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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28365: Manuscrito(s) (Luís Graça) (296): Quinta de Candoz: "aguarelas"

 


Foto nº 1 > Não, não é  uma pintura a óleo... Muito menos uma aguarela. ´R uma peça em cerâmica vidrada, com um estilo muito característico das majólicas ou vinhagens portuguesas, especialmente associadas à Fábrica Bordallo Pinheiro (Caldas da Rainha). A técnica de vidrado brilhante e as cores vibrantes (verdes, vermelhos, amarelos) são típicas do trabalho da oficina, que produzia peças utilitárias e decorativas desde o século XIX.

 Está cá em casa há cerca de 27 anps.  Não está assinada nem tem a marca da oficina. De qualquer modo, é um tributo em barro à antiga abundância de Quinta de Candoz, sita na região de Entre-Douro-e-Minho, terra roubada aos castanheiros e aos carvalhos, feita de solcalcos (uma dezena), nas faldas da serra de Montedeiras, no concelho de Marco de Canaveses, que o Zé do Telhado tristemente celebrizou com o trágico assalto à Casa do Carrapatelo, em 1852. Quinta que já  foi de milho  agora é de vinha. Mas sempre deu de tudo um pouco, das cebolas às batatas, das castanhas às cerejas, do milho ao linho, do centeio ao vinho, dos tomates às pencas...



Foto nº 2 > A castanha já a sorrir, á espera do dia de São Martinho e do vinho novo. Antes da batata, a castanha era a comida dos pobres. O cultivo da batata levou muito a generalizar-se.


Foto nº 3 > A casta de uva branca "Pedernã" ou " Arinto"... Maduríssima, a uva,  este ano, o vinho terá um álcool provável de 14 graus. Há uma crise na vitivinicultura nacional (e mundial). Estamos  a chegar ao fim de um ciclo. Os nossos vizinhos ainda têm vinho ao ano passado nas cubas de inox...


Foto nº 4 > O nosso azevinho (Ilex aquifolium), tão cobiçado,  no Natal, pelos portugueses. Hoje, espécie protegida. Presentemente, o risco de ameaça de extinção do azevinho em Portugal é considerado "pouco preocupante". Com a ajuda da IA, as bagas ficaram mais vermelhas (ainda estão alaranjadas...)


Foto nº 5 > Uma romã da romãzeira (Punica granatum) da tia Nita (1947-2023), a alma-mãe da Quinta de Candoz.




Foto nº 6  e 6A> Entre o apeadeiro do Juncal (Marco de Canaveses) e o apeadeiro da Pala (Baião) na Linha do Douro existe este viaduto que é a Ponte das Quebradas, uma grande obra de arte ferroviária, dos anos 40 (veio substituir uma de ferro). E é de trágica memória, devido ao acidente que em 1 de setembro de 2009, às 5h55 fez 6 vítimas mortais, naturais da freguesia de Santa Leocádia, incluindo o chefe da  junta de freguesia. (Estávamos em casa, quando o acidebnte ocorreu, e da nossa janela, demos, pela manhá, com o aparato de ambulâncias). Um automóvel foi colhido por um comboio regional. Os passageiros dirigiam-se e para Fátima, A ponte tem 170 metros de comprimento, e fica no km 67,9. 

Depois deste viaduto da Ponte Quebrada, a seguir ao apeadeiro da Pala e antes da estação de Mosteiró / Tormes, vem o ainda mais espectacular viaduto da Pala, ao km 70,3 (tem 195 metros de extensão e vistas soberbas sobre a albufeira da barragem do Carrapatelo).  

A Imagem, acima, nº 6, foi gerada pela IA, a partir da foto original, a nº 6A, tirada da nossa casa em Candoz; a ponte e em alvenaria, um trabalho magnífico, obra do Estado Novo; ainda me lembro do patriarca da família, José Carneiro, nascido em 1911, falar dela, e dos carros de bois e centenas de braços que mobilizou, em plena II Guerra Mundial)

Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz > Vindimas > 18 de setembro de 2026 >  "Aguarelas"


Fotos (e legenda): © Luís Graça (2026). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI].

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 15 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28348: Manuscrito(s) (Luís Graça) (295): Em 6 de setembro passado, a orografia que rodeia a Quinta de Candoz retirou-me cerca de uma hora e meia de insolação direta: cerca de 35 minutos de manhã e cerca de uma hora ao fim da tarde.

4 comentários:

JOAO CRISOSTOMO… disse...

Caro Luís Graça,
Os teus manuscriptos são sempre um prazer, mesmo quando não são seguidos de comentários.
Vejo que andamos desencontrados. Tinha planeado tentar visitar-te e mesmo participar nas tuas vindimas na tua Quinta de Candoz este ano; mas trocaram-me as voltas, com instruções para um encontro em Nova Iorque entre 20 a 26 de Setembro. Paciência!
Entretanto falei com o o piloto Valter, recentenente promovido a comandante, e ele disse que gostava que nos reunissemos na casa dele no dia 2 de Outubro; e eu, tentativamente, disse que por mim estava bem nesse dia. Espera pois um contacto dele.

Um abraço de nós dois para todos vocês que, creio, ainda continuam reunidos e azafanados com as vindimas.

João e Vilma

Ramiro Jesus disse...

Bom-dia.
Foi a IA ou a quinta mudou de nome?
Boas colheitas e um ABRAÇO!

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Obrigado, Ramiro, o que me vale é o teu olho clínico, bem como o meu querido coeditor Carlos Vinhal. As gralhas vao-se corrigindo.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

João, estou agora a sair para a Lourinhã. Boa viagem até casa para ti e a Vilma. Portugal há de continuar a receber-vos sempre bem. Vou apontar o dia 2 de outubro para nos encontrarmo-nos com o Valter.

Dia 12, segunda feira, de outubro, festa de Ribamar, é dia de caldeirada e de reencontro de todos a amigos do Eduardo Jorge. Toma boa nota na agenda. Não podes faltar desta vez. Vou convidar também a São. Chicoracoes. Luis