
Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) > Setembro / outubro de 1967 > "A melhor casa comercial, a Casa Caeiro, na rua principal. Foto tirada do 1º andar das instalações do Conselho Administrativo do batalhão (que esteve ali, de setembro de 67 a fevereiro de 68)."
Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) > c. Set / Out 1967 > Comando do Batalhão... Instalações protegidas por bidões com areia, ao nível térreo. Era aqui que funcionava também o CA – Conselho Administrativo, do batalhão, de que o Virgílio Teixeira era o presidente. Em cima, no 1º andar do edifício do, o autor e mais 2 elementos do CA, furriel mil Pinto Rebolo e o 1º Cabo Seixas. Foto captada em Nova Lamego, a partir da Rua Principal, das instalações do CA, no mês de Janeiro de 68.
Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) > 4º trimestre de 1967 > "Edifício do comando e do Conselho Administrativo, de estilo colonial, tal como o encontrámos, com paliçadas e bidões de protecção, ruas esburacadas e em terra batida, com pó ou lama. Foto tirada a partir do edifício dos CTT, na outra esquina."
Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > c. jan / fev 1967 > A rua principal de Nova Lamego (5).. Do lado esquerdo vê-se a Casa Caeiro (2) e o edifício que era o comando dos batalhões que passaram por aqui ao longo da guerra (já era protegido por bidões cheios de terra) (1)
No outro lado da rua, no lado direito da foto, um edifício não identificado (parece-nos ser o Cine-Clube local) (4) e depois a estação dos CTT (Correios, Telégrafos e Telefones) (3).
Foto do álbum de Manuel Caldeira Coelho (ex- fur mil trms, CCAÇ 1589 / BCAÇ 1894, Nova Lamego e Madina do Boé, 1966/68)
Foto: © Manuel Caldeira Coelho (2011). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]
1. O nosso amigo e camarada Virgílio Teixeira, natural do Porto, a viver em Vila do Conde, reformado (foi economista e gestor de empresas), é, dos nossos grão-tabanqueiros, que tem mais fotos de Nova Lamego: cerca de 2 a 3 centenas (*). Apesar disso, não chegou a vver seis meses no Gabu. Sobre a família e a casa Caeiro, escreveu ele:
Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) > 21 Fevereiro de 68 > Não, não era o sr. José Caeiro, o comerciante, português, dono da Casa Caeiro, mais a sua filha, na sala de cinema do Gabu, nas últimas filas.
1. Mensagem da nossa leitora Ana Vaz, neta do comreciante José Caeiro, de Nova Lamego:
Data - quinta, 23/07/2026, 21:37
Assunto - Casa Caeiro; neta e filha do Sr. Caeiro
Boa noite, Sr. Luís Graça,
Depois de ler o seu Blog, encontrei algumas informações que não estão coerentes.
A Bela é minha prima, mas filha do irmão da minha mãe, Mário, que também teve uma empresa de pescas durante muitos anos na Guiné-Bissau.
Ao lado da minha mãe está uma amiga e o seu tio Jorge, irmão do Sr. Caeiro! Eram muito parecidos.
A Ana Vaz pelos cálculos que fiz deve andar pelos 60 anos!
Já em tempos, há cerca de 16 anos, em 22/11/2010, apareceu um comentário ao poste do Tino Neves (*****), que é assinado por uma neta do seu avô Caeiro, a Bela... Vejo, pois, que é sua prima. Pena não ter deixado um contacto (telefone, email...).
(Revisão / fixação de texto, negritos: LG)
___________________
(*) Vd. poste de 5 de novembro de 2024 >Guiné 61/74 - P26118: As nossas geografias emocionais (29): A antiga Nova Lamego ou Gabu Sara, em set 67/fev 68, ao tempo do Virgílio Teixeira, ex-alf mil SAM, CCS/BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69)
(...) "De todas as lojas, a que mais se destacava era a famosa Casa Caeiro, mesmo no centro da cidade. Ali vendia-se de tudo o que precisávamos e mais o que não era preciso para nada.
