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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28328: O Nosso Livro de Visitas (233): Ana Vaz, neta do sr. José Caeiro, comerciante, dono da Casa Caeiro, Nova Lamego: português, natural da Figueira da Foz



 

Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) > Setembro / outubro de 1967 > "A melhor casa comercial, a Casa Caeiro, na rua principal. Foto tirada do 1º andar das instalações do Conselho Administrativo do batalhão (que esteve ali, de setembro de 67 a fevereiro de 68)."



Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) >  c. Set / Out 1967 >  Comando do Batalhão... Instalações  protegidas por bidões com areia, ao nível térreo. Era aqui que funcionava  também o CA – Conselho Administrativo, do batalhão, de que o Virgílio Teixeira era o presidente. Em cima, no 1º andar do edifício do, o autor e mais 2 elementos do CA, furriel mil Pinto Rebolo e o 1º Cabo Seixas. Foto captada em Nova Lamego, a partir da Rua Principal, das instalações do CA, no mês de Janeiro de 68.


Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) > 4º trimestre de 1967 > "Edifício do comando e do Conselho Administrativo, de estilo colonial, tal como o encontrámos, com paliçadas e bidões de protecção, ruas esburacadas e em terra batida, com pó ou lama. Foto tirada a partir do edifício dos CTT,  na outra esquina." 
 
Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > c. jan / fev 1967 > A rua principal de Nova Lamego (5).. Do lado esquerdo vê-se a Casa Caeiro (2) e o edifício que era o comando dos batalhões que passaram por aqui ao longo da guerra (já era protegido por bidões cheios de terra) (1)

No outro lado da rua, no lado direito da foto, um edifício não identificado (parece-nos ser o Cine-Clube local) (4) e depois a estação dos CTT (Correios, Telégrafos e Telefones) (3).

Foto do álbum de Manuel Caldeira Coelho (ex- fur mil trms, CCAÇ 1589 / BCAÇ 1894, Nova Lamego e Madina do Boé, 1966/68)


Foto: © Manuel Caldeira Coelho (2011). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]



1. O nosso amigo e camarada Virgílio Teixeira, natural do Porto, a viver em Vila do Conde, reformado (foi economista e gestor de empresas), é, dos nossos grão-tabanqueiros, que tem mais fotos de Nova Lamego: cerca de 2 a 3 centenas (*). Apesar disso,  não chegou a vver seis meses no Gabu. Sobre a família e a casa Caeiro, escreveu ele:

(...) "De todas as lojas, a que mais se destacava era a famosa Casa Caeiro, mesmo no centro da cidade. Ali vendia-se de tudo o que precisávamos e mais o que não era preciso para nada. 

"O senhor Caeiro, dono da referida casa comercial, tinha uma bela filha, branca, (...) coisa a não desperdiçar, em terra de pouca mulher branca, a qual era acompanhada por várias vezes com outra rapariga branca, que não sei qual a relação com eles.

"A Casa Caeiro localizava-se mesmo do outro lado da rua, frente a frente, onde estava o gabinete do Conselho Administrativo, e do respectivo Comando do Batalhão. Era um edifício tipo colonial, e ficávamos no 1º andar desse edifício, e logo se poderia ver todo o andamento e movimento da loja, a Casa Caeiro, que não era nada pequeno, e que era frequentado pelas variadas etnias locais.

"De tal modo que era um passatempo vir para o varandim, e ver as pessoas, locais e outras pessoas europeias ou não, com os seus negócios, e acima de tudo, quando a filha do Caeiro saía à rua, logo era alertado por alguém com  o grito de Ipiranga, para irmos todos ver a beldade de mulher a sair à rua, com o seu corpo formoso para aquelas paragens.

"Posto isto, a Casa Caeiro era visitada quase diariamente pela ‘malta’ nem que fosse para comprar uma caixa de fósforos, ou um abano para o calor.

"Era gente simpática, o que está escrito é que eles apenas se dedicavam ao comércio, não alinhavam a sua actuação nem de um lado nem de outro, eram independentes, o que já seria uma tarefa difícil numa zona de guerra, como era aquela.

"Quanto à filha do Caeiro, apenas falei com ela na Loja, cruzávamo.nos  na rua, no café ou no pequeno cinema semanal, não sei a vida que eles levavam fora das horas de serviço." (...)

Outros camaradas nossos como Manuel Coelho, Valdemar Queiroz (1945-2025) e o Tino Neves tanbém fazem referência este comereciante, que era portuguesa, e não libanês, bem como à sua casa e à sua família (***)





Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) > 21 Fevereiro de 68 > Não, não era o sr. José Caeiro, o comerciante, português, dono da Casa Caeiro,  mais a sua filha, na sala de cinema do Gabu, nas últimas filas. 

 A família era portuguesa da metrópole. (Detalhe: a filha do sr. Caeiro ostenta, na foto, a capa de uma revista humorística brasileira, popular na época, "Vamos Rir!", de periodicidade mensal, da "Rádio Editora Lda.). Ao seu lado esquerdo, está o seu tio, Jorge Caeiro, que era muito parecido com o irmão José. A seu lado direito, uma amiga. Na ponta, o Vifrgíloiuo Teixeira.

Esta informação é da nossa leitora Ana Vaz, neta do sr. Caeiro, cujo mail reproduzidos a seguir.

Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné] (**)


1. Mensagem da nossa leitora Ana Vaz, neta do comreciante José Caeiro, de Nova Lamego:


Data - quinta, 23/07/2026, 21:37

Assunto - Casa Caeiro; neta e filha do Sr. Caeiro

Boa noite, Sr. Luís Graça,

Depois de ler o seu Blog, encontrei algumas informações que não estão coerentes.

O meu avô José Caeiro era da Figueira da Foz onde também lá tinha casa.

A Bela é minha prima, mas filha do irmão da minha mãe, Mário, que também teve uma empresa de pescas durante muitos anos na Guiné-Bissau.

A minha mãe, a filha do Sr. Caeiro, é de 1945 e está feliz por ter encontrado quem fala das suas raízes, lembrando-lhe o seu adorado pai, o meu avô José Caeiro. Um homem muito inteligente, um homem de letras.

Ninguém na família é ou era libanês, somos todos portugueses.
 
Ao lado da minha mãe está uma amiga e o seu tio Jorge, irmão do Sr. Caeiro! Eram muito parecidos.

Estamos em Oeiras (a filha do Sr. Caeiro) e em São João do Estoril (a minha prima Bela).

Obrigada por nos relembrar tão boas recordações

Ana Vaz (****)


2. Mensagem de Virgílio Teixeira (para quem reencaminhei o mail da Ana Vaz, que imnfelizmente foi parar ao SPAM;  só  demos conta disso  conta disso em 20/8/2026)

Data - 22/08/2026, 16:38
Assunto . Família Caieiro, Nova Lamego

A Ana Vaz pelos cálculos que fiz deve andar pelos 60 anos!

Ontem estive a falar longamente desta família e fotos no Poste que mandaste. Quando acabei, depois da meia noite,  toquei onde não devia e apagou tudo. Claro que fiquei com um grande melão!

Agora e resumindo:  era uma família que eu considerava, mas gostava mais de estar com a filha e pelos vistos outra mais nova filha de um português radicado na Guiné.

