domingo, 6 de maio de 2018

Guiné 61/74 - P18610: XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande (20): Monte Real, sábado, 5 de maio de 2018: mais caras, "novas" e "velhas"... É uma alegria ver gente desta geração que faz 100, 200, 300, 400, 500 quilómetros ou mais (ida e volta) para se encontrar e "matar saudades"... Outros vêm pela primeira vez à procura dos camaradas da Guiné...


A Maria João (do Jorge Araújo) e a Isabel (do Tó Zé Pereira da Costa)... De que falam as nossas mulheres que 'não' estiveram na guerra ?


O António Acílio de Azevedo...Voltou à Guiné o ano passado...


O Tó Zé Pereira da Costa, o Jorge Araújo e o Hernâni Alves da Silva



O nosso escritor José Ferreira da Silva e o nosso coeditor Carlos Vinhal...


Em primeiro plano, o Jorge Cabral e em segundo plano o Francisco Silva e o Manuel Lima Santos (que veio de Viseu com a Maria de Fátima: é um casal que já é, há muito,presença habitual dos nossos encontros)


Diamantino Varrasquinho e Maria José (que é professora do ensino básico, reformada)... O Diamantino costuma vir aos nossos encontros, com o mano, que desta vez ficou em Ervidel, Aljustrel.  Faz 600 km (ida e volta) para estar connosco. O Diamantino e o Manuel são donos da famosa Adega Monte Acima (telem 919 721 864 / 917 320 104). Se passarem por Ervidel, estão convidados para lá beber um copo....  Vamos formalizar a inscrição (definitiva) do Varrasquinho na Tabanca Grande.



Camacho Lobo (Maia) e Armando Oliveira (Vila Nova de Gaia)


Carlos Alberto Pinto (à direita) e Fernando Oliveira (à esquerda): vieram da Reboleira, Amadora.



Manuel Joaquim e Jaime Bonifácio Marques da Silva. 


José Manuel Lopes, Jaime Bonifácio Marques da Silva e Carlos Silvério


Jorge Araújo, o nosso mais recente coeditor, e Ferando Ponte (que andou na LDG 101, "Alfange", no TO da Guiné, entre agosto de 1967 e setembro de 1969)


Jorge Araújo e Maria João


A filha do Francisco Silva e da Maria Elisabete,  Maria Claúdia, mais os filhotes Sofia e Tiago


Os nossos totalistas David Guimarães e Lígia... São o único casal, se não erro, que foi a todos os nossos 13 encontros, a começar pela Ameira, Montemor-O-Novo... A Lígia (Guimarães) figura, com todo o mérito, na lista dos membros da Tabanca Grande.


Monte Real > XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande > 5 de maio de 2018 > As primeiras imagens >  Mais caras "novas" e "velhas"... É uma alegria ver gente desta geração que  faz 100, 200, 300 quilómetros para se encontrar e "matar saudades"... Outros vêm pela primeira vez à procura dos camaradas da Guiné...


Fotos (e legendas): © Luís Graça (2018). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

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Nota do editor:

Último poste da série > 6 de maio de  2018 > Guiné 61/74 - P18609: XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande (19): Monte Real, sábado, 5 de maio de 2018: a emoção de sempre, a dos reecontros de velhos camaradas e amigos... e a da chegada do novos "perquitos"...

Guiné 61/74 - P18609: XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande (19): Monte Real, sábado, 5 de maio de 2018: a emoção de sempre, a dos reecontros de velhos camaradas e amigos... e a da chegada do novos "perquitos"...


Virgínio Briote e Jorge Rosales


Maria Irene (, esposa do nosso Virgínio Briote) e Alice Carneiro (, esposa do Luís Graça)


Carlos Camacho Lobo (Maia) e Jorge Pinto. O camarada Camacho Lobo foi alf  mil médico do BART 6520/72 (Tite, 1972/74). É dermatologista, e veio da Maia. Convidei-o a integrar o nosso blogue...


Jorge Pinto e Luís Graça, dois amigos e camaradas do Oeste estremenho: o Jorge, de Alcobaça, o Luís, da Lourinhã...


Alice Carneiro e Jorge Cabral: um abracinho apertado...


José Manuel Cunté e António  Joaquim Alves (Malveira / Mafra)... O Alves é "periquito" aqui em Monte Real... O Cunté foi (e continua a ser) o "nosso menino Adilan"...