"O senhor Caeiro, dono da referida casa comercial, tinha uma bela filha, branca, (...) coisa a não desperdiçar, em terra de pouca mulher branca, a qual era acompanhada por várias vezes com outra rapariga branca, que não sei qual a relação com eles.
"A Casa Caeiro localizava-se mesmo do outro lado da rua, frente a frente, onde estava o gabinete do Conselho Administrativo, e do respectivo Comando do Batalhão. Era um edifício tipo colonial, e ficávamos no 1º andar desse edifício, e logo se poderia ver todo o andamento e movimento da loja, a Casa Caeiro, que não era nada pequeno, e que era frequentado pelas variadas etnias locais.
"De tal modo que era um passatempo vir para o varandim, e ver as pessoas, locais e outras pessoas europeias ou não, com os seus negócios, e acima de tudo, quando a filha do Caeiro saía à rua, logo era alertado por alguém com o grito de Ipiranga, para irmos todos ver a beldade de mulher a sair à rua, com o seu corpo formoso para aquelas paragens.
"Posto isto, a Casa Caeiro era visitada quase diariamente pela ‘malta’ nem que fosse para comprar uma caixa de fósforos, ou um abano para o calor.
"Era gente simpática, o que está escrito é que eles apenas se dedicavam ao comércio, não alinhavam a sua actuação nem de um lado nem de outro, eram independentes, o que já seria uma tarefa difícil numa zona de guerra, como era aquela.
"Quanto à filha do Caeiro, apenas falei com ela na Loja, cruzávamo.nos na rua, no café ou no pequeno cinema semanal, não sei a vida que eles levavam fora das horas de serviço." (...)
Outros camaradas nossos como Manuel Coelho, Valdemar Queiroz (1945-2025) e o Tino Neves tanbém fazem referência este comereciante, que era portuguesa, e não libanês, bem como à sua casa e à sua família (***)
A família era portuguesa da metrópole. (Detalhe: a filha do sr. Caeiro ostenta, na foto, a capa de uma revista humorística brasileira, popular na época, "Vamos Rir!", de periodicidade mensal, da "Rádio Editora Lda.). Ao seu lado esquerdo, está o seu tio, Jorge Caeiro, que era muito parecido com o irmão José. A seu lado direito, uma amiga. Na ponta, o Vifrgíloiuo Teixeira.
Esta informação é da nossa leitora Ana Vaz, neta do sr. Caeiro, cujo mail reproduzidos a seguir.
Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné] (**)
1. Mensagem da nossa leitora Ana Vaz, neta do comreciante José Caeiro, de Nova Lamego:
Data - quinta, 23/07/2026, 21:37
Assunto - Casa Caeiro; neta e filha do Sr. Caeiro
Boa noite, Sr. Luís Graça,
Depois de ler o seu Blog, encontrei algumas informações que não estão coerentes.
O meu avô José Caeiro era da Figueira da Foz onde também lá tinha casa.
A Bela é minha prima, mas filha do irmão da minha mãe, Mário, que também teve uma empresa de pescas durante muitos anos na Guiné-Bissau.
A minha mãe, a filha do Sr. Caeiro, é de 1945 e está feliz por ter encontrado quem fala das suas raízes, lembrando-lhe o seu adorado pai, o meu avô José Caeiro. Um homem muito inteligente, um homem de letras.
Ninguém na família é ou era libanês, somos todos portugueses.
Ninguém na família é ou era libanês, somos todos portugueses.
Ao lado da minha mãe está uma amiga e o seu tio Jorge, irmão do Sr. Caeiro! Eram muito parecidos.
Estamos em Oeiras (a filha do Sr. Caeiro) e em São João do Estoril (a minha prima Bela).
Obrigada por nos relembrar tão boas recordações
Ana Vaz (****)
Obrigada por nos relembrar tão boas recordações
Ana Vaz (****)
2. Mensagem de Virgílio Teixeira (para quem reencaminhei o mail da Ana Vaz, que imnfelizmente foi parar ao SPAM; só demos conta disso conta disso em 20/8/2026)
Data - 22/08/2026, 16:38
Data - 22/08/2026, 16:38
Assunto . Família Caieiro, Nova Lamego
A Ana Vaz pelos cálculos que fiz deve andar pelos 60 anos!
