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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28375: In Memoriam (587): António Dâmaso (ex-srg-mor pqdt) (1940-2026): Textos publicados no blogue dos Especialistas da BA12 - Parte II : O meu Natal de 1966, no Clube de Sargentos, na BA 12, Bissalanca







Foto nº  1A, 1B, 1C, 1D  e 1> Guiné > Bissalanca > BA 12 >  Comemoração do Natal de 1966 >  Clube de Sargentos > Sargentos da Base Aérea 12 e do BCP 12: em primeiro plano, do centro para a esquerda, o  1º srgt MMT Azevedo e o furriel  sou eu. Em segundo, plano, à direita, o "barista; à esquerda, camaradaa que já não consigo identificar.



 






Foto nº 2A, 2B, 2C 2 > Guiné > Bissalanca > BA 12 >  Comemoração do Natal de 1966 >  Clube de Sargentos > 

Em primeiro plano, da esquerda para a direita: (i)  o 1º srgt Telo, do BCP 12,  brincalhão de primeira; (ii) e pé o srgt Bergano, da Messe; (iii)  fur  Dâmaso (BCP 12), de bigode; (iii)  srgt pqdt  Coimbra; (iv) 1º srgt /MMT Azevedo; (v) barista. Os restantes elementos do grupo estão por identificar.

 





Foto nº 3A e 3 > Guiné > Bissalanca > BA 12 >  Comemoração do Natal de 1966 >  Clube de Sargentos > 

Primeiro plano, da esquerda para a direita, (i) (?); (ii)  srgt pqdt  Coimbra; (iii) srgt ajud Fróis (?);  (iv) O de pêra e canhangulo ao ombro (?); 

Em segundo plano, da esquerda para a a direiat: (i)  srgt pqdt Castanheira; (ii) 1 srgt SG Telo; (iii) srgt pqdt Coutada; (iv) 1º srgt MMT Azevedo; e (v) fur  pqdt  Dâmaso
 

Fotos (e legendas): © António Dâmaso (2009). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI].



1. O António Dâmaso (1940-2026), natural de Odemira,  membro da Tabanca Grande desde 26/7/2009, tinha à data da sua morte cerca de 4 dezenas de  referências no nosso blogue. Publicou diversos postes aqui e no blogue dos Especialistas da Base Aérea 12 (Guiné, 1965/74).

Estamos recuperar um ou outro poste que tem a ver com as relações, mais próximas, que ele mantinha com os nossos camaradas da BA 12, nas suas passagens pelo CTIG (1966/68, 1969/70 e 1972/74), e naturalmente com as tropas paraquedistas, a cujo batalhão pertencia, o BCP 12, como furriel e depois 2º srgt. (*)

Neste poste (Voo 904, de 9 de abril de 2009) ele recorda alguns dos camaradas que passaram com ele o Natal de 1966, no Clube de Sargentos da BA 12. Um dos muitos natais passados fora da família.

Recordações da Guiné: Natal de 1966, na BA 12, Clube de Sargentos

por António Dâmaso (1940-2026)


O BCP 12, além das três Companhias operacionais, tinha ainda uma 4.ª Companhia que
começou por se chamar CP (Companhia de Pessoal) e posteriormente CMI (Companhia de Material e Infraestruturas).

Cada Companhia era constituída pelos seus efectivos, no caso da CMI a sua constituição era a seguinte (n=58)



Como se pode ver existem cerca de 50 elementos de outras especialidades, que viviam o dia-a-dia dos páras e, como diziam alguns,  só lhe faltava saltarem para estarem totalmente integrados.

Tal como eles, eu que estive por diversas vezes integrado na CP/CMI / BPC 12, convivemos muito de perto com os Especialista da FAP e eles comigo, de modo que,  além da camaradagem existente nestes casos, havia algo mais que nas circunstâncias nos unia mais como família FAP.

Já falei aqui do 1º srgt MMT Azevedo que me acompanhou no sentido de conseguir peças para as viaturas do BCP 12, que tinham ido para lá já usadas do RCP, mais concretamente os Unimog 404. Íamos ao Serviço de Material do Exército, na Amura.

 Por cortesia os nossos camaradas mecânicos lá nos iam desenrascando umas peças usadas mas ainda com capacidade de fazer alguns quilómetros, a lei do desenrascanço, que a tropa mandava desenrascar.

Nos contactos na Amura, dava sempre direito a irmos ao bar, como toda a gente sabe, aquele calor provocava cá uma sede que só com “ bazucas” frescas a conseguíamos debelar, uns tinham mais poder de absorção que outros e alguns andavam sempre bem aviados, enfim, dizia-se que estavam apanhados pelo clima.

