José Ferreira Carneiro, n. 8/9/1948.
Candoz, Paredes de Viadores,
Marco de Canaveses
Região do Vinho Verde, Subregião de Amarante,Quinta de Candoz
Começou a trabalhar cedo,
aprendiz de ramadeiro, com o pai,
construtor de ramadas
Mobilizado para Angola, em rendição individual, em 1970/72, numa companhia, que guardava os cafezais, em Camabatela, no norte de Angola, perto de Negage e de Quitexe (CCAÇ 313, do BCAÇ 13, sedeado em Vila Salazar)
Reformado, dedica dois dias por semana
à Quinta de Candoz
Casada, em segundas núpcias, com a Teresa,
vive em Matosinhos, Padrão da Légua
As cubas para o vinho há muito que são de inox,
mas ainda há velhos depósitos de cimento armado...
No outono adora apanhar cogumelos
Velha foto estilizada da família: pais (José Carneiro e Maria Ferreira, já falecidos) e irmãos, segundi a ordem de idade (António, Rosa, Manuel; Nita, Zé e Alice)... O António esteve no Brasil, foi mobiizado para Moçambique, em 1964, onde foi gravemente ferido... A Nita, faleceu em 2023.
Sócia da Quinta de Candoz, com mais 3 irmãos (Rosa, Alice e Zé), a Nita foi em vida a alma da "casa"
A Quinta de Candoz tem página na Net
A Alice ("Chita") sempre gostou muito deste maninho...
Na festa dos seus 70 anos, pai e filho (a mãe, a Carmen, morreu cedo)
Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto: Luís Graça (2026)
Imagens: Arquivo dos Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné e A Nossa Quinta de Candoz
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.
Ao Zé, no seu 78º aniversário
Nascido em Candoz, em Entre-Douro-e-Minho,
De empresa de seguros foi tesoureiro,
Mas começou por aprendiz de ramadeiro,
E agora engarrafador-produtor de vinho.
Técnico de gás, profissional liberal...
Homem dos sete ofícios, é um jeitosinho,
José Ferreira Carneiro, nosso maninho,
Também foi parar à guerra... colonial.
E esquecidas, do trabalho, as mazelas,
Setenta e oito anos já foram passados,
Nunca se queixando da perna nem das costelas.
... E tudo fazes por amor, a todos nós,
Os pais e a mana Nita sempre lembrados,
Mas hoje, Zé, é tua a festa em Candoz.
Quinta de Candoz,
8 de setembro de 2026,
dia da festa de Nossa Senhora da Natividade do Castelinho,
Padroeira do concelho de Marco de Canaveses.
A família de Candoz, Porto, Matosinhos, Lourinhã e Lisboa
1. Não fala da guerra colonial. Não fala com emoção desse tempo. Passou, passou, o tempo da tropa e da guerra. Nunca se encontrou com nenhum camarada daquele tempo. Perdeu todos os contactos. Era de rendição inidvidual. Mas gostou de Camabatela e de Luanda.
Era 1º cabo de transmissões de infantaria, Andou na região do café, com a sua companhia mista de metropolitanos e angolanos (CCAÇ 313 / BCAÇ 13) a guardar as costas dos grandes fazendeiros do café.
Nunca veio de férias. Pelo SPM, a mãe mandava-lhe os salpicões com que matava saudades de casa, a 8 mil quilómetros de distância.
Mas não ficou na terra, Candoz, Paredes de Viadores, o apelo da cidade grande era maior. Mudou-se para o Porto. Lá podia estudar e fazer-se homem. Nunca gostou da escola. A professor estava alojada na casa dos pais. E batia-lhe à frente deles, e com a cumplicidade deles. Como é que ele haveria de gostar da escola ? Só depois da "peluda" é que fez o segundo ano da escola comercial (regime noturno).
Hoje já tem gmail, como qualquer português que se preze. Mas não faz parte da Tabanca Grande, até porque não esteve na Guiné. Por sorte, é cunhado do editor do blogue (e seu sócio... por estar casado com a Alice).
E é legalmente o produtor-engarrafador do nosso vinho "Nita". Ele é o mais novo de seis. O caçula.
É trabalhador, é leal, é alegre, é efusivo, é generoso. É uma "besta de trabalho". Tem às vezes azar com o "esqueleto". Já foi operado à coluna. Já partiu uma perna. E já teve uma ameaçozinho de AVC.
Aqui vai, com todo o carinho que temos por ele, eu, a Alice e demais família, um soneto para o nosso Zé, que só amanhã vai ter direito a festa e a rancho melhorado. Mesmo em dia de anos, há imprevistos. E Candoz fica a 70 km do Padrão da Légua, já nio limte do distrito do Porto.
Amanhã, é quarta feira, é dia de trabalho. É preciso preparar tudo para as vindimas, marcadas para os dois próximos fins-de-semana. Mas vou ler-lhe, comn todo o gosto, este soneto e beber comn ele uma "champanha".
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Nota do editor LG:
Último poste da série > 18 de agosto de 2026 >
Guiné 61/74 - P28268: Manuscrito(s) (Luís Graça) (293): À Alice, oferta do livro "Luuanda: estórias", do José Luandino Vieira, com dedicatória, dactilografada, em francês, e datada de 17 de maio de 1975