Mário Gaspar e Manuel Joaquim, dois "durões" da Tabanca Grande, com corações de manteiga...


Mário Leitão (Ponte de Lima) e José Almeida (Viana do Castelo)... Dois "periquitos" em Monte Real... Dois grandes seres humanos, dois grandes minhotos... É espantoso como este pequeno país tem, de Norte a Sul, gente tão espantosa!... Só por isso eu gosto de ir a Monte Real, pelo menos um vez por ano!


Armando Oliveira (Vila Nova de Gaia) e Carlos Vinhal. O Oliveira é "periquito" aqui em Monte Real...


Ricardo Figueiredo e Juvenal Amado


António Tavares e Fernando Ponte (Leiria), um "marinheiro" a quem convidei para integrar a Tabanca Grande. É de Pombal, mas vive em Leiria...


Armando Pires (a falar ao Paulo Santiago)


Giselda e Miguel Pessoa


Vítor Caseiro e Maria Celeste... A jogarem em casa...


Jaime Bonifácio Marques da Silva (Seixal / Lourinhã) e Jorge Picado 

Monte Real > XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande > 5 de maio de 2018 > As primeiras imagens > Caras "velhas" e "novas"...

Fotos (e legendas): © Luís Graça (2018). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

1. Os "velhos" camaradas são caras conhecidas de há muito... As "novas" caras são de "periquitos" que vêm pela primeira vez ao nosso encontro da Tabanca Grande... Este ano são mais uns tantos. Entre parênteses, vem o nome da terra onde residem...

No "Dia da Mãe", votos de um bom dia para as nossas mães que ainda forem vivas, e para a nossa camariga Giselda Pessoa (a única camarada de armas, presente em Monte Real...) e para as nossas amigas que são mães... Estou aqui à beira Tejo, em Paço de Arcos,  à espera de lugar para me sentar no restaurante... ("secreto", do nosso querido amigo e camarada Jorge Teixeira, que este ano não pôde vir a Monte Real, mas mandou-nos uma bela mensagem de saudações)...(LG)
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Nota do editor:

Último poste da série > 2018 > Guiné 61/74 - P18608: XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande (18): Monte Real, sábado, 5 de maio... As primeiras imagens

Guiné 61/74 - P18608: XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande (18): Monte Real, sábado, 5 de maio... As primeiras imagens




Monte Real > XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande > 5 de maio de 2018 > As primeiras imagens > Foto de Família.
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Nota do editor:

Último poste da série > 5 de maio de 2018 > Guiné 61/74 - P18607: XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande (17): lista dos camaradas e amigos que nos honram hoje com a sua presença em Monte Real, num total de 133

sábado, 5 de maio de 2018

Guiné 61/74 - P18607: XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande (17): lista dos camaradas e amigos que nos honram hoje com a sua presença em Monte Real, num total de 133



Foto: Blogue Luís Graça & Caamaradas da Guiné (2017)


LISTA (DEFINITIVA) DOS 133 CAMARADAS E AMIGOS QUE VÃO PARTICIPAR  NO XIII ENCONTRO NACIONAL DA TABANCA GRANDE, MONTE REAL,  SÁBADO, 5 DE MAIO DE 2018

[Entre parênteses rectos, indica-se o local ou os locais onde estiveram no TO da Guiné e o respetivo período de tempo; os nomes sem links são, em princípio, de camaradas que ainda não fazem parte, formalmente, da nossa Tabanca Grande; informação suscetível de ser corrigida, pedimos desculpa pelos lapsos ou omissões]


Agostinho Gaspar - Leiria [Mansoa, 1972/74]

Almiro Gonçalves e Amélia - Vieira de Leiria / Marinha Grande [Bambadinca, 1973/74]

Amândio Santos - Braga


António Acílio Azevedo & Irene - Leça da Palmeira / Matosinhos [Bula e Binar, 1973/74]

António Bonito - Carapinheira / Montemor-o-Velho [Xime e Mato Cão, 1971/74]


António Duarte - Linda-a-Velha / Oeiras [Mansambo, Bambadinca e Xime, 1971/74]


António Graça de Abreu - S. Pedro de Estoril / Cascais [Teixeira Pinto, Mansoa e Cufar, 1972/74]


António João Sampaio e Maria Clara - Leça da Palmeira / Matosinhos [Barro, 1973/74]


António Joaquim Alves - Malveira / Mafra [Bissau, 1972/74]

