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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Guiné 71/74 - P28331: Manuscrito(s) (Luís Graça) (294): Parabéns, Zé, ao km 78 da tua picada da vida, que também tem tido minas e armadilhas como a de todos nós...



José Ferreira Carneiro, n. 8/9/1948.
Candoz, Paredes de Viadores,
Marco de Canaveses


Região do Vinho Verde,  
Subregião de Amarante,
Quinta de Candoz


Começou a trabalhar cedo, 
aprendiz de ramadeiro, com o pai,
construtor de ramadas


Mobilizado para Angola, em rendição individual, em 1970/72, numa companhia, que guardava os cafezais,  em Camabatela, no norte de Angola, perto de Negage e de Quitexe (CCAÇ 313, do BCAÇ 13, sedeado em Vila Salazar)


Reformado, dedica dois dias por semana 
à Quinta de Candoz


Casada, em segundas núpcias, com a Teresa,
vive em Matosinhos, Padrão da Légua


As cubas para o vinho há muito que são de inox, 
mas ainda há velhos depósitos de cimento armado...


No outono adora apanhar cogumelos


Velha foto estilizada da família: pais (José Carneiro e Maria Ferreira, já falecidos) e irmãos, segundi a ordem de idade  (António, Rosa, Manuel; Nita, Zé e Alice)... O António esteve no Brasil, foi mobiizado para Moçambique, em 1964, onde foi gravemente ferido... A Nita, faleceu em 2023.


Sócia da Quinta de Candoz, com mais 3 irmãos (Rosa, Alice e Zé), a Nita foi em vida a alma da "casa"

A Quinta de Candoz tem  página na Net

A Alice ("Chita") sempre gostou muito deste maninho...


Na festa dos seus 70 anos, pai e filho (a mãe, a Carmen, morreu cedo)


A família também um blogue, A Nossa Quinta de Candoz



Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto: Luís Graça (2026)
Imagens: Arquivo dos Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné e A Nossa Quinta de Candoz
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.


 
Ao Zé, no seu 78º aniversário


Nascido em Candoz, em Entre-Douro-e-Minho,
De empresa de seguros foi tesoureiro,
Mas começou por aprendiz de ramadeiro,
E agora engarrafador-produtor de vinho.

Técnico de gás, profissional liberal...
Homem dos sete ofícios, é um jeitosinho,
José Ferreira Carneiro, nosso maninho,
Também foi parar à guerra... colonial.

E esquecidas, do trabalho, as mazelas,
Setenta e oito anos já foram passados,
Nunca se queixando da perna nem das costelas.

... E tudo fazes por amor, a todos nós,
Os pais e a mana Nita sempre lembrados,
Mas  hoje, Zé, é tua a festa  em Candoz.

Quinta de Candoz,
8 de setembro de 2026, 
dia da festa de Nossa Senhora da Natividade do Castelinho,
Padroeira do concelho de Marco de Canaveses.


A família de Candoz, Porto, Matosinhos, Lourinhã e Lisboa




1. Não fala da guerra colonial. Não fala com emoção desse tempo. Passou, passou, o tempo da tropa e da guerra. Nunca se encontrou com nenhum camarada daquele tempo. Perdeu todos os contactos. Era de rendição inidvidual. Mas gostou de Camabatela e de Luanda.

Era 1º cabo de transmissões de infantaria, Andou na região do café, com a sua companhia mista de metropolitanos e angolanos (CCAÇ 313 / BCAÇ 13) a guardar as costas dos grandes fazendeiros do café. 

Nunca veio de férias. Pelo SPM, a mãe mandava-lhe os salpicões com que matava saudades de casa, a 8 mil quilómetros de distância.  

Mas não ficou na terra, Candoz, Paredes de Viadores, o apelo da cidade grande era maior. Mudou-se para o Porto. Lá podia estudar e fazer-se homem. Nunca gostou da escola. A professor estava alojada na casa dos pais. E batia-lhe à frente deles, e com a cumplicidade deles. Como é que ele haveria de gostar da escola ? Só depois da "peluda" é que fez o segundo ano do liceu. 

Hoje já tem gmail, como qualquer português que se preze. Mas não faz parte da Tabanca Grande, até porque não esteve na Guiné. Por sorte, é cunhado do editor do blogue (e seu sócio... por estar casado com a Alice).

E é legalmente o produtor-engarrafador do nosso vinho "Nita".  Ele é o mais novo de seis. O caçula.

É trabalhador, é leal, é alegre, é efusivo, é generoso.  É uma "besta de trabalho". Tem às vezes azar com o "esqueleto". Já foi operado à coluna. Já partiu uma perna. E já teve uma ameaçozinho de AVC. 

Aqui vai, com todo o carinho que temos por ele,  eu, a Alice e demais família, um soneto para o nosso Zé, que só amanhã vai ter direito a festa e a rancho melhorado. Mesmo em dia de anos, há imprevistos.  E Candoz fica a 70 km do Padrão da Légua, já nio limte do distrito do Porto. 

Amanhã, é quarta feira, é dia de trabalho. É preciso preparar tudo para as vindimas, marcadas para os dois próximos fins-de-semana.  Mas vou ler-lhe, comn todo o gosto, este soneto e beber comn ele uma "champanha".

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 18 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28268: Manuscrito(s) (Luís Graça) (293): À Alice, oferta do livro "Luuanda: estórias", do José Luandino Vieira, com dedicatória, dactilografada, em francês, e datada de 17 de maio de 1975

1 comentário:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Ninguém vai acreditar, mas este poste, publicado só ao fim da tarde, às 19h20, levou-me o dia todo a editar...Levantei-me cedo, como habitual, e em menos de 1 hora despachei o soneto (à tarde ainda lhe fiz uma revisão...) mas o resto do dia foi passado à volta da BD (14 vinhetas)... Às vezes é exasperante, estás a "falar", não com um ser humano mas com uma máquina...

A maior dificuldade é, no caso da ilustração gráfica assistida pela IA, "acertar a bota com a perdigota", neste caso os nomes e as caretas...Saiu uma meia-dúzia de versões!...Até, por fim, eu ter dado por concluída a tarefa... Mesmo com alguns imperfeiçóes que são de todo impossível corrigir quando se usa a "IA dos pobrezinhos"...

Hoje, vá lá, deixou-me mandar-lhe uma data de fotos... Mad depois o "ilustrador gráfico" está-se borrifando para as "legendas" que acompanham as fotos...

Por exemplo, a vinheta 6 consegui melhorá-la, mas as "caretas" não correspondem ao original... Perdi duas ou très horas só a tentar melhorar esta vinheta... E amanhã vão cair-me em cima porque a coitada da Teresa Mesquita (que é uma santa!) só vagamente é parecida com o "boneco"... Merecias melhor sorte, Teresa, mas eu esforcei-me para que ficasses bem na BD...

De qualquer modo, o nosso Zé merece este "miminho"!...Se há pessoas boas no mundo, ele é uma delas.