Ontem estive a falar longamente desta família e fotos no Poste que mandaste. Quando acabei, depois da meia noite, toquei onde não devia e apagou tudo. Claro que fiquei com um grande melão!
Agora e resumindo: era uma família que eu considerava, mas gostava mais de estar com a filha e pelos vistos outra mais nova filha de um português radicado na Guiné.
Tudo isto me passou ao lado. E todos os dias da minha varanda em frente tinha a casa Caeiro e suas belas meninas.
Não me apercebi de serem portugueses. Sempre pensei, e era falado, que eram como libaneses.
Agora e resumindo: era uma família que eu considerava, mas gostava mais de estar com a filha e pelos vistos outra mais nova filha de um português radicado na Guiné.
Tudo isto me passou ao lado. E todos os dias da minha varanda em frente tinha a casa Caeiro e suas belas meninas.
Não me apercebi de serem portugueses. Sempre pensei, e era falado, que eram como libaneses.
Fico contente por saber isso. E mais ainda por haver esta Ana Vaz, que será filha da outra menina mais nova nas fotos, que nem sei o nome delas.
Já agora gostaria que a Ana nos contasse tudo, como era antes. Depois e agora.
Os meus 5 meses lá, não chegaram para conhecer tudo. E quando começo a escrever aqui no blogue tudo era ainda muito ofuscado e muita asneira foi escrita sem nenhuma segunda intenção.
Devo ao blogue a minha ligação mais estreita à Guiné que eu não conhecia! Hoje faria tudo muito diferente
´
Já agora gostaria que a Ana nos contasse tudo, como era antes. Depois e agora.
Os meus 5 meses lá, não chegaram para conhecer tudo. E quando começo a escrever aqui no blogue tudo era ainda muito ofuscado e muita asneira foi escrita sem nenhuma segunda intenção.
Devo ao blogue a minha ligação mais estreita à Guiné que eu não conhecia! Hoje faria tudo muito diferente
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Manda o feedback da Ana e o que faz, pois parece gostar muito da sua família e eu também.
Abraço a todos
Virgílio Teixeira
Abraço a todos
Virgílio Teixeira
3. Comentário do editor LG:
Obrigado, Ana, pelo seu contacto. Ficamos felizes por nos descobrirem. Como vê, o Mundo é Pequeno e a Nossa Tabanca ... é Grande. E tem lugar, à sombra do nosso poilão, para a família Caeira se alguém de vocês, primos e tidos, quiserem partilhar fotos e outras memórias da Guiné do vosso tempo (e nosso tempo). Presumo que a Ana seja mais nova (não deve ter a idade que o Virgílio Teixeira lhe dá) e tenha nascida já em Portugal, depois do 25 de Abril.
Tem aqui o nosso contacto, por email:
Mas ficamos a saber que a família mora na Linha do Estoril. Pode ser que um dia alguém queiram vir almoçar connosco, na Tabanca da Linha, que tem sede no Restaurante Caravela de Ouro, em Algés, e que se reune regularmente (vd. página no Facebook). É uma tertúlia de antigos combatentes da Guiné, residentes na área da Grande Lisboa.
"Anónimo disse..
Olá, Sr. Luís Graça! No seu artigo sobre a sua viagem em 2005, fala na loja do Sr. Caeiro. Não chegou a tirar fotos actuais? Após a morte dele, uns anos mais tarde, o meu pai manteve lá a farmácia até aos anos 80/90.
"Teve de desistir, por mais que se preocupasse em manter o nome do seu pai, a vida não o permitiu. Falo do sr. Caeiro, meu Avô! O Padrinho, como todos o chamávamos, meu pai, mãe, irmão e eu. O Homem mais bondoso que conheci, infelizmente só até aos meus 5 anos.
"Um abraço a quem o conheceu e um bem haja. Bela.
"22 de novembro de 2010 às 23:57".