Tudo isto me passou ao lado. E todos os dias da minha varanda em frente tinha a casa Caeiro e suas belas meninas.

Não me apercebi de serem portugueses. Sempre pensei, e era falado, que eram  como libaneses.

Fico contente por saber isso. E mais ainda por haver esta Ana Vaz, que será filha da outra menina mais nova nas fotos, que nem sei o nome delas.

Já agora gostaria que a Ana nos contasse tudo, como era antes. Depois e agora.

Os meus 5 meses lá, não chegaram para conhecer tudo. E quando começo a escrever aqui no blogue tudo era ainda muito ofuscado e muita asneira foi escrita sem nenhuma segunda intenção.

Devo ao blogue a minha ligação mais estreita à Guiné que eu não conhecia! Hoje faria tudo muito diferente
´
Manda o feedback da Ana e o que faz, pois parece gostar muito da sua família e eu também.

Abraço a todos

Virgílio Teixeira

3. Comentário do editor LG:

Obrigado, Ana, pelo seu contacto.  Ficamos felizes por nos descobrirem. Como vê, o Mundo é Pequeno e a Nossa Tabanca ... é Grande. E tem lugar, à sombra do nosso poilão,  para  a família Caeira se alguém de vocês, primos e tidos, quiserem partilhar fotos e outras memórias da Guiné do vosso tempo (e nosso tempo). Presumo que a Ana seja mais nova (não deve ter a idade que o  Virgílio Teixeira lhe dá) e tenha nascida já em Portugal, depois do 25 de Abril. 

Tem aqui o nosso contacto, por email:


Já em tempos, há cerca de 16 anos, em 22/11/2010, apareceu  um comentário ao poste do Tino Neves (*****), que é assinado por uma neta do seu avô Caeiro, a Bela... Vejo, pois, que é  sua prima. Pena não ter deixado um contacto (telefone, email...). 

Mas ficamos a saber que a família mora na Linha do Estoril. Pode ser que um dia alguém queiram vir almoçar connosco, na Tabanca da Linha, que tem sede no Restaurante Caravela de Ouro, em Algés, e que se reune regularmente (vd. página no Facebook). É uma tertúlia de antigos combatentes da Guiné, residentes na área da Grande Lisboa.

"Anónimo disse..

Olá, Sr. Luís Graça! No seu artigo sobre a sua viagem em 2005, fala na loja do Sr. Caeiro. Não chegou a tirar fotos actuais? Após a morte dele, uns anos mais tarde, o meu pai manteve lá a farmácia até aos anos 80/90.

"Teve de desistir, por mais que se preocupasse em manter o nome do seu pai, a vida não o permitiu. Falo do sr. Caeiro, meu Avô! O Padrinho, como todos o chamávamos, meu pai, mãe, irmão e eu. O Homem mais bondoso que conheci, infelizmente só até aos meus 5 anos.

"Um abraço a quem o conheceu e um bem haja. Bela.

"22 de novembro de 2010 às 23:57".


Em conclusão, a loja do sr. Caeiro deu origem a uma farmácia, no Gabu, na nova Guiné-Bissau, e que se terá mantido aberta até aos anos 1980/90, sob a gerência do filho Mário, que também teve uma empresa de pescas... 

Na altura respondi à prima Bela:

(i)  as fotos do Gabu não são minhas, mas de um camarada e amigo do Tino Neves, o José Couto, que lá esteve, na Guiné-Bisssau e foi ao Gabu, em fevereiro de 2005...

(ii) o Tino Neves e outros camaradas, que aqui têm escrito, conheceram o seu avô Caeiro, ou a Casa Caeiro, por volta de 1966/68 (Manuel Coelho), 1967/68 (o Virgílio Teixeira) e 1969/71 (o Valdemar Queiroz, o Constantino Neves...), e gostariam de saber algo mais sobre o resto da sua vida;

(iii) pena que o avô tenha morrido cedo;. 

(iv) o Tino Neves (*****) também falou nos vizinhos do avô, esses, de origem libanesa, os Danif. 

(v) sobre  a família Danif, de origem libanesa, em Bafatá, ver aqui.

(vi) vd. também fotos do Gabu, tiradas pelo nosso grã-tabanqueiro João Graça, em finais de 2009: a "rainha do Gabu" de ontem parece ter passado a perna à "princesa do Geba", Bafatá, hoje em decadência.

Peço à Ana para "partir mantenhas" com a sua mãe e com a Bela, e demais família. Os nossos respeitosos cumprimentos.  Gostaríamos, entretanto,  de saber algo mais sobre a história de vida do avô, e nomeadamente na Guiné (e de quem afinal não temos nenhuma foto).
 
(Revisão / fixação de texto, negritos: LG)
___________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 5 de novembro de 2024 >Guiné 61/74 - P26118: As nossas geografias emocionais (29): A antiga Nova Lamego ou Gabu Sara, em set 67/fev 68, ao tempo do Virgílio Teixeira, ex-alf mil SAM, CCS/BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69)

(**) Vd. também poste de 16 de janeiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19407: Álbum fotográfico de Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (São Domingos e Nova Lamego, 1967/69) - Parte LX: A Casa Caeiro e os comerciantes libaneses de Nova Lamego


(...) Passava-se junto da Administração do Gabu, de que também junto foto actual (fevereiro de 2005) [Foto nº 2], passava-se então pelo cruzamento (onde estou eu na foto à civil, no dia 8/2/1970). Sei que foi tirada nesse dia, porque foi dos poucos dias em que eu me vesti à civil, em Nova Lamego. E porquê? Porque no BCaç 2893, quem fizesse anos tinha como prenda a folga de quaisquer serviços e autorização para se vestir à civil, portanto essa foto [nº3] foi-me tirada no dia em que fiz 22 Invernos, no cruzamento, entre os CTT, correios civis (que junto 2 fotos, antiga e actual) [Foto nº 4], o Cine Gabú e a loja do sr. Caeiro.

O sr. Caeiro (...)  era um português de raça branca. A Casa Caeiro era uma loja essencialmente de electrodomésticos, mas não só, e na ponta que falta, a do meu lado direito, um dos edifícios civis utilizados para o quartel velho.

Por falar da loja do sr. Caeiro, o telhado da referida loja era simplesmente uma placa de cimento, não sendo muito grande, talvez pudesse lá pousar um helicóptero, mas foi utilizado para outra coisa diferente. Estando lá um capitão paraquedista que estava a preparar-se para uma competição no estrangeiro, de salto em queda livre, resolveu fazer uma aposta em como iria saltar e pousar no telhado da loja do sr. Caeiro. Assim fez, saltando de um helicóptero que subiu em espiral, tão alto, até deixar de se ver. (...)


