Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto e imagens: Angelino dos Santos Silva (2026)
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.
O Angelino é até agora o primeiro e único representante da 26ª CCmds na Tabanca Grande, para onde entrou formalmente em 21 de janeiro de 2025 (*).
. É natural de Recarei, Paredes. Como escritor, usao pseudónimo literário Recaredo. Publoicou recentemente o livro (o primerio de dois), "Geração Afro: os últimos guerrilheiros do Império" (edição de autor, 2026, 455 pp.) (**)
GERAÇÃO AFRO – OS ÚLTIMOS GUERRILHEIROS DO IMPÉRIO - Livro I
Resumo feito pelo autor, Recaredo (pseudónimo lietrário de Angelinmo da Silva Santos) (***)
Este documento é uma homenagem aos combatentes portugueses e africanos da Guerra Colonial em África, abordando suas experiências, conflitos e o impacto histórico da guerra.
Para criar um resumo focado nas experiências dos combatentes portugueses e africanos durante a Guerra Colonial, utilizei exclusivamente os relatos, testemunhos e análises presentes no documento "Geração Afro – Os Últimos Guerrilheiros do Império".
O objetivo é apresentar uma visão clara, humana e multifacetada das vivências dos combatentes, destacando tanto os aspetos comuns quanto as diferenças entre portugueses e africanos que combateram sob a bandeira portuguesa ou nos movimentos de libertação.
Resumo das experiências dos combatentes portugueses e africanos
1. O início: patriotismo, desencanto e realidade
Os jovens portugueses embarcavam para África "imbuídos de um mesmo amor à Pátria, considerando as suas comissões uma causa justa".
No entanto, logo no início da viagem, o desconforto, as más condições nos navios e o choque com a realidade africana geravam desencanto e frustração.
Ao chegarem, deparavam-se com combatentes africanos armados ao serviço de Portugal, o que causava estranheza e, ao mesmo tempo, aliviava o desconforto inicial.
2. A Vida no terreno: dificuldades, medos e camaradagem
2. A Vida no terreno: dificuldades, medos e camaradagem
O quotidiano era marcado por condições extremas: calor, humidade, doenças como o paludismo, chuvas torrenciais, emboscadas, minas e noites mal dormidas na selva.
A camaradagem entre soldados era fundamental para suportar o medo, a saudade e o desgaste físico e psicológico. O humor, as pequenas festas e as conversas ajudavam a aliviar a tensão constante.
Os combatentes africanos, como os do Grupo Especial de Combate (GEC), partilhavam o risco e o sacrifício, mas tinham motivações e preocupações distintas, muitas vezes relacionadas com o futuro das suas famílias e a incerteza do pós-guerra.
3. Contradições e dilemas
Muitos africanos lutavam ao lado dos portugueses, enquanto familiares seus combatiam no PAIGC (movimento de libertação). Isso criava situações de "irmãos contra irmãos", ilustrando a complexidade das lealdades e dos laços familiares.
Os portugueses, por sua vez, questionavam o sentido do sacrifício, especialmente ao perceberem que a guerra era "uma causa perdida" e que o império colonial estava no fim.
4. O impacto psicológico e social
O regresso à Metrópole era frequentemente marcado por traumas psicológicos, ausência de apoio psiquiátrico e falta de reconhecimento social. Muitos ex-combatentes sentiam-se ignorados e desamparados.
Entre os africanos, o medo de represálias após a independência e a incerteza quanto ao futuro das suas famílias eram fontes de grande angústia.
5. O quotidiano e a sobrevivência
5. O quotidiano e a sobrevivência
As operações militares eram descritas como extenuantes e perigosas, com relatos de emboscadas, minas, flagelações e ataques noturnos.
A sobrevivência dependia tanto da preparação militar quanto da adaptação ao ambiente hostil e do apoio dos guias e combatentes africanos, conhecedores do terreno.
6. Humanidade, humor e resistência
Apesar da dureza da guerra, havia espaço para a amizade, o humor e até para momentos de festa e confraternização, com refeições de churrasco (ementa desconhecida na Metrópole).
O contacto com a cultura local, a aprendizagem de palavras em crioulo e a partilha de refeições aproximavam portugueses e africanos, criando laços que iam além da guerra.
7. O fim da guerra e o legado
O fim do conflito trouxe sentimentos mistos: alívio, mas também frustração e sensação de missão inacabada.
Muitos combatentes, portugueses e africanos, carregaram para sempre as marcas físicas e psicológicas da guerra, sentindo-se "diferentes" e, por vezes, incompreendidos pela sociedade.
Exemplo de testemunho resumido
Exemplo de testemunho resumido
"Já lá fomos e voltamos. Percorremos o lado negro da vida, tropeçamos na face má da sorte e andamos por trilhos e picadas da morte. [...] Já lá sorrimos e penamos. E abrimos a caixa de Pandora e antes de virmos embora enfrentamos medos e emboscadas, carregamos sonhos e granadas, corremos perigo e aflição, bebemos água da bolanha, comemos colados ao chão, adormecemos de arma na mão, socorremos camaradas feridos, beijamos rostos estendidos, cerramos os punhos cantando, festejamos a vida chorando, deixamos os sonhos esquecidos..."