Em conclusão, a loja do sr. Caeiro deu origem a uma farmácia, no Gabu, na nova Guiné-Bissau, e que se terá mantido aberta até aos anos 1980/90, sob a gerência do filho Mário, que também teve uma empresa de pescas...
"Anónimo disse..
Olá, Sr. Luís Graça! No seu artigo sobre a sua viagem em 2005, fala na loja do Sr. Caeiro. Não chegou a tirar fotos actuais? Após a morte dele, uns anos mais tarde, o meu pai manteve lá a farmácia até aos anos 80/90.
"Teve de desistir, por mais que se preocupasse em manter o nome do seu pai, a vida não o permitiu. Falo do sr. Caeiro, meu Avô! O Padrinho, como todos o chamávamos, meu pai, mãe, irmão e eu. O Homem mais bondoso que conheci, infelizmente só até aos meus 5 anos.
"Um abraço a quem o conheceu e um bem haja. Bela.
"22 de novembro de 2010 às 23:57".
Em conclusão, a loja do sr. Caeiro deu origem a uma farmácia, no Gabu, na nova Guiné-Bissau, e que se terá mantido aberta até aos anos 1980/90, sob a gerência do filho Mário, que também teve uma empresa de pescas...
Na altura respondi à prima Bela:
(i) as fotos do Gabu não são minhas, mas de um camarada e amigo do Tino Neves, o José Couto, que lá esteve, na Guiné-Bisssau e foi ao Gabu, em fevereiro de 2005...
(ii) o Tino Neves e outros camaradas, que aqui têm escrito, conheceram o seu avô Caeiro, ou a Casa Caeiro, por volta de 1966/68 (Manuel Coelho), 1967/68 (o Virgílio Teixeira) e 1969/71 (o Valdemar Queiroz, o Constantino Neves...), e gostariam de saber algo mais sobre o resto da sua vida;
(ii) o Tino Neves e outros camaradas, que aqui têm escrito, conheceram o seu avô Caeiro, ou a Casa Caeiro, por volta de 1966/68 (Manuel Coelho), 1967/68 (o Virgílio Teixeira) e 1969/71 (o Valdemar Queiroz, o Constantino Neves...), e gostariam de saber algo mais sobre o resto da sua vida;
(iii) pena que o avô tenha morrido cedo;.
(iv) o Tino Neves (*****) também falou nos vizinhos do avô, esses, de origem libanesa, os Danif.
(iv) o Tino Neves (*****) também falou nos vizinhos do avô, esses, de origem libanesa, os Danif.
(v) sobre a família Danif, de origem libanesa, em Bafatá, ver aqui.
(vi) vd. também fotos do Gabu, tiradas pelo nosso grã-tabanqueiro João Graça, em finais de 2009: a "rainha do Gabu" de ontem parece ter passado a perna à "princesa do Geba", Bafatá, hoje em decadência.
(vi) vd. também fotos do Gabu, tiradas pelo nosso grã-tabanqueiro João Graça, em finais de 2009: a "rainha do Gabu" de ontem parece ter passado a perna à "princesa do Geba", Bafatá, hoje em decadência.
Peço à Ana para "partir mantenhas" com a sua mãe e com a Bela, e demais família. Os nossos respeitosos cumprimentos. Gostaríamos, entretanto, de saber algo mais sobre a história de vida do avô, e nomeadamente na Guiné (e de quem afinal não temos nenhuma foto).
___________________
Notas do editor LG:
(**) Vd. também poste de 16 de janeiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19407: Álbum fotográfico de Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (São Domingos e Nova Lamego, 1967/69) - Parte LX: A Casa Caeiro e os comerciantes libaneses de Nova Lamego
(...) Passava-se junto da Administração do Gabu, de que também junto foto actual (fevereiro de 2005) [Foto nº 2], passava-se então pelo cruzamento (onde estou eu na foto à civil, no dia 8/2/1970). Sei que foi tirada nesse dia, porque foi dos poucos dias em que eu me vesti à civil, em Nova Lamego. E porquê? Porque no BCaç 2893, quem fizesse anos tinha como prenda a folga de quaisquer serviços e autorização para se vestir à civil, portanto essa foto [nº3] foi-me tirada no dia em que fiz 22 Invernos, no cruzamento, entre os CTT, correios civis (que junto 2 fotos, antiga e actual) [Foto nº 4], o Cine Gabú e a loja do sr. Caeiro.