16 de janeiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19407: Álbum fotográfico de Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (São Domingos e Nova Lamego, 1967/69) - Parte LX: A Casa Caeiro e os comerciantes libaneses de Nova Lamego


(****) 23 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28286: O Nosso Livro de Visitas (232): João Bonifácio, a viver no Canadá desde 1974, ex-Fur Mil Sam da CCAÇ 2402 / BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70)


(****) Vd. poste de 9 de fevereiro de 2009 > Guiné 63/74 - P3861: Memória dos lugares (17): Nova Lamego, a raínha do Gabu (Tino Neves)

Guiné 61/74 - P28327: Humor de caserna (290): A propósito da "Assinatura Ilegível", de Alberto Branquinho... Uma paródia aos "básicos" que, afinal, fomos todos nós, e que mereceu 39 comentários no blogue há 16 anos

 

Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto: Alberto Branquinho  (2010)

Imagens: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné


1. Afinal, onde estava a graça ?, perguntarão alguns leitores mais sisudos.

O título, "Assinatura Ilegível", convenhamos, não prometia grande coisa. Era apenas mais um texto da série “Contraponto”, do nosso camarada Alberto Branquinho. Notável, de resto, essa série.

Mas o título escondia um pequeno exercício de humor de caserna, escrito na pele de um imaginário “soldado básico”, ordenança de um oficial, com uma ortografia deliberadamente desfigurada, que trocava os "vês" pelos "bês", e que metia uma "estória" de oficiais  "apanhados do clima", cuecas, lavadeiras, comprimidos, leite com milho (que afinal era a o leite achocolatado MILO)  e outras pequenas misérias e grandezas da nossa vida militar na Guiné.

Mas o que aconteceu depois é que é interessante. O texto caiu no goto dos leitores. Afinal,era a"guerra", vista da caserna, de baixo para cima...Invertendo a hieratquia.  

O texto, publicado na segunda feira, 18 de outubro de 2010, às 13h38,  desencadeou uma verdadeira tertúlia "ad-hoc". Sucederam-se os comentários em menos de 48  horas, trinta e nove  no total, até quarta feira,  20 de outubro de 2010, às 21h15.

Vieram os que: 

  • reconheceram naquele “básico” personagens que tinham conhecido; 
  • se reconheceram a si próprios como "básicos" ; 
  •  começaram a investigar quem seria o misterioso oficial cujas  cuecas apareceram a tapar as "partes pudengas"  da lavadeira; 
  • discutiram se a personagem era realmente "básica", analfabeta ou semianalfabeta, ou se estava  apenas a fazer teatro;
  • recordaram os “básicos” das suas (sub)unidades; 
  •  pegaram nas cuecas e fizeram delas matéria de direito, moral, estética,  anatomia, etc. 
Ee houve até quem recuasse aos tempos do PREC e do Conselho da Revolução!

E, naturalmente, vieram os nortenhos, os sulistas, os ilhéus, os milicianos, os do QP, os desterrrados, os combatentes da Guiné e até quem nunca tinha posto os pés na Guiné. Vieram tabanqueiros de várias tabancas, e origens geográficss, de Portugal Continental, das Américas, da Lapónia sueca... 

A certa altura, já ninguém estava propriamente a comentar o texto do Branquinho. Estavam a b"reinar" uns com os outros. É talvez seja aí que esteja o segredo daquela caixinha de comentários. E o lado mais saudavelmente louco deste blogue.  

Foi há  16 anos, camaradas. E alguns já não estão cá entre nós...  Infelizmente. Uma ocasião também para evocar  os seus nomes e os seus exemplos de vida: Carlos Cordeiro, Jorge Cabral, José Manuel Matos Dinis, Torcato Mendonça. Com direito a fotografia. E talvez a uma  BD. Se a Nossa Senhora da Inteligência Artificial nos quiser e  puder valer. (Ela não troca os V pelos B,   troca os nomes e as fotos.,,)


Comentários ao poste P7144 (*), republicado (Poste P28325) (**)

(i) Carlos Vinhal, coeditor

Não costumo comentar os postes que edito e publico, porque felizmente a esmagadora maioria dos nossos camaradas e amigos tertulianos escrevem bem melhor do que eu.

Desta vez achei por bem vir aqui porque o texto publicado pode levar a interpretações de gozo para com os nossos camaradas militares menos habilitados em termos escolares, principalmente os nossos Básicos, que para tudo serviam, até ir para irem para o mato, quando nem para isso estavam habilitados.

Não levemos à letra o texto do camarada António Branquinho, mas encaremo-lo como uma diversão utilizando a língua portuguesa, traiçoeira e tão mal tratada. (...)
 
(ii) Anónimo

Presumo que era...Nortenho. Ou? O B(V)ossemecê confunde-me!  (...)

 

(iii) António Graça de Abreu


Essa do oficial que vestia as suas cuecas nas deliciosas (para homens que gostam de mulheres!) partes baixas da sua lavadeira é de antologia.

Todo o texto é brilhante, meu caro Branquinho, temos a gente do Norte à deriva pela Guiné, a melhor gente de todas, meu querido Porto, carago!

Mas esse oficial é quem? Aceitam-se prognósticos..., só no fim, e dão-se alvíssaras.

Acho que sei quem é esse nosso brilhante camarada, ou talvez seja a minha mente distorcida a fazer juízos injustos. Ou então são uns tantos camaradas, no plural.

Mas leio: "Bossemessê num creia em tudo o qum ufissial da nossa Cumpanhia escrébe prái. Ele num é de cunfiar de todo. Não era má pessua mas aí faz muntas inbenções."

 A carapuça serve a quem a quiser enfiar mas, sem personalizar quem quer que seja, há um ou dois camaradas no nosso blogue a que a gorra encaixa magnificamente. (...)

 segunda-feira, 18 de outubro de 2010 às 15:04:00 WEST 


(iv) Anónimo [José Belo, que escreve da Lapónia, em teclado sem os caracteres portugueses, lapso que corrigimos]

Bom, se vamos por esses caminhos... Cito o Camarada Graça de Abreu: "Essa do oficial que vestia as cuecas nas deliciosas (para homens que gostam de mulheres!) partes baixas da sua lavadeira é de antologia".

Mas, o  que se escreve textualmengte quanto ao desaparecimento das cuecas, (e acentua-se: deaparecimento!) é:  "Porqueu um dia puchei o pano pra baicho à labadeira e a gaija tinha umas cuécas dele bestidas."

Em que possível tribunal de costumes poderia o Sr. G .de Abreu, sequer... sequer, insinuar que as cuecas ali tinham sido colocadas pelo Sr .Oficial referido? ( E, para mais,como do texto se näo infere se o referido Exmo. Sr. Oficial é, ou não, do Quadro Permanente,  o que, como é óbvio, tornaria a coisa muito mais séria, e complicada, dentro dos parâmetros proeminentes entre estas reservas morais da Nação); pergunto-me: Não teräo sido as referidas cuecas abusivamente desviadas, e utilizadas, pela Exma. Srª  Lavadeira? 

A assim ser, a perversidade evidente, a amoralidade decadente, a falta de um mínimo de educação religiosa desta "mulher" (e espero que esta tirada chegue para satisfazer alguns Srs. Séniores), näo poderá de modo algum ser imputada (!) ao Sr. Oficial, tão levianamente responsabilizado pelo Sr. Camarada G. de Abreu. 

Espero que este mal-entendido tenha sido originado por leitura demasiado rápida por parte d' este, e não por um qualquer lapso freudiano !!! É claro que estes sérios problemas  reputacionais (!), quando fora das áreas dominadas pelos nossos geniais políticos, acabam por corromper toda a textura moral de uma Civilizacäo como a nossa.

