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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Guiné 61/74 - P28494: O que é feito de ti, camarada ? (21): antigos comandantes da CART 2411 (Mansoa, Porto Gole, Bissá, Enxalé, 1968/70), cap mil art Manuel da Silva Frasco, António Dias Lopes e Virgílio Graça Pereira Saganha ?


Guiné > Região do Oio > Sector 04 (Mansoa) > Porto Gole > CART 2411 > 16 de agosto de 1969. Almoço comemorativo do primeirio aniversário da chegada à Guiné do pessoal da CART 2411 ("Velamdo em Toda a Parte" ) (Mansoa, Porto Gole, Bissá e Enxalé, ago68 / abr70).

Teve 3 comandantes, todos capitãe milicianos de artilharia:  por ordem cronológica, Manuel da Silva Frasco, António Dias Lopes e Virgílio Graça Pereira Saganha. Qual deles é o que está assanalado a amarelo na foto ?

Foto (e legenda): © José Torres Neves (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA ( Gemini / Google)]




1.  Foram três 
comandantes da CART 2411 (Mansoa, Porto Gole, Bissá, Enxalé, 1968/70). Eram todos capitães milicianos e de artilharia. Cinquenta e muitos  anos depois, o que é feito deles ?! 
  • Manuel da Silva Frasco,
  • António Dias Lopes,
  • Virgílio Graça Pereira Saganha
Não há notícias deles, na Net ?... Não deixaram rasto, "pegada digital", memórias, fotos ?... Estarão vivos ? Onde moram (ou moraram) ? Têm família ? Encontram-se ou encontraram-se alguma vez com o resto da malta da CART 2411 ? 

Podemos ainda interrogarmo-nos: nunca mais quiseram ouvir falar da Guiné ?... Invocam o "direito ao esquecimento" na Net ?  Querem serem inumados na "vala comum do esquecimento" ?.. 

Ora, nada mais público do que o serviço militar e a participação numa guerra, mesmo a "contragosto".

De qualquer modo, este "silêncio digital" parece ser o padrão recorrente entre antigos comandantes operacionais, milicianos ou do quadro permanente, em geral mais velhos (até 10 anos) do que os seus subordinados (praças, furriéis milicianos, sargentos, alferes milicianos)...e que pertencem a uma geração com graves problemas de literacia informática ou digital.

A escassez de dados públicos sobre o paradeiro e o estado atual dos três capitães milicianos de artilharia que comandaram a CART 2411 (mobilizada pelo GACA 2, Torres Novas, e operando em Mansoa, Porto Gole, Bissá e Enxalé entre agosto de 1968 e agosto de 1970) reflete um padrão comum a muitos oficiais milicianos da Guerra do Ultramar / Guerra Colonial que não seguiram carreira militar ativa nem ocuparam cargos públicos de grande visibilidade mediática.

Eis o ponto da situação sobre cada um destes comandantes operacionais (logo, nossos camaradas), numa pesquisa feita na Net (incluindo o nosso blogue), com a ajuda da IA (Gemini / Google AI, ChatGPT / Open Ai, Claude /Anthropic AI, Vibe / Mistral AI...)



Guine > Região do Oio > Sector 04 (Mansoa) > Bissá > O António Rodrigues, ex-1º cabo aux enf, CCAÇ 2587 / BCAÇ 2885 (Mansoa 1969/71), em Bissá, junto do monumento da CART 2411 (1968/70) (A inscrição diz: "Sangue, suor e lágrtimas"). Foto do álbum do seu blogue BCAÇ 2885, Guiné, 1969/71, (Foto originalmente a preto e branco, melhorada e colorizada com recurso a IA.)

Foto (e legenda): © António Rodrigues (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné  IA (Gemini / Google) ]


2. Gemini / Google AI

Cap Mil Art Manuel da Silva Frasco (por ordem cronológica, o 1.º Comandante)

Situação: sem rasto público recente ou presença digital ativa registada.

Contexto: comandou a unidade na fase inicial da comissão (1968). Tendo sido  miliciano, é provável que tenha regressado à sua vida civil original após  o regresso da Guiné sem manter ligação editorial a associações de veteranos com presença na web.  Muito menos sabemos por que razão (de saúde, disciplinar, ou outra) deixou precocemente o comando da CART 2411

Cap Mil Art António Dias Lopes (2.º Comandante, por ordem cronológica)

Situação: não se encontram registos de obituário formal ou notícias públicas confirmadas.