Para os camaradas Especialistas da BA 12, seguem algumas fotos da época, no Natal de 1966, com alguns,  vestidos a rigor, outros nem mais para menos. Talvez me possam ajudar a identificar os de que eu já não lembro o nome.
 
Saudações aeronáuticas
António Dâmaso
Odemira

(Seleção, revisão / fixação de texto, negritos, título: LG)
__________________

Nota do editor LG:

 

8 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Por detrás de cada rosto, há um nome, uma identidade, uma história de vida...Uns mais novos do que outros, todos a 4 mil quilómetros de casa... Aparentando uma alegria postiça.. Na noite de Natal de1966, um dia em que a solidão custa mais a suportar... Para o Dâmaso, com 20 anos nos paraquedistas, e 3 comissões na Guiné (na última regressou em agosto de 1974), foi mais um Natal fora da família...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Estas fotos são nostálgicas e comoventes. Tèm 60 anos. Os camaradas que forem vivos, e já não serão muitos, já estarão na casa dos 80/90...A maior parte foram "voluntários" para a tropa, pertencendo à Força Aérea...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Supremo luxo, uma máquina de café, naquele bar de sargentos da BA 12...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

O camarada que traja á civil e transporta um "canhangulo", é senhor de uma trunfa e de uma barba pouco vulgar na época... Há já camaradas com bigode (e o Dâmaso é um deles), mas aquele é o único que usa barba deste grupo. Não devia ser um civil, devia pertencer ao pessoal da BA 12... Não sabemos que é. De qualquer modo, a ser sargento, estava muito "avançado" para a época...em matéria de cabelo e barba...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Não dá para ler os rótulos, desfocados, das garrafas expostas no bar de sargentos, mas vê-se pelas fotos que a bebida de eleição, entre a malta, era o uísque com gelo e água de Perrier...

Não se vê cerveja.

A noite era mesmo para se estar, sem grandes euforias, a beber uns tantos copos de uísque entre camaradas... Claro, numa base como aquela, havia quem estivesse de serviço...

Cada "classe" tinha o seu bar, julgo que os pilotos (sargentos e oficiais ?) "acamaradavam" à parte. (Não sei, nunca entrei na BA 12...).

Tabanca Grande Luís Graça disse...

A curiosidade não paga imposto,. Pode ser que alguém me tire essa dúvida... Havia bares para oficiais, sargentos e praças...na BA 12 que devia ser uma minicidade.

Anónimo disse...

Uma vida... Para o Dâmaso 3 anos mais velho que eu, já em 1966 havia um certo luxo, só possivel para uma certa elite de tropa. Nunca tinha visto uma máquina expresso de café, mas o bar era um 5 estrelas, dadas as condições do terreno. Folgo que tenha havido gente que conseguiu ter uma comissão, ou mais como o Sargento Mor Dâmaso, recheado de boas memórias. Todos temos, uns mais que outros.
Cheguei a entrar no bar ou messe, não sei se oficiais ou sargentos ou conjunto. Foi um amigo meu de infância, o piloto aviador alf Emanuel Lima Leite, em 1967 ou 1968 que me levou até lá mas não me lembro de pormenores. Tenho várias fotos iradas cá de fora, incluindo as pistas e todas as aeronaves.
Os FIAT incluídos.
Abraço a todos,
Conheci muita gente da base e pilotos que me levaram para o cu de judas...
Bem hajam , e vamos cuidando dos sobreviventes......
À pergunta do Luis Graça, não sei, não tenho conhecimento se havia ou não uma sociedade una entre os homens da Base. encontrei essa mistura de classes.
Prezo de ser um dos poucos oficiais milicianos, que coabitavam nas messes de sargentos e nos refeitórios das praças.
Por isso nunca fui bem visto pelos comandos do batalhão.
Tá dito.
Virgilio Teixeira

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Tenho por mim que há ( ou havia...) um certo "pacto de silencio" no seio das tropas especiais (comandos, fuzileiros, paraquedistas). A expressão "tropa do arre-macho", "tropa-macaca", etc., e reveladora de um certo desprezo pelos "infantes", uma espécie de linha que separa "nos" e "eles"...

Pelo menos há coisas que não se discutem no meio da parada... Na praça pública, no blogue, nas redes sociais...

O assunto tem algum melindre, mas merece ser aqui abordado... De resto, a guerra já acabou ha mais de meio século... Não deve haver pedras no sapato entre nós... E temos, na Tabanca Grande, representantes ( e bons operacionais) das 3 tropas especiais...