(v) Torcato Mendonca [ 1944-2021]


Caro Branquinho: 

Devia haver alguns desses. Até os encontravas (ou encontras?) na vida civil. Na minha companhia os oficiais, sargentos e praças, excepto o capitão e o 1º sargento, dormiam cada qual em sua cama mas em camarata-abrigo.Não havia diferenças em comida, dormida e roupa lavada...heim...

De um modo geral as cuecas eram para dormir, assim pijama aligeirado...e, devido a micoses, no dia a dia andava tudo "ao pendurão" entre o corpo e calças ou calção. Na cidade, prevendo erecção e etc. convinha o uso das ditas.

Os básicos da minha CART eram gente feliz sem lágrimas. Tanto assim que, mesmo depois de entrar na peluda pensava: porque não fui básico? Se calhar até fui mas com outro nome.

Gostei e continua a glozar com "a guerra e os guerreiros"... Tirar do sério é preciso. ) (...
 
segunda-feira, 18 de outubro de 2010 às 15:59:00 WEST 



(vi) Fernando Gouveia 


Considero o Alberto Branquinho, juntamente com mais dois ou três escribas do Blog, um dos que mais bem interpreta, passados quarenta anos sublinhe-se, o espírito com que se deve ver a nossa vivência na Guiné, repito, passados quarenta anos.

Adoro estórias deste género. (...)



(vii) Alma  [ Jorge Cabral, 1944-2021]

No meu Destacamento as Mulheres não usavam cuecas, tal como o Oficial..

E sempre existiu um Básico,o "cozinheiro" que Bambadinca nos mandava.

Todos excelentes rapazes,dos quais já falei... 

As condições de vida eram iguais para todos,comíamos o mesmo, à mesma mesa...e se alguém tinha vantagens era o "cozinheiro" pois, além de não ir para o Mato,tirava proveito de poder "partir" géneros alimentícios com as mulheres. Um deles foi aliás uma vez,por mim surpreendido, amando com furor, em cima da mesa das nossas refeições, entre cascas de batata... 
Que romântico! Bela vida, a de Básico!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 às 17:02:00 WEST 

(viii) Alma   [ Jorge Cabral, 1944-2021]

Assina

Jorge Cabral, Alfero (Básico)



(ix) José Manuel Corceiro


Caro Alberto Branquinho

Espirituoso…este teu desanuviar e imprimir humor à guerra!

Estas recreações são económicas, para a Nação e para o cidadão comum, produzem mais eficácia que uma caixa de Valium 10 (Diazepam).

De onde podemos inferir, que o nosso Blogue está a poupar dinheiro ao Estado, ao contribuir para a salutar saúde do cidadão e sã economia do País… Parabéns e um abaraço. 


segunda-feira, 18 de outubro de 2010 às 17:56:00 WEST 

(x) Carlos Cordeiro  [1946 - 2018]



Cá está o José Belo com a sua veia legalista, disciplinadora e moralista (mas não belicista).

Na minha modesta e humilde opinião - e não pretendendo ser polémico (ou controverso, como prefere o Luís) - o oficial referido era do QP [Quadro Permanenete].

O Básico é (quase) claro: "ele num é de cunfiar de todo". (...)



(xi) Vitor Junqueira
 

Este texto do Branquinho devolve-me a vontade de ler e reler cada frase, palavra a palavra, vírgula por vírgula de tudo quanto se escreve neste Blog. 

Não pode ser ofensivo para ninguém porque a verdade e o rigor podem doer mas não ofendem.

 Quem assim falava era um Português, do Norte sem dúvida, mas trouxa é que ele não era. E o ufissial a quem se referia era eu. Ou podia muito bem sê-lo.

Mantenhas para a tertúlia.



(xii) Torcato Mendonca [ 1944-2021]


Eu gostei do escrito do Branquinho. Faz falta prosa assim. Mas: lendo um ou mesmo outro comentário sinto-me, digamos, curioso.

Vossa(s) Excelência(s) preocupa(m)-se com as cuecas de um Senhor Oficial. Mais preocupados se afirmam se o Senhor Oficial é Miliciano ou QP (leia-se do Quadro Permanente) donde se pode presumir que,as ditas, seriam diferentes pois,certamente uma gaita e apêndices de um Senhor Oficial do QP e um Miliciano, diferentes seriam. Será? 

Disso, de gaitas e apêndices pouco percebo, e, menos ainda, essas diferenças estabelecer. Penso contudo que estariam bem entregues na protecção do órgão vaginal da citada lavadeira. Melhor função desempenhariam se não fossem abertas á frente. Talvez não fosse despiciente, contudo, para facilitar certo acto.Talvez. Acto esse a praticar mais, creio eu, por, no máximo, um Senhor Oficial subalterno e Miliciano e nunca um do QP. 

Mais informo que, por informações recolhidas, eram mais usuais as de perna e não as apelidadas de "slip" .

Se me é permitido, sugiro a Vossa(s) Excelência(s) que se averigúe profundamente este melindroso assunto e se recorra a peritos em gaita, não esquecer os apêndices, e cuecas de formas e feitios diversos. 

Mais proponho que seja louvado o soldado básico. Quiça levar este assunto ao Orgão de Ordens e Afins.

Atentamente,
José Simplesmente José


(xiii) José Casimiro Carvalho

Soue um gaijo cum sorte, carago, na minha cumpanhia num abia básics, mas o Zé Belo tirou  cá do meue âmago a resposta ao comentário  ao camarada Graça de Abreu, pois é, já estaba a insinuare coisas do carago, mas não, o que o Básico disse foi isso mesmo, puxou os panmos à labadeira e lá estabam as cuecas (...)

 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 às 20:22:00 WEST 

(xiv)  José Casimiro Carvalho  

Este comentário foi removido por um gestor do blogue ]

(xv) Zé Carlos 

Bocês estou m' a vincar, mas num sei se bão a argum lado. A labadeira era esperta, e o sordado tamém era.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 às 21:15:00 WEST 


(xvi) José Manuel Matos Dinis  [ 1948-2021]

Este Branquinho, tá uma rica pinga.


E pelos bistos, o estilo que pode cumparar-xe ao daquele nubél que já morreu, e não debia de ter a escola primária, está a agradar.

Eu acredito nicho tudo, inda hoje na Guiné andam lá muitos assim, cos homens num mudam do pé prá mão, e eu bi muito com estes ca terra háde comer.

Axino JD que esquexime xe o meu nome é com z u com s.



(xvii) Jose Marcelino Martins.


O Básico a Primeiro (ministro, claro), já!!!!!!!!!!

Este pelo menos é observador das necessidades

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 às 22:04:00 WEST 

(xviii) Anónimo [José Belo, que escreve da Lapónia, em teclado sem os caracteres portugueses, lapso que corrigimos]


Antes de mais,ao Alberto Branquinho,um sincero obrigado por uns momentos de nostálgica alegria.

Voltando agora aos tão sérios caminhos "reputacionais": não me venhas dizer, meu Caro simplesmente José, que na recruta que te foi servida em Mafra, não foste obrigado a fazer provas escritas, (e de campo!) sobre o importante capítulo operacional relativo às cuecas dos srs. oficiais? 