Conclusão
As experiências dos combatentes portugueses e africanos na Guerra Colonial foram marcadas por sofrimento, coragem, dilemas morais e laços de solidariedade. O livro retrata com realismo e sensibilidade a complexidade humana da guerra, dando voz a todos os que nela participaram, independentemente do lado em que lutaram.
"Do embarque ao regresso a casa, o leitor com poucos conhecimentos sobre a Guerra Colonial Portuguesa em África vai ter o privilégio de acompanhar, em tempo real, o dia a dia da maior parte dos combatentes: desde as deficientes condições de viagem até à estranha surpresa ao desembarcar, quando vê, no cais, soldados africanos a combater ao lado da bandeira portuguesa. Já no “mato”, vai acompanhar os passos de quem faz a guerra “mexer”, testemunhando os dias de sorriso e tristeza, os dias de aflição e lazer, e os “acasos” do azar e da sorte que separam a vida da morte. Por fim, vai sentir no corpo e na “cabeça” as mazelas que trouxemos de África e a injustiça do tratamento inadequado votado aos combatentes por parte dos governos, desde o regime do Estado Novo ao regime do pós-25 de Abril — algo que permanece até hoje
Principais locais onde se desenrola o romance:
Bissau, Brá, Bula, Binar, Bissorá, Olossato, Mansoa, Mansabá, K3.
São Vicente, Pelundo, Teixeira Pinto, Bachile, Cacheu.
Catió, Cabedu, Guileje, Gadamael Porto, Kandiafara [Guiné-Conacri] e Cumuré.
Hospital Militar de Bissau.
Bissau, Brá, Bula, Binar, Bissorá, Olossato, Mansoa, Mansabá, K3.
São Vicente, Pelundo, Teixeira Pinto, Bachile, Cacheu.
Catió, Cabedu, Guileje, Gadamael Porto, Kandiafara [Guiné-Conacri] e Cumuré.
Hospital Militar de Bissau.
Angelino dos Santos Silva
(RECAREDO)
(RECAREDO)
Combatente na Guiné-Bissau, 1970-71
Contactos para encomenda do livro:
e-mail: recaredo241148@gmail.com | telem 926365774
Fonte: adapt da página do Facebook da Tabanca Grande Luís Graça, 5 de agosto de 2026, 08:42(Revisão / fixação de texto: LG)
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Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de 21 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26409: Tabanca Grande (566): Angelino dos Santos Silva, grão-tabanqueiro nº 897, ex-fur mil OE, 26ª CCmds (Brá, 1970-1972), poeta e escritor, natural de Recarei. Paredes, Vale do Sousa
(*) Vd. poste de 21 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26409: Tabanca Grande (566): Angelino dos Santos Silva, grão-tabanqueiro nº 897, ex-fur mil OE, 26ª CCmds (Brá, 1970-1972), poeta e escritor, natural de Recarei. Paredes, Vale do Sousa
(***) Últino poste da série > 21 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28278: Notas de leitura (1951): "Origem: África", pelo jornalista, escritor e académico Howard W. French; Bertrand Editora, 2022 (2) (Mário Beja Santos)




















4 comentários:
Bom-dia, Luís.
Na apresentação, o nome do autor deve estar errado, pois diz que é Reboredo.
Tinha de ser da Rebordosa, mas como é de Recarei...
Um Abraço para ele, extensivo a ti e a todos os ex-combatentes.
Obrigado, Ramiro, ainda bem que não perdeste os teus reflexos de comando... Isto de um gajo começar a trabalhar às cinco e meio da manhã, alguma coisa tem de correr mal, às vezes... Os pequenos detalhes, que escapam ao controlo de qualidade... Já corrigi. Um bom dia para ti. LG
Honrar os nossos mortos não é glorificar a guerra, que não era nossa....
Os soldados que morreram ao nosso lado não escolheram a política colonial do Estado Novo. Fomos mobilizados pelo Estado, enviados para uma guerra que o poder político decidiu prolongar durante 13 anos. O facto de a causa política ser hoje (e já ser então, para grande parte do mundo) "historicamente indefensável" não retira nem um milimetro ou uma grama à nossa dignidade, ao nosso sofrimento, à nossa humanidade de antigos combatentes, e mais ainda a todos os que morreram.
Aliás, uma das melhores formas de respeitar e honrar os nossos mortos é precisamente dizer que morreram, com dignidade e coragem, mas completamennte gratuita a sua morte. Não morreram pela Pátria, mas por um regime que roubou a dignidade e a liberdade dos portugueses e dos africanos das colónias. Não morreram por uma causa justa.
A nossa geração dos combatentes não deve (nem pode) ser responsabilizada pela guerra que o Estado lhes impôs; mas também a memória dos combatentes também não deve (nem pode) ser utilizada para absolver o Estado que a decidiu travar. E que em 13 anos foi incapaz de encontrar uma solução, política, negociada, para uma guerra que nunca poderia ser ganha pela força das armas.
Eu sei que, para muitos veteranos, a fórmula "Honra & Glória" é hoje mais um gesto de luto do que de justificação política. É uma outra forma de lidar com a mesma ferida, a dos nossos mortos, portugueses e africanos, Pessoalmente, prefiro dizer honrar sem glorificar, lembrar sem absolver o Estado que nos mandou para aquele atoleiro. É uma memória sem mentira.
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