António José Pereira da Costa & Isabel - Mem Martins / Sintra [Cacine, 1968/69; Xime, Mansambo e Mansambá, 1972/74]


António Maria Silva e Maria de Lurdes - Sintra


António Mário Leitão - Ponte de Lima [Angola, Luanda, 1971/73]


António Martins de Matos - Lisboa [Bissalanca, 1972/74]

António Mendes - Carapinheira / Montemor-o-Velho


António Pimenta - Carapinheira / Montemor-o-Velho


António Tavares - Foz do Douro / Porto [Galomaro, 1970/72]


António Vieira - Vagos


Apolino Freitas e Fátima Barros - Trofa


Armando Oliveira - Vila Nova de Gaia


Armando Pires - Algés / Oeiras [Bula e Bissorã, 1969/70]


Arménio Santos - Lisboa [Aldeia Formosa, 1968/70]




C. Martins - Penamacor [Gadamael, 1973/74]

Camacho Lobo - Maia

Carlos Alberto Pinto e Maria Rosa - Reboleira / Amadora [Mansabá e Mansoa, 1969/71]

Carlos Cabral & Judite - Pampilhosa

Carlos [Alberto] Cruz, Irene, Paulo, Ana Cristina e Pedro - Lisboa [Catió e Cachil, 1964/66]

Carlos Pinheiro - Torres Novas [Bissau, 1968/70]

Carlos Silva e Germana - Massamá / Sintra [Farim, 1969/71]

Carlos Silvério - Ribamar / Lourinhã [Olossato e Bissau, 1972/74]

Carlos Vinhal & Dina Vinhal - Leça da Palmeira / Matosinhos [Mansabá, 1970/72]


David Guimarães & Lígia - Espinho X(Xitole, 1970/72]

Diamantino Ferreira e Emília - Leiria

Diamantino Varrasquinho e Maria José - Vidigueira [Mato Cão, 1971/73[


Eduardo Magalhães Ribeiro e Carlos Mota Ribeiro - Porto [Cumeré, Mansoa e Brá, 1974]

Ernestino Caniço - Tomar [Mansabá, Mansoa e Bissau, 1970/71]


Fernando Oliveira e Teresa Maria - Reboleira / Amadora [Guidaje e Mansoa, 1968/70]

Fernando Ponte - Leiria

Fernando [Andrade] Sousa e Maria Barros - Trofa [Conrtuboel e Bambadinca, 1969/71]

Fernando Súcio - Campeã / Vila Real [Bula, 1972/74]

Francisco Silva, Maria Elisabete, Ana Cláudia, Sofia e Tiago - Porto Salvo / Oeiras [Xitole e Jumbembém, 1971/74]


Hélder Valério de Sousa - Setúbal [Piche e Bissau, 1970/72]

Hernâni Alves da Silva & Branca - Vila Nova de Gaia


Idálio Reis - Sete-Fontes / Cantanhede [Gandembel e Ponte Balana, Nova Lamego, 1968/69]

Isolino Silva Gomes e Júlia - Porto


Jaime Bonifácio Marques da Silva - Seixal / Lourinhã [Angola, 1970/72]

Joaquim Carlos Peixoto e Margarida - Penafiel [Bafatá e Sare Bacar, 1971/73]

Joaquim Mendes Teixeira e Maria Emília - Guilhabreu / Vila do Conde

Joaquim Mexia Alves - Monte Real / Leiria [Xitole/Ponte dos Fulas, Ponte Rio Udunduma, Mato Cão, Mansoa, 1971/73]

Jorge Araújo e Maria João - Almada [Xime e Mansambo, 1971/74]

Jorge Cabral - Lisboa [Fá Mandinga e Missirá, 1969/71]

Jorge Picado - Ílhavo [Mansoa, Mansabá e Teixeira Pinto, 1970/72]

Jorge Pinto & Ana - Sintra [Fulacunda, 1972/74]

Jorge Rosales - Monte Estoril / Cascais [Porto Gole,  1964/66]

Jorge Teixeira - Porto [Bigene, Binta, Guidage e Barro, 1968/70]

José Almeida e Maria Antónia - Viana do Castelo [Bissau, 1971/73]

José Barros Rocha - Penafiel [Guileje e Gadamael, 1968/70]

José Casimiro Carvalho - Maia [Guileje, Gadamael, Nhacra e Paunca,  1972/74]