José Belo


 A colaboração das meninas transportadas em certa furgoneta vermelha,vinda da Malveira, eestacionada, convenientemente, junto à porta da Tapada,era fundamental para o arejamento das citadas cuecas modelo-Cooperativa Militar.(E por muito que me não creiam, mas História é História, havia, entäo,um Sr. Instrutor, que se preocupava muito por não existir roupa interior em tecido camuflado, referindo sempre o problema grave que surgiria, na selva, em situacöes de combate, caso as calças  se rasgassem e algo nos poderia referenciar ao inimigo! ...

Mafra, 1968! Com comandantes operacionais como este, especialista da Tapada, ainda hoje me custa a compreender näo ter a guerra nos corrido bem melhor, pelo menos na Guiné! 

Lamentavelmente, aparenta não ser bem claro para todos os ex-militares que, (citando) ,"a gaita e os apêndices" de um Senhor Oficial Profissional teriam sempre de ser, regularmente, diferentes de os "apëndices" de um miliciano qualquer! 

Säo estas insinuantes ignorâncias subversivas que me fazem hoje compreender com que facilidade a tal quinta coluna actuava no nosso seio ingénuo. Mas, e mais uma vez, näo vamos cair aqui em sectarismos dignos do saudoso PREC.  

Estas diferenças regulamentadas existiam, obviamente,entre Srs. Oficiais Generais, Oficiais dos Estados Maiores e...outros. Isto para näo referir o caso täo particular da Arma de Cavalaria. E..."aos costumes disse nada"! (...)


(xix) Carlos Nabeiro  [ Moçambique]

Estimados Camaradas.Desculpai a este vosso visitante assíduo e admirador, ao dar a minha "colherada",  visto não ser combatente da Guiné.

A mim não me parece "linguajar"de Básico. Um Básico não tem(tinha) tanto "parlapié", para escrever assim. A mim parece-me mais um "monólogo" uma Sátira Revisteira, dirigida a alguém em estilo Parque Mayer. 

No meu entender, é alguém bem vosso conhecido, a fazer-vos "o ninho atrás da orelha".

Este vosso camarada da guerra nas terras de Moçambique,1968/70.


(xx) Anónimo

Caro Amigo Carlos Nabeiro. Eu conheci um Básico com bastante,(e cito),"parlapié". Chegou mesmo a fazer parte do Conselho da Revolucäo.


(xxi) Anónimo

Ou foram mais?


(xxii) Carlos Nabeiro

Estimado Camarada J. Belo:

Plenamente de acordo, eu também penso que são e foram mais. Na minha Companhia tínhamos dois ou três, aos quais ajudei a dar aulas Regimentais e não eram assim tão Bimbos.Um deles ainda me lembro do nome,o Castro, eu por trocadilho, lhe chamava Crasto, alusivo ás Caves Monte Crasto, devido ao facto ele ter um rosto bonacheirão e avermelhado, como quem gosta da pinga. 

Passados quarenta anos, não acredito que um indivíduo daqueles, não evoluiu nada, ao ponto de escrever conforme falava.Levo mais para o lado de alguém que,  ao vos escrever, quis desabafar, sabendo muito bem o que escrevia, mas para que não o "apanhassem", trocou os bês elos vês.

O texto faz-me lembrar a seríe humorista da RTP, "Tele-rural", transmitida da fictícia "Curral de Moinas" com os pivôs Quim Roscas e Zé Estacionâncio. Aquilo é que era com cada calinada e uns bons pifos. Ou então o Diácono Remédios  do Herman José, "meuzami_ goezz-eze, não habia nexexidade-ezzz". (...)


(xxiii) Artur Conceição


Esta brincadeira do Alberto Branquinho parece um toque de alvorada. O texto está uma maravilha e não será tão irreal assim. Os comentários também estão com muito interesse. Não me parece que alguém se possa sentir visado, porque na verdade não passa de um pedacinho de humor.

Queria apenas deixar uma sugestão ao Alberto Branquinho: Não me leves a mal, mas quando enviares coisas com humor manda também uma foto diferente da que tens no blogue, porque senão a malta fica na dúvida....! (...)
 
terça-feira, 19 de outubro de 2010 às 14:57:00 WEST 


(xxiv) Joaquim Mexia Alves 

Pois é meus camarigos, nesta questão dos básicos, o básico fui eu!!!

Passo a explicar. Na instrução do meu Pelotão da CART 3492, no RAP2, um soldado se distinguiu pela sua fraca participação e entendimento do que lhe era pedido, quer ao nível físico, quer ao nível intelectual.

Claro que lhe disse que não se safava à Guiné, mas que iria como básico!

No Xitole fazia diversos trabalhos, nos quais obviamente não estava incluída a parte operacional.
Julgo que só saiu uma vez para a mata a seu pedido, mas que a partir daí nunca mais lá colocou os pés!

Ora bem,  o básico sou eu, porque passados largos anos, quando nos reencontrámos num qualquer almoço de combatentes, ou talvez lembro-me agora, em Monte Real num qualquer dia, vim a saber que o “básico” era, e é, um empresário de sucesso, com uma vida desafogada e boa.

Quando o confrontei com a discrepância entre os seus “feitos” na tropa e a sua vida de empresário, riu-se com gosto na minha cara, com amizade, dizendo que me tinha enganado bem!

Não o identifico, embora muitos saibam quem é. É um bom amigo, a quem muito prezo, e que também muito bem me enganou!!!

Por isso digo que o básico fui eu!!! (...)

terça-feira, 19 de outubro de 2010 às 15:55:00 WEST 

(xxv) Hélder Valério de Sousa

Caríssimo Branquinho

Confesso que, tendo-me habituado a que não falasses de 'ti nem do teu umbigo', percebi logo que este teu 'reenvio' não tinha nada a ver contigo e seria mesmo uma coisa inocente.

Por outro lado, depois daquele soberbo texto/trabalho sobre a(s) água(s), confesso que estava à espera dum sucedâneo, chamemos-lhe assim, a puxar para o esotérico, ou alquímico, sei lá, qualquer coisa sobre a terra (os diferentes chãos), ou o ar (o clima, o frio, o calor) ou então ainda o fogo (os nossos, os do IN, as queimadas). Não veio agora, mas vou aguardar pacientemente.

A avaliar pelas inúmeras reacções e pelo tipo e teor delas (quase, quase, na linha das que ocorreram a propósito duma namorada do António Graça de Abreu), este teu texto (reenviado...) vem provar que o pessoal não perdeu o sentido do humor (embora isto não seja totalmente verdade, em todas as circunstâncias e para todos os 'observadores') e que sabe bem, pelo menos de vez em quando, 'guardar as G3' e contar, relatar, estas histórias/situações pitorescas.

A prova do que digo está no facto de ter visto, quase depois de um ano passado (ou talvez mais..), ter visto, dizia, uma intervenção de um dos homens deste Blogue que foi para mim um dos primeiros (senão mesmo o primeiro 'audível') com que contactei e que dá pelo nome de de Vitor Junqueira, a quem aproveito para saudar.

Vamos continuar, pois para nos tornar cinzentões já chega o que dia-a-dia nos é imposto... (...)
 



