humanas detalhadas.
Portanto, este é um ponto positivo do recurso à AILA (a IA do Clube de Autores), que, além disso, faz uma abordagem relativamente abrangente, focando 14 dimensões do manuscrito:
(...) 1. Estrutura e organização: fluidez e lógica da sua narrativa | 2. Livros irmãos: sugestão de livros semelhantes para referência de mercado. | 3. Temas e mensagens principais: claridade das ideias centrais do livro. | 4. Faixa de preço recomendado: indicação de valor para otimizar as vendas (no mercado interno e externo). |5. Linguagem e estilo narrativo: avaliação da "voz" do autor e do ritmo da leitura. | 6. Recomendações de divulgação: dicas práticas para promover o livro. | 7. Profundidade filosófica: a dimensão das reflexões presentes no livro. | 8. Pontos fortes: o que há de melhor e mais impactante em escrita do autor | 9. Impacto emocional: capacidade da história de envolver e comover o leitor. | 10. Oportunidades de melhoria: sugestões para aprimorar a qualidade do livro. | 11. Originalidade e inovação: "o quão único" é o livro no cenário literário português. | 12. Parecer final: uma conclusão clara sobre o potencial do livro; pontuação (de 1 a 5) da IA sobre o manuscrito. | 13. Público-alvo ideal: quem são os leitores perfeitos para o livro. | 14. A AILA sugere ainda a produção de um documentário complementar com o autor a percorrer o cenário ou os lugares da ação. (...)
Mas as limitações da análise literária da AILA (ou outras ferramentas de IA) são óbvias:
- falta de sensibilidade humana, incapacidade para entender, em profundidade, o contexto cultural, histórico ou emocional da ação e dos personagens;
- falta de criatividade e subjetividade, análise superficial, baseada em fórmulas pré-definidas, sem profundidade crítica;
- não-personalização (a AILA não dialoga com o autor, não tem empatia, etc.)...
Em resumo, o Clube de Autores é uma plataforma de autopublicação, oferecendo um serviço de análise "baratucho" , e que serve como "engodo" para atrair clientes para os outros serviços (edição, impressão, tradução, divulgação, etc.).
E não é preciso, mas convem dizê-lo: a AILA ainda não chega aos calcanhares do nosso crítico literário, o Mário Beja Santos.
_______________
_______________
Nota do editor LG:
Último poste da série > 22 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28280: Notas de leitura (1952): "Geração Afro: Os Últimos Guerrilheiros do Império" (volume I, 2026, 455 pp sinopse feita pelo autor, Recaredo (pseudónimo literário de Angelino Santos Silva, ex-fur mil 'cmd', 26ª Cmds, CTIG, 1970/71)











3 comentários:
Angelino, tu mereces todo o nosso respeito, apreço e admiração pelo teu trabalho literário. Dás voz a todos aqueles de nós que não falam, não escrevem, não partilham as suas memórias da guerra da Guiné. E são muitos. São a imensa maioria.
Angelino, também não me esqueço que me pediste para dar um parecer literário sobre o teu manuscrito. 455 páginas, mesmo em leitura vertical, consomem muitas horas... É humanamente impossível dar uma resposta em tempo útil. Recorreste à IA do Clube de Autores. Por menos de 50 euros, presumo, ficaste som um parecer sobre os pontos fortes e fracos do teu volume I da "Geração Afro" que, entretanto, decidiste publicar por tua conta e risco. Hás de ter os nossos pareceres, os meus e os do nosso crítico literário, Mário Beja Santos (ainda não lhe entregueio exemplar autografado que me pediste para lhe entregar)...
Entretanto, deixa-me rir (é uma nota de humor) com a sugestão da IA do Clube de Autores: no âmbito da divulgação do teu romance, a AILA sugere também a produção de "um documentário complementar com o autor a percorrer os locais reais do romance, o que multiplicaria o interesse comercial e memorialístico" (sic)....
Estamos de acordo: seria oiro sobre azul... Mas os antigos combatentes não têm "patacão", nem para mandar cantar um cego... Se fosse "decente", a menina da IA (que tem os pés assentes na "nuvem", e não na "terra"...) devia-te ajudar a fazer uma estimativa dos custos de produção desse documentário: "voltar ao local do crime" deverá custar ao "criminoso" muitos milhares de euros...
Mantenhas. Boa sorte para o teu livro (que tem muitos méritos e um defeito: 455 páginas, deveria ter no máximo metade).
Angelino, publicar aqui, no nosso pequeno Portugal, já é uma lança em África. Chegar â Austrália já é um sonho.
É muita coragem de aparecerem autores como Angelino, a escreverem e publicarem "uma guerra", que já foi marcada por leituras de consagrados há muito tempo.
E apoiados por grandes editoras
Casos como Lobo Antunes, Manuel Alegre, Lídia Jorge.
De qualquer maneira, serão autores como Recaredo que um dia serão os verdadeiros testemunhos desses13 anos da história de Portugal.
Enviar um comentário