José Eduardo Oliveira  [JERO]- Alcobaça [Quinhamel, Binta e Farim, 1964/66]

José Ferreira [da Silva]- Crestuma / Vila Nova de Gaia [ Fá, Catió, Cabedu, Gandembel e Canquelifá, 1967/69]

José Manuel Lopes - Régua [Manpatá, 1972/74]

José Miguel Louro - Lisboa

José Saúde - Beja [Nova Lamego, 1973/74]

José Tavares - Vila Nova de Gaia

Juvenal Amado - Amadora [Galomaro, 1971/74]


Lúcio Vieira - Torres Novas

Luís Graça & Alice Carneiro - Lourinhã [Contuboel e Bambadinca, 1969/71]

Luís Moreira & Irene - Sintra [Bambadinca e Bissau,  1970/71]

Luís Paulino & Maria da Cruz - Algés / Oeiras [Cacine e Cameconde, 1970/72]

Luís Rainha & Dulce - Figueira da Foz [Brá, 1964/66]


Manuel Augusto Reis - Aveiro [Guileje, Gadamael, Cumeré, Quinhamel, Cumbijã e Colibuia, 1972/74]:

Manuel dos Santos - Braga

Manuel Guilherme - Vila Nova de Gaia

Manuel Joaquim e José Manuel Cunté - Lisboa [Bissau, Bissorã e Mansabá, 1965/67]
Manuel José Ribeiro Agostinho & Elisabete - Leça da Palmeira / Matosinhos

Manuel Lima Santos & Maria de Fátima - Viseu [Canjambari e Dugal, v 1971/73]

Manuel Oliveira Pereira - Ponte de Lima [Contuboel, 1972/74]

Manuel Ramos - Torres Novas

Mário Magalhães & Fernanda - Sintra [Bafatá, Bula, Mansabá e S. Domingos, 1961/63]

Mário Vitorino Gaspar - Lisboa [Gadamael e Ganturé, 1967/68]

Miguel Pessoa & Giselda Pessoa - Lisboa [Bissalanca, 1972/74]


Ricardo Abreu - Vila Nova de Gaia

Ricardo Figueiredo - Porto [Cabuca,  1973/74]

Rogé Guerreiro - Cascais


Silvino Correia d'Oliveira - Leiria

Sousa de Castro e Conceição - Vila Fria / Viana do Castelo [Xime e Mansambo, 1971/74]


Urbano Martins Oliveira - Figueira da Foz


Vasco Ferreira - Vila Nova de Gaia [Cumeré, Bigene, Cadique, Cufar e Nhacra. 1972/74]

Virgínio Briote & Maria Irene - Lisboa [Cuntima e Brá, 1965/67]

Vítor Caseiro e Maria Celeste - Leiria  [Mansoa e Ilondé, 1973/74]

Guiné 61/74 - P18606: Os nossos seres, saberes e lazeres (265): De Estremoz para as Termas de S. Pedro do Sul (3) (Mário Beja Santos)

1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70) com data de 27 de Fevereiro de 2018:

Queridos amigos,
Foi folgar e bailar neste rincão quase tão antigo como a nossa nacionalidade. Parece ser uma amostra estrondosa de cultura ciclópica, e impõe-se pelo tamanhão e pela rudeza. Mas há um contraste que é contemplação de dentro para fora, são lonjuras impressionantes, sente-se que daquele castelo se fazia atalaia da movimentação castelhana, cobiçosa de vencer estes pedregulhos e dominar as planícies. É tudo tão colossal e simultaneamente tão íntimo que se percebe como o lugar é uma poderosa atenção turística nas quatro estações do ano. Longe vai o tempo que caracterizou os requisitos com que se atribuiu o Galo de Prata, em 1938. Mudou a habitação, mudaram os trajes, os meios de transporte, ficaram a poesia, os contos, as superstições, a coreografia para os acontecimentos lúdicos dos dias de festa. O que resta e espera-se que se mantenha inalterável é a fisionomia topográfica e aquela panorâmica sem rival.