(xxvi) Anónimo 

Básico para futuro Primeiro Ministro! Básico para Ministro da Economia! Básicos em defuntos Conselhos da dita Revolucäo!U m Básico a escrever estes comentários!...Näo vamos estar aqui,sistematicamente, a ofender  os nossos Camaradas Básicos!


(xxvii) José Ferreira da Silva     Silva da Cart 1689]


Camaradas Vinhal e Branquinho:

Curioso com a missiva anónima que chegou até vós, resolvi ir esmiuçá-la com o meu vizinho, Inspector da PJ, um mouro infiltrado aqui mesmo junto à "Escola Superior do Vaticano", de Olival/Crestuma, dadas as suas elevadas credenciais, alcançadas como colaborador de M. J. Morgado, na Operação "Apito Domesticado" da guerra santa contra os fiéis e, muito particularmente contra o nosso "Papa", e agora investido na luta pela "Vaidade Desportiva". Acreditei logo em resultados inequívocos. 

Eis as conclusões evidentes:

1 - O Oficial era o mais branco do grupo, já que os outros, excluindo o Capitão, eram ilhéus ou negros;
2 - Quem andava a comer a lavadeira era o Oficial porque sempre que ela se apresentava em serviço, sem as respectivas cuecas, aproveitava o momento em que ele se ia lavar, para enfiar as cuecas abandonadas;
3- O Básico, chatedo com os protestos e acusações do Oficial, oportunamente, aproveitou a presença dos ilhéus e da lavadeira para demonstrar a sua inocência, descompondo a referida profissional;
4 - Um dos ilhéus disse logo "Boa coma milho",  mas ficou-se à espera de ser servido;
5 - Outro fez movimento repulsivo, afastando-se de cu;
6 - O outro desapertava os calções e logo perdia a tusa.

Mais se concluiu que este Básico não era burro e que não é analfabeto. Aliás,é muito possível que:

a)- Tenha feito grande evolução através do ensino nas "Novas Oportunidades";
b) - A sua escrita seja perfeitamente enquadrada na normalização do português, através do "Acordo Ortográfico";
c) - Um dia destes apareça nalgum Ministério Governamental (já com diploma) ocupando um lugar de destaque e vendendo a pomada para a salvação do desgraçado País.

Um grande abraço do Silva para todos, especialmente para os ilhéus, nortenhos, alentejanos, guineenses, palestinianos, etc. e outos ilustres desfavorecidos.



(xxviii) Alberto Branquinho


Disse:

Agora, que parece que não há mais:

1º- Um obrigado a todos, mesmo não sendo "obrigado" a isso, incluindo (sem reserva mental) o Carlos Nabeiro que "enfiou" texto e contexto no "Curral das Moinas", pois sendo eu do interior norte (não de junto do "Puerto", mas onde se diz "Vijeu"), esse programa televisivo me diverte bastante (descontando um ou outro exagero).

2º. Em especal e acima de tudpo, as boas vindas ao Vitor Junqueira (Helder Valério "dixit") e... venha de lá essa frontalidade!

3º. Ao Artur Conceição, que sugere uma outra foto "diferente", reenvio o recado para o Carlos Vinhal, que, apesar de ter só três fotos - uma é menos "carrancuda".

3º. Ao Silva da nossa CART 1689 direi que, quanto ao "ufissial" andou lá perto, mas não identificou a personagem. (Se o vir, será segredo nosso). (...)


(xxix) Alberto Branquinho

Meus senhores, desculpem voltar ao "palco". É que me esqueci de agradecer ao meu advogado José Belo e, além disso, esclarecê-lo sobre essa coisa do "vossemessê". Salvo melhor opinião, esta expressão, ainda muito usada pelo menos no Alto Douro e em Trás-os-Montes, é o resultado da contracção do tratamento mdieval "vossa mercê", devendo, portanto escrever-se "vossemecê". Está correcto?


(xxx) Anónimo [José Belo, que escreve da Lapónia, em teclado sem os caracteres portugueses, lapso que corrigimos]

É sempre uma honra para mim, quando, em humilde obscuridade,vou tendo oportunidade de zelar pela verdade,e muito principalmente pela Moral. 

No caso presente "as cuecas do Sr.oficial", creio ter ficado provado que leituras apressadas por parte de alguns (e de modo algum lapsos freudianos!!!) fizeram surgir perversidades evidentes, e não menos, amoralidades decadentes. 

Creio ter ficado bem demonstrada a inculpabilidade do Sr. Of. quanto a quem colocou as cuecas onde as testemunhas as vieram a encontrar.E cito:"Nas deliciosas partes baixas da lavadeira". Houve uma busca evidente de misturar "vacas sagradas"(pertencentes a outras paragens geográficas), neste caso sórdido. Para tal,foram retiradas,literalmente ,do ego do nosso Camarada Básico as seguintes palavras quando se refere ao Sr. Of.: "Ele num é de confiar de todo".

A partir daqui,e como o Dr. Lobo Antunes täo bem aprendeu,procurou-se apoucar a honestidade do camarada Básico,quando alguns despeitados insinuaram possível participacäo desta honrada Especialidade Militar em traiçoeiros, e felizmente defuntos, Conselhos de uma tal Revolucão (?) e outros anarquismos semelhantes.(Só faltou dá-lo como ordenança de um certo Sr. Oficial do COPCON,mas felizmente que para tudo há limites nisto de destruições de gente honesta...que o digam os nossos geniais governantes!). 

Outros ainda,tomando caminhos do demo,vieram apresentar imagens lúdicas destes honrados camaradas Básicos "amando com furor", como se de alimárias se tratassem, sobre a mesa das sagradas refeições compartilhadas pelos quadros de uma guarnição que, perdida algures na selva africana,defendia com armas na mão a civilizacäo ocidental...e näo só! 

Outros procuraram encaminhar as atenções gerais para drogas e narcóticos,criando uma imagem do nosso Camarada Básico digna das Docas de Lisboa à noite.Alguns,em despudores pagãs atreveram-se a sugerir a intervenção de..."Peritos da Gaita", para esclarecer detalhes impassíveis de serem aqui referidos! 

Depois disto tudo,e tendo procurado defender de alma e coracäo o Sr. Oficial,  proprietário das cuecas,tomo a liberdade de lhe dar um pequeno conselho-lapão:

"Caro Camara!. Não volte a usar  (!!!) as cuequinhas cor-de-rosa com rendinhas que nunca resiste a comprar quando passa por Paris!. As pobres das lavdeiras também são "femeninas'!"

PS - Caro Amigo Alberto Branquinho, segue por correio registado a carta com o recibo dos custos do julgamento para assinares.


(xxxi) Alberto Branquinho

Senhor meu advogado José Belo

Vossemecê desculpe, mas quem não sabe é como quem não vê.

Gostei muito das suas "alegações finais", mas como não sei nada de direito lapão, não percebi se fui absolvido ou se fui condenado ou se foi condenado o outro que tirou ilações precipitadas sobre as cuecas na entreperna da lavadeira.

Se entendi bem, as tais "cuecas cor-de-rosa com rendinhas" são assim a modos como as nossas "pulseiras electrónicas" a serem usadas pelo condenado. Portanto, sou eu ou o outro camarada que está condenado a usá-las ?