O sr. Caeiro (...) era um português de raça branca. A Casa Caeiro era uma loja essencialmente de electrodomésticos, mas não só, e na ponta que falta, a do meu lado direito, um dos edifícios civis utilizados para o quartel velho.
Por falar da loja do sr. Caeiro, o telhado da referida loja era simplesmente uma placa de cimento, não sendo muito grande, talvez pudesse lá pousar um helicóptero, mas foi utilizado para outra coisa diferente. Estando lá um capitão paraquedista que estava a preparar-se para uma competição no estrangeiro, de salto em queda livre, resolveu fazer uma aposta em como iria saltar e pousar no telhado da loja do sr. Caeiro. Assim fez, saltando de um helicóptero que subiu em espiral, tão alto, até deixar de se ver. (...)
(****) 23 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28286: O Nosso Livro de Visitas (232): João Bonifácio, a viver no Canadá desde 1974, ex-Fur Mil Sam da CCAÇ 2402 / BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70)
(****) Vd. poste de 9 de fevereiro de 2009 > Guiné 63/74 - P3861: Memória dos lugares (17): Nova Lamego, a raínha do Gabu (Tino Neves)
(***) Vd. poste de 17 de janeiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19411: (Ex)citações (350): Memórias da 'rainha do Gabu', saudades dos comerciantes locais e suas famílias, com destaque para o sr. Caeiro, português, e o sr. Magid Danif, libanês (Tino Neves, ex-1º cabo escriturário, CCS / BCAÇ 2893, Nova Lamego, 1969/71; bancário reformado, Cova da Piedade, Almada)
(...) Passava-se junto da Administração do Gabu, de que também junto foto actual (fevereiro de 2005) [Foto nº 2], passava-se então pelo cruzamento (onde estou eu na foto à civil, no dia 8/2/1970). Sei que foi tirada nesse dia, porque foi dos poucos dias em que eu me vesti à civil, em Nova Lamego. E porquê? Porque no BCaç 2893, quem fizesse anos tinha como prenda a folga de quaisquer serviços e autorização para se vestir à civil, portanto essa foto [nº3] foi-me tirada no dia em que fiz 22 Invernos, no cruzamento, entre os CTT, correios civis (que junto 2 fotos, antiga e actual) [Foto nº 4], o Cine Gabú e a loja do sr. Caeiro.
O sr. Caeiro (...) era um português de raça branca. A Casa Caeiro era uma loja essencialmente de electrodomésticos, mas não só, e na ponta que falta, a do meu lado direito, um dos edifícios civis utilizados para o quartel velho.
Por falar da loja do sr. Caeiro, o telhado da referida loja era simplesmente uma placa de cimento, não sendo muito grande, talvez pudesse lá pousar um helicóptero, mas foi utilizado para outra coisa diferente. Estando lá um capitão paraquedista que estava a preparar-se para uma competição no estrangeiro, de salto em queda livre, resolveu fazer uma aposta em como iria saltar e pousar no telhado da loja do sr. Caeiro. Assim fez, saltando de um helicóptero que subiu em espiral, tão alto, até deixar de se ver. (...)
16 de janeiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19407: Álbum fotográfico de Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (São Domingos e Nova Lamego, 1967/69) - Parte LX: A Casa Caeiro e os comerciantes libaneses de Nova Lamego
(****) 23 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28286: O Nosso Livro de Visitas (232): João Bonifácio, a viver no Canadá desde 1974, ex-Fur Mil Sam da CCAÇ 2402 / BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70)
(****) Vd. poste de 9 de fevereiro de 2009 > Guiné 63/74 - P3861: Memória dos lugares (17): Nova Lamego, a raínha do Gabu (Tino Neves)






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