Um abraço do
Mário


De Estremoz para as termas de S. Pedro do Sul (3)

Beja Santos

Viandante e companha dedicam integralmente um dia a Monsanto, aquela aldeia que em 1938 recebeu o Galo de Prata, iniciativa do Secretariado da Propaganda Nacional para A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal. Terá sido uma escolha difícil para o júri, Monsanto ombreou-se com Aljubarrota, Azinhaga, Alturas do Barroso, Manhouce, Peroguarda, Alte e Odeceixe, entre outras, do júri faziam parte Fernanda de Castro, Armando Leça, Gustavo de Matos Sequeira, Luís Chaves e Cardoso Martha.
O anoitecer estava de feição, foram todos para um miradouro, depois outro e mais outro, tal o espetáculo daquele fogo ígneo, visto daquelas alturas e a movimentar-se pelas planuras, já se tinha passado pelo Largo do Cruzeiro, visto de fora a Igreja de S. Salvador, deambulado sem azimute pelas ruas, casas com muitas flores à porta. A esse pôr-do-sol se rende impressiva homenagem.



O viandante sobraça a publicação do SNI com data de 1947 dedicada a Monsanto. Oiçamos o que aqui se escreveu sobre os monsantinos:  

“A maioria dos monsantinos (que, pelo último censo, passavam de 3000) é de tipo moreno e olhos castanhos-claros. Aparecem, todavia, ainda que raramente, alguns de cabelo loiro e olhos verdes, bem como o tipo cigano, outrora muito espalhado.
O nativo de Monsanto é patriota, bairrista convicto, altivo, por vezes, até ao exagero e perseverante na conservação de velhos hábitos”.
E dedica-se uma palavra à indumentária do passado, o velho trajar monsantinos: 
“O traje feminino: mantéu de gorgorão e sobre ele uma capucha azul-escura, debruada a claro. Nos homens, era corrente a camisa bordada, véstia curta, cinta preta e chapeirão de Alcains. Hoje o vestuário do povo humilde não se diferencia do comum às povoações da Beira Baixa. Usam as mulheres camisa de linho ou estopa, saia muito rodada e capucha de burel, pendente da cabeça sobre os ombros. Também são frequentes os chales curtos de Alcobaça e lenço atado à cabeça por vários modos”.
Segue-se uma descrição para a casa, pois foi este casario imponente e rústico que deve ter fascinado o júri do Galo de Prata:
“A casa humilde, popular, de acentuada rusticidade, com paredes de pequenos blocos de granito mal esquadriados e quase sempre sem aparelho, tem uma ou duas divisões estreitas, quando muito, de feição quadrangular (…). Uma porta sem batentes dá acesso a outra quadra – a cozinha, alumiada por frestas, que não raro servem de portas. A lareira é rente ao solo; não há chaminé e o fumo escoa-se pela telha vã, dando-se, desta forma, um maior aquecimento à casa”.
Vejam-se agora as imagens para entender que oitenta anos depois se continua a viver nas alturas mas com muitíssimo mais conforto.




Viandante e companha encaminham-se para o castelo, não é escalada mas é quase, vão todos ávidos para tomar nota de um castelo de que reza a lenda de ter sido inexpugnável até 1704, um exército de Filipe V atacou Monsanto, a desproporção das forças era extraordinária, dias depois o castelo foi retomado. O que resta são vestígios, no princípio do século XIX o castelo ficou quase totalmente destruído por uma explosão no paiol da pólvora. A cada passo os ciclopes de pedra assombram o passante, diferentes são as formas e volumes. E olha-se para fora, para as planuras, o contraste é fenomenal.



Aqui se chega atraído pela imensidão, sabe-se que existe a torre sineira, chamada do Relógio, a velha Igreja de S. Miguel, a cisterna, algumas muralhas bem conservadas, a porta da traição, por onde se saía à sorrelfa para fazer o mal e a caramunha junto dos sitiantes. D. Thomaz de Mello (Tom) e Carlos Botelho tiraram fotografias que hoje possuem um inegável valor histórico, um pouco por toda a parte em Monsanto, fixaram aspetos do castelo, a entrada, a torre da prisão, ruínas da Igreja de S. Miguel e as sepulturas cavadas na rocha. Impressiona ver o antes e o depois, até porque alguém observou que a intervenção arqueológica não foi das melhores. Mas a contemplação de tudo deixa o coração contrito, são imagens da história antiga, este castelo começou por ser árabe, o portal e a fachada da igreja são uma imensidão de caráter, sente-se não só que aqui se forjou a nacionalidade, aqui se deu luta ao castelhano e se afirmou este auto como ponto da fronteira inviolável.