O seu cliente, atentamente
Alberto Branquinho


(xxxii) Anónimo [José Belo, que escreve da Lapónia, em teclado sem os caracteres portugueses, lapso que corrigimos]

Será que estes meus mais de 34 anos longe da Pátria...? Estamos os dois a falar de A-D-V-O-G-A-D-O-S ? "Perceber-se" se foi condenado ou absolvido? Haverão diferenças tão mesquinhas no nosso querido Portugal de hoje ? 

Mas,francamente! Näo é para isso que me paga! Para mais,não sendo V.Exª o Oficial proprietário das cuecas de renda....(por amor de Deus näo me venha agora dizer outra coisa!) e tendo o seu amigo sido ilibado das insinuacöes vergonhosas, sim...vergonhosas,do tal leitor freudianamente apressado...a haver justica (ah!)...terá que ser ele a enfrentar o problema das "cuecas-electrónicas" por si referidas. Mas, como ele há cada perverso....será mesmo um "castigo"? Sejamos modernos...Tá?

(xxxiv) Alberto Branquinho  

Senhor meu advogado José Belo

Prontos. Está tudo esclarecido e acabado. Mande a conta, faz favor, pela Aurora Boreal, ao cuidado da D. Alzira, que é a minha porteira, que também é do Norte e que diz que ainda é prima da Aurora.
Obrigados. (...)


(xxxv) Anónimo [José Belo, que escreve da Lapónia, em teclado sem os caracteres portugueses, lapso que corrigimos]

(PERANTE A ÂNSIA DOS EDITORES DO BLOGUE!....Que Deus lhes pague!). 

Caríssimo Alberto Branquinho.

Sendo a tua(salvo seja), D. Alzira, do Norte,e o nosso Camarada que "estraçalhou" por toda a Cibernética este problema relacionado com as C.C.R.(E isto em linguagem de Estado-Maior quer dizer....cuecas cor de rosa)...também ser do Norte...haverá a mínima possibilidade de ambos serem coniventes nestas bestialidades inarráveis (tipo relacionamento dominatrix/escravo?).

Eu sei...eu sei...eu sei!Esta hipótese seria muito mais lógica pelos Estoril,Cascais,ou outras localidades da "Linha" da minha juventude distante.(Atenção!Nada a ver com a rapaziada da Tabanca da Linha!T'ARRENEGO!). Mas no Norte? O Norte de Guimaräes?dos nossos "Máiores"? Aí, deve haver alguma calúnia por ti(involuntariamente...espero) levantada.Eu sei que no Registo consta ser o Pai da Alzirinha um tal Jorge com profissäo de pescador do bacalhau na Guiné-Equatorial.A ser assim,que faria o Algarvio que andava lá sempre metido em casa? É que,como muito bem se sabe,isto de Algarvios...principalmente aqueles que se mudam para serranias...a norte...e se chamam José...tem o que se diga!(atencäo! eu sou José mas lisboêta e aos costumes disse nada!).De qualquer modo,näo é nada que uma boa,e atenta leitura dos Arquivos do Estado Maior General das Forcas Armadas/2-Reparticäo/ näo acabe por esclarecer. Sempre ao dispor com toda a Estima &Consideracäo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010 às 13:09:00 WEST 


(xxxvi)  Torcato Mendonca


Abri agora isto. Andando ao rolar do rato ...e zás - 34 comentários por umas cuecas e que já estão com renda e cor de rosa. Diacho??!!! Que raio de cor...nos tempos que correm cada um consome do que gosta. Mas fala-se de um algarvio com o nome José...terá a ver com o Simplesmente José?? Esse tipo lá não usava cuecas. Bem de quando em vez sim.

Se roupa ofertava á lavadeira era soutien (nº 36,38??? sem memória numeral)e panos, lindos panos de África deles...e, quanto a direito, bem, bem mais outrora que hoje mas pronto para cooperação e há cada uma...

José Simplesmente José

quarta-feira, 20 de outubro de 2010 às 15:55:00 WEST 

(xxxvii) Torcato Mendonca 

Não está em causa o escrito. Gostei e assim comentei. O Alberto Branquinho escreve assim e bem.
Felizmente para ele e para nós.

Não retiro nada ao que anteriormente disse sobre "básicos,cuecas,  gaitas e anexos, lavadeiras...e oficiais.

Só tem a ver com sulista e nortenho...fez-me lembrar a barraca de um politico ainda no activo... (...)



(xxxvii) José Càmara

Mejo amigos,

Isto de botar opinião é cá cagente!

Todos nós chó shabemos ibentar berdades. Achim é qué bom! Shomos todos igalinhos.

Um amigo nócho diche aqui que as labadeiras tinham chido todas comidas com as cascas das chabolhas em chima da meja. Portanto as labadeiras tinham chido comidas.

Vamos aplaudir o nosso bajico ibentado por ter uma memória tão boa. Ochalá que a nocha estiveche tão rota.

Como os burackos que nós ujáavamos chó cherviam para recheber a bijita dos nochos amigos que moravam do outro lado da bolanha, icho shignifica que nós tinhamos que labar as nossas (chó as nochas) coijinhas à mão.

Aquilo às vejes dava muito trabalho a labar pois estavam muito duras. Para ficarem bem labadinhas tinhamos que esfregar aquilo muitas vejes. Ficavamos chempre chatiche feitchos com o nocho trabalho.

Eu já não me lembro da cor das minhas cuecas mas chei que tinham chido rompitas na frente.
E hoje eu não pocho mais. Já estou miuto eschanchado de olhar para ver se ainda ujo cuecas rotas na frente. Agora quem as lava é a minha madrinha de guerra. Ela às vejes pergunta quem é que lava melhor. Se ela ou as labadeiras da Guiné. Eu digo que não chei pois as da Guiné tinham chido todas comidas antes de eu chegar lá.

Antão ela fica muto contente, porque quer ser a única que chabe lavar a minha roupinha.
Por icho eu mando um abraço muito estrechado para o meu amigo basico iventado, e para os outros que me fijeram estar muito cotente com as bochas opiniões.

Shempre she aprende qualquer couja nova no nocho blogue que já é muto grande. E agente para mandar cartas aos nochos amigos já nem prejijamos de por stampas nem comprar envelopes. É c'ma che foche um aragrama do nocho tempo.

Eu não chei c'ma aprender mais uma tonga. Já falava duas e agora chão três.Mas não chei qual delas eu usar melhor.

Che for prejijo eu tradujir mandem-me um aragrama por via bate-estradas. Da terra das caboiadas
Jé Câmara

PS - Daqui faço homenagem sentida aos básicos da minha companhia. Para além de serem excelentes pessoas e militares conscientes (tive a oportunidade de os abraçar no nosso último convite da CCaç 3327) também tiveram bastante sucesso na sua vida profissional.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010 às 17:49:00 WEST 

(xxxviii) Anónimo

A barraca de UM (!) político?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010 às 18:00:00 WEST 

(xxxix) José Marcelino Martins

Meus caros camaradas e amigos e em especial ao Branquinho.

Tenho evitado de me pronunciar sobre este tema porque, de básico não tem nada. Isto deve ser cultura de alto gabarito que, para mim, se torna dificil de entender, já que ainda estou na primeira fase das Novas Oportunidades, depois irei à segunda fase e, espero, usar o acordo de Bolonha, para me instruir.

Concluo no entanto que, nesta matéria, estamos muito mais atrasados hoje que na Guiné em 1974.
A CCaç 5, unidade formada por tropas da província,  não tem, nos mais de 400 nomes que compilei relativos de Agosto/61 a Agosto/74, não encontrei nenhum Básico.

Será que já havia uma Outra Oportunidade que só cá chegou agora?

Nota: este texto não foi elaborado ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico, pelo que se tiver erros, são mesmo erros

quarta-feira, 20 de outubro de 2010 às 21:15:00 WEST

(Seleção, revisão / fixaºção de texto, negritos: LG)

_________________

Notas do editor LG:

Guiné 61/74 - P28326: (De) Caras (254): Fiquei tão emocionado que tive de parar de ler o texto... (João Bonifácio, ex-fur mil SAM, CCAÇ 2402, Có, Mansabá e Olossato, 1968/70; a viver no Canadá desde fevereiro de 1974)


Excerto da BD que lhe dedicámos (*)



João Bonifácio,
Có, natal de 1968

1. Em resposta à mensagem que lhe mandámos, ao João Bonifácio, com data de 27/08/2026, 12:59:

João, agora és herói de BD (*).  Não leves a mal a brincadeira, nem as imprecisões. Infelizmente não tenho uma foto tua atual... É uma pequena homenagem dos teus amigos e camaradas da Guiné...

Saúde e longa vida que tu mereces tudo. Luís.


2. Mensagem do John Bonifacio (ex-fur mil SAM, CCAÇ 2402, Có, Mansabá e Olossato, 1968/70;  a viver no Canadá desde fevereiro de 1974)


Data - sábado, 29/08/2026, 08:06
Assunto - Viva o nosso John Bonifacio
 
 
Em Oshawa são 1.38 da manhã,  de 29 de agosto, quase 7 da manhã em Lisboa. Bom Dia para o Luís e todos os que colaboram na manutenção deste formidável blogue, que sem grande esforço nos transporta para um período que ainda hoje é lembrado em reuniões de jantares embora com cada vez menos camaradas e famílias.

Nao penso ser apropriado abordar os motivos da falta de comparência. Todos nós sabemos que a idade, as distâncias e transportes, portagens e saúde geral, marcam ou limitam a nossa maneira de estar na vida. Tal como eu que estou longe, apenas desejo que no dia 5 deste mês, o jantar da CCAÇ 2402, possa ser um bom e saudável convívio de amigos.

Caro Luis: muito grato pelo esforço demonstrado na minha história de vida. Como eu diria em Bula, quando chegámos â Guine, em circunstância alguma  um militar não chora. Tal não é verdade, pois eu fiquei tão emocionado que tive de parar de ler o texto, que eu e a minha esposa estávamos a ler. 

Posso dizer que é uma historia normal e cheia de drama em alguns casos. Quando se emigra para um país, onde já vivam familiares ou amigos, as dificuldades de adaptação são muito menores. Se assim for, e se juntar o conhecimento da língua desse país, então ficamos mais tranquilos, pois não necessitamos de andar com o tradutor às costas.

Quando eu cheguei ao Canadá em fevereiro de 1974, ainda haviam muitos portugueses a chegar para trabalhar. Em geral,  e como ja referi, as dificuldades são apenas proporcionais às qualificações e à atitude de querer vencer. Hoje, e por erros até dos governos, não há chegadas de portugueses. Nem estes nem outros de origens diferentes. 

Com o respeito que cada um merece, hoje vive-se numa mão de obra barata, de famílias que chegam a Toronto oriundas dos países do Médio Oriente. Antes desta invasão humana, uma casa custava menos de 400 mil dólares. Hoje a mesma casa custa quase um milhão de dólares. Nesta tempestade financeira, existem pessoas que compraram há anos uma casa por 300 mil e venderam em alta por 1 milhão. E aqui podemos ver a diferença.
 
Agora e o mais resumido possível, vou indicar ao Luís que o trabalho que fiz no Rédio Clube Português foi ajudar os dois apresentadores, sendo responsável pela tradução de todas as notícias. Estas eram lidas em períodos de hora a hora, normalmente por mim e os blocos de noticias com dois a apresentar, mas em que eu fazia o desporto do Canadá, de Portugal e do mundo. Eram todos muito profissionais e um trabalho onde se aprende a estar em cima do conteúdo da noticia.

Quanto às pequenas empresas: eu tinha algumas escritas e fazia outras para um contabilista encartado. Era um trabalho que requeria pormenor, mas que era em Portugal o meu mundo.
 
Nas agências de viagens eu gastei mais tempo, porque trabalhei em três, onde controlava tudo na agência e ainda ajudava a processar reservas, não só para Portugal como para outros pontos do mundo, incluindo as ilhas para o sul dos EUA.

Finalmente o nosso Oshawa Portuguese Club (OPC)... Foi fundado em 1 de fevereiro de 1978, inicialmente por mim, um familiar e um amigo, e depois ficámos maiores devido a termos representantes distritais de Portugal, Açores e Madeira. 

Todos os sábados haviam os bailes com boa música com a presença de grupos muito bons que tínhamos em Toronto. Atualmente somos menos associados, devido à imigração não existente, envelhecimento e pessoas que nos deixaram. Promovemos jantares, bailes, noites de Fado, temos um grupo folclórico e enchemos casa no verão durante a Fiesta Week, onde todos os clubes fazem o melhor para terem uma presença digna no desfile de ranchos e carros alegóricos. 

Foi uma honra ter fundado o OPC, como foi sempre uma alegria imensa em apresentar 5 festivais da Miss Portugal, dentro dos moldes profissionais. Também participei como Pai Natal, apresentei ranchos e artistas que nos visitavam. Também fui relações públicas durante a Fiesta Week, pois era habitual sermos visitados pelas entidades locais.´

 Caro Luis: cheguei ao fim. Obrigado pela atenção dispensada e podes modificar ou encurtar o texto se assim achares bem.. A ideia é esclarecer, mas sente-te livre de poder fazer o que for bom para o nosso blogue. O mesmo se achares que é longo e se acrescenta ou não algo para os que pensam emigrar.

Como já disse antes, aos futuro emigrantes, é preciso dar tempo ao tempo. No fim, tudo ficará bem. Felicidades a todos os nossos camaradas e dirigentes do Blogue. (**)

Joao G Bonifacio
Ex-Furriel Mil do SAM
Guine 1968/70
CCAÇ 2402 / BCAÇ 2851


(Revisão / fixação de texto: LG)
______________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 27 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28299: (De) Caras (252): João Bonifácio, ex-fur mil SAM, CCAÇ 2402 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70): história de vida um emigrande no Canadá, em BD

(**) Último poste da série > 2 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28313: (De) Caras (253): Manuel Joaquim (ex-fur mil arm pes inf, CCAÇ 1419, Bissorã e Mansabá, 1965/67): escreveu-nos o último mail há 4 anos, por razões de saúde do foro oftalmológico deixou de poder ler o blogue... Temos de arranjar outra maneira de o blogue chegar até ele...