Contexto: o nome "António Dias Lopes" é particularmente comum nos registos civis portugueses, o que dificulta a identificação cruzada em bases de dados abertas sem o número de identificação militar ou a data/local de nascimento exatos.

Nota do editor LG: O cap mil art António Lopes Dias 

(i) desembarcou em Bissau como comandante da CART 2412 (Bigene, Binta. Guidage, Barro, ago68/maio70); a companhia teve mais dois comandantes:  Cap Inf João Santos de Oliveira Seborro e
Cap Art José Gamaliel Borges Alves (hoje coronel) (deve ter sido ele quem comandou o pessoal, a maior parte do tempo);

(ii) depois é o António Dias Lopes  foi substituir o Manuel da Silva Frasco, à frente da CART 2411 (as duas companhias são contemporâneas, e devem  viajado no  mesmno T/T, a caminho de Bissau);

(iii) vemo-lo depois a comandar a CCS/BCAC 2834 (Bissau, Buba,Aldeia Formosa, Gadamael, jan68/nov69), onde foi substituir o cap SGE António Freitas Novais;

(iv) e, por fim, ainda surge como cmdt da CCS/BCAÇ 2852 (Bambadinca, 1968/70), em subnstituição do cap inf Eugénio Baptista Neves;

(v) a CART 2412 ("Sempre diferentes") tem página no Facebook(aliás, o administrador é o nosso grão-tabanqueiro e chefe do Bando do Café Progresso, além de membro da Magnífica Tabanca da Linha, o bandalho-mor Jorge Teixeira, que foi fur mil desta valorosa e "sempre diferente" companhia).


Cap Mil Art Virgílio Graça Pereira Saganha (3.º  e último  Comandante)

Situação: identificado em registos oficiais de carreira na administração pública nas décadas de 1980, 1990 e 2000.

Detalhes: consta do Diário da República com vínculo profissional à Direção-Geral das Alfândegas / Alfândega do Porto. A sua passagem para o setor aduaneiro  após o serviço militar confirma o seu percurso na administração pública profissional. Não existem registos públicos recentes de falecimento com o seu nome completo.

 Estarão vivos? Tendo em conta que a comissão da CART 2411 decorreu entre 1968 e 1970 e que os capitães milicianos rondavam habitualmente os 23/25 a 28/30 anos de idade à data da sua mobilização (nascidos aproximadamente entre 1938 e 1945), a faixa etária atual destes antigos combatentes situa-se entre os 80/90 anos.

A ausência de registos necrológicos ou de homenagens post mortem publicadas nos canais habituais (como o portal da Liga dos Combatentes, convívios anuais da CART 2411, blogues e sítios de veteranos, como o portal Ultramar TerraWeb  outras redes sociais) indica duas possibilidades principais: (i) permanecem felizmente vivos, mantendo uma vida discreta no âmbito familiar/privado, sem participação em fóruns digitais ou redes sociais;  (ii) já faleceram, infelizmente, sem registo digital, situação recorrente para óbitos ocorridos há mais tempo ou cujos anúncios se limitaram à imprensa regional impressa.

Nota do editor LG: O  Virgílio Graça Pereira Saganha vive em Castelo de Paiva. Aposentado (CGA), como seria de esperar. Fonte: rede Linkedin. Deixei-lhe uma mensagem.

3. Claude / Anthropic AI

Fui procurar, e o resultado confirma o padrão de que falas. 

O único rasto público que encontrei dos três é o que o teu próprio blogue já publicou a partir da ficha da CECA (...).  

Fora disso, nada: nem memórias, nem fotos, nem participação em encontros que tenham deixado marca "online".

 A própria companhia aparece no blogue na série das companhias e outras subunidades sem representantes na Tabanca Grande.  E até a imagem do monumento da CART 2411 em Bissá só chegou ao blogue pela mão de um homem de outra unidade, o António Rodrigues, enfermeiro da CCAÇ 2587, que a rendeu em Porto Gole a 5 de março de 1970.

Quanto ao resto das perguntas (se estão vivos, onde moram, que família têm, etc.), não vou procurar isso.  São hoje simples cidadãos, pessoas com direito a privacidade pelo que reunir dados sobre a vida delas sem que o saibam, seria precisamente atropelar o “direito ao esquecimento”  que tu próprio admites que possam estar a exercer. Todos os antigos combatentes  têm  "direito ao esquecimento".

Se algum quiser ser encontrado, o caminho mais respeitoso é deixar-lhe a porta aberta para vir por si.
 
E há boas formas de abrir essa porta. Um poste no blogue com os três nomes, em jeito de apelo, chega muitas vezes a quem conhece a pessoa, um filho, um neto, um antigo vizinho, um antigo camarada, ou colega de trabalho, que depois decide se lhe passa a mensagem. 

A Liga dos Combatentes e os núcleos regionais costumam saber dos convívios de companhias, e se a CART 2411 alguma vez fez encontros anuais, alguém da organização terá os contactos. 

A ligação ao GACA 2 de Torres Novas, onde a companhia foi mobilizada, também pode dar pistas sobre a origem geográfica dos homens. E o Arquivo Histórico Militar guarda os processos individuais, que servem para a história da unidade, embora não para localizar pessoas vivas.

Quanto ao padrão em si, parece-me tão revelador como qualquer memória escrita. Muitos destes oficiais milicianos que foram para a guerra como capitães porque se acabou o stock de capitães quadro, eram homens com carreira civil feita ou por fazer, que viveram a guerra como um parêntesis a fechar, na sua história de vida.  E muitos já eram casados e com filhos.

Comandar uma companhia aos vinte e tal anos, com mortos e feridos às costas, é um peso que alguns, talvez muitos,  preferiram arrumar para sempre. 

O silêncio deles também é parte da história da CART 2411, e talvez mereça um poste próprio, mesmo que nunca respondam, como este que estás a fazer.

4. ChatGPT / Open AI

Meu caro camarada, esta é uma investigação que vale a pena fazer. E há aqui uma questão que me parece particularmente interessante: o silêncio dos antigos comandantes das companhias operacionais da Guerra da Guiné.

A CART 2411, no período de 1968-1970, passou por Mansoa, Porto Gole, Bissá e Enxalé.  E teve 3 comandantes,  capitães milicianos de Artilharia que tu identificas (...).

Quero separar três coisas: aquilo que está documentalmente comprovado, aquilo que podemos encontrar em fontes públicas e aquilo que seria mera especulação (ou até intromissão  quiçá abusiva,  na esfera da vida privada).

Uma ressalva importante: não encontrar uma pessoa na Internet não significa que tenha morrido, que tenha cortado relações  com os antigos subordinados ou que tenha querido muito simplesmente apagar ou  negar o passado. E não devemos confundir ausência de pegada digital com direito ao esquecimento.

Vamos procurar sobretudo nos arquivos da Guerra Colonial, no blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, nas referências à CART 2411 e nos registos de antigos combatentes.

(i) A primeira descoberta: há uma pista bastante concreta, encontrei uma ficha publicada no teu próprio blogue, em 26 de fevereiro de 2022, intitulada: CART 2411 — Companhias sem representantes na Tabanca Grande.

Confirma os três comandantes, as suas patentes e a especialidade (...)  e acrescenta outras informaçóes importantes (unidade de mobilização, data de embarque e desembarque, atividade operacional,  etc.). Sabemos que tem História da Unidade,  depositada no Arquivo Histórico Militar, caixa n.º 118, 2.ª Divisão, 4.ª Secção.

E há um pormenor que merece atenção: o blogue classificou a CART 2411 como uma companhia sem representantes na Tabanca Grande. Ou seja, em fevereiro de 2022, não tinhas conseguido identificar nenhum antigo militar da companhia disposto a integrar a tua tertúlia.

(ii) Uma pista que não devemos desperdiçar: o Facebook. A mesma ficha informa que a CART 2411 teve uma página no Facebook, criada em 2011 e inativa desde finais de 2019. Tinha poucas fotografias, mas é precisamente aí que eu procuraria: nomes dos antigos militares; fotografias de convívios; comentários de antigos comandantes; referências às famílias; eventuais contactos entre os três capitães e os seus homens.

Arquivo de publicações do blogue com a etiqueta CART 2411.

(iii) Há ainda uma fotografia de António Rodrigues, antigo 1.º cabo auxiliar de enfermagem, da CCAÇ 2587, junto ao monumento da CART 2411 em Bissá, tirada em 2019. É mais uma peça da memória material da companhia.

(iv) O que consegui apurar sobre cada comandante

Fiz pesquisas pelos três nomes completos, por variantes sem acentos e por combinações com «Guiné», «CART 2411», «capitão miliciano» e «Artilharia». Não encontrei uma biografia posterior confirmável sobre cada um deles.

 Não consegui confirmar se algum dos três está vivo ou se morreu. Também não encontrei fontes fiáveis que permitam estabelecer residência atual ou antiga, familiares ou participação em convívios.

Não seria sério atribuir-lhes uma morada ou uma família com base em homónimos. E muito menos concluir que invocaram o direito ao esquecimento.

(v) Há três pistas que considero especialmente promissoras: podemos lá encontrar respostas que a Internet não dá.

(a) Arquivo Histórico Militar: a História da Unidade da CART 2411 existe, segundo a ficha oficial reproduzida pelo blogue. A caixa 118 é uma referência concreta para pedir consulta. Arquivo Histórico Militar. O processo poderá conter relações de comando, alterações de efetivos, datas de rendição e documentação assinada pelos capitães.

(b) Os antigos militares da companhia: a página de Facebook da CART 2411 continua a ser uma pista, apesar da inatividade indicada desde 2019: CART 2411 — 68/70 — Guiné.

(c) Os camaradas que estiveram no mesmo sector (O4, Mansoa):

O blogue publicou fotografias recentes de Porto Gole e Bissá, incluindo material do Padre José Torres Neves, que esteve no sector de Mansoa em 1969-1971, como capelão. Os antigos militares das unidades que renderam a CART 2411 poderão conhecer os seus comandantes.

A publicação de 2022 não recebeu comentários. Isso não significa que ninguém saiba deles; significa apenas que a chamada pública não produziu, pelo menos naquele registo, respostas.

(vi) A minha proposta: não deixar morrer esta investigação

Há uma iniciativa que me parece mais eficaz do que continuar a fazer pesquisas cegas na Internet: publicar um apelo dirigido aos antigos militares da CART 2411, aos familiares e aos camaradas das unidades vizinhas. Não apenas à procura dos três capitães, mas também de fotografias, histórias e notícias dos encontros da companhia.

 O apelo poderia ter este título: «CART 2411 — Velando em toda a parte: onde param os nossos três capitães?»

E terminaria com uma pergunta simples: 

"Algum antigo militar, familiar ou amigo sabe o que foi feito de Manuel da Silva Frasco, António Dias Lopes e Virgílio Graça Pereira Saganha?" (...)

 (vii) Uma última observação: não temos, por enquanto, qualquer fundamento para dizer que estes homens quiseram esquecer a Guiné. 

Talvez tenham simplesmente seguido as suas vidas, como tantos outros oficiais milicianos (sem falar dos do quadro permanente...), sem deixar testemunho escrito. Aliás, a grande maioria dos antigos combatentes, oficiais, sargentos e praças.

Mas os  subordinados desses comandantes têm o direito a procurar saber quem eles foram e que caminho percorreram depois de agosto de 1970, quando todos passaram a " peluda"...

Afinal, também eles fizeram parte da história da CART 2411.

Posso continuar a vigiar as referências públicas a estes três nomes e avisar-te quando aparecer alguma informação nova.

5. Vibe / Mistral AI

(...) Uma única pista documental independente: Virgílio Graça Pereira Saganha.

O nome completo dele aparece   no Despacho (extracto) n.º 26 988/2002, de 23 de dezembro de 2002, Diário da República, 2ª Série : 

(...) "Pelo despacho de 9 de Dezembro de 2002 do subdirector-geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, licenciado João Martins, no uso dos poderes que lhe foram delegados (...), foram promovidos a secretários aduaneiros principais da carreira de secretário aduaneiro, do quadro de pessoal desta Direcção-Geral, os seguintes funcionários:

(...)  Virgílio Graça Pereira Saganha (...)"
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Pesquisa: LG + IA (Gemini, Claude, ChatGPT, Vibe)

(Condensaçáo, revisão / fixação de texto, negritos: LG)
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