Aqui jazeram nossos antepassados, está a findar o passeio em Monsanto e lembra-se o que escreveu Leite de Vasconcelos:  

“O local deve ter sido sagrado e, para a santidade do lugar, contribuiu, sem dúvida, a própria forma do monte que, a grande distância, avulta solitário e chama a atenção entre os que o circunvizinham”.
Monsanto igual a Monsanto, quase tantos séculos quantos tem Portugal.



(Continua)
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Nota do editor

Último poste da série de28 de abril de 2018 > Guiné 61/74 - P18574: Os nossos seres, saberes e lazeres (264): De Estremoz para as Termas de S. Pedro do Sul (2) (Mário Beja Santos)

Guiné 61/74 - P18605: Parabéns a você (1431): Joaquim Gomes Soares, ex-1.º Cabo At Inf da CCAÇ 2317 (Guiné, 1968/69)

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Nota do editor

Último poste da série de4 de maio de 2018 > Guiné 61/74 - P18601: Parabéns a você (1430): José Martins Rodrigues, ex-1.º Cabo Aux Enf.º da CART 2716 (Guiné, 1970/72)

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Guiné 61/74 - P18604: Álbum fotográfico de Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69) - Parte XXXI: As minhas estadias por Bissau (iii): 4º trimestre de 1967



Foto nº 4 > Bissau > Dezembro de 1967 > No restaurante Nazareno, com o Furriel Riquito à civil e o Alferes Verde, do BCAÇ 1932. Um jantar de Natal, provavelmente em fins de Dezembro de 67.


Foto nº 26 > Bissau > 23 de dezembro de 1967 > Jantar no Restaurante Nazareno, com toalha regional, bom vinho Aveleda de garrafa redonda...


Foto nº 25 >  Bissau > 23 de dezembro de 1967 > Na varanda exterior do Restaurante Nazareno. [Segundo o nosso camarada Carlos Pinheiro, que conheceu bem Bissau, em 1968/70, o "Nazareno” era restaurante e casa de fados, sendo mais tarde rebaptizada de "Chez Toi"] (*)


Foto nº 11 > Bissau > Dezembro de 1967 > Uma foto na Amura, sendo tirada por outro camarada, com uma outra máquina, igual, e que também era minha. É como se fosse uma foto que agora se chama de "selfie".


Foto nº 13 > Bissau > Novembro de 1967 >Vista parcial da avenida marginal do Porto de Bissau, com o cais e porto, o estuário do rio Geba, as gentes locais. Pouco movimento de viaturas, era um local para apreciar o rio e o movimento de embarques e desembarques das nossas tropas.


Foto nº 23 > Bissau > Novembro de 1967 > Na marginal do porto de Bissau, cais na maré baixa, vazio de água, muro vedação para sentar, muito lixo também.


Foto nº 24 >  Bissau > Novembro de 1967 > Um banho na piscina do QG em Santa Luzia. O calor aperta  [. Início da época seca, que ia até abril.]


Foto nº 29 >  Bissau > Outubro de 1967 > Inauguração de um novo bairro para a população, já construído parcialmente com recurso a materiais mais nobres, como o cimento e terra amassada, coberto com folhas de palmeira. 


Guiné > Bissau > CCS/BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69).


Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2018). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Continuação da publicação do álbum fotográfico do Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69); natural do Porto, vive em Vila do Conde, sendo economista, reformado; tem já meia centena de referências no nosso blogue.


Guiné 1967/69 - Álbum de Temas: T031 – Bissau - Parte 1 > (iii) Out / Dez 1967 > Legendagem (**)


F04 – No restaurante Nazareno, com o Furriel Riquito à civil e o Alferes Verde do BC1932. Um jantar de Natal, provavelmente em fins de Dezembro de 67. Bissau, Dez67.

F11 – Uma foto na Amura, sendo tirada por outro camarada, com uma outra máquina, igual e que também era minha. É como se fosse uma foto que agora se chama de "selfie".  Bissau, Dez67.

F13 > Vista parcial da avenida marginal do Porto de Bissau, com o cais e porto, o estuário do rio Geba, as gentes locais. Pouco movimento de viaturas, era um local para apreciar o rio e o movimento de embarques e desembarques das nossas tropas. Buissau, Nov67.

F23 – Na marginal do porto de Bissau, cais,  na maré baixa, vazio de água, muro vedação para sentar, muito lixo também. Bissau, Nov67.

F24 – Um banho na piscina do QG em Santa Luzia. O calor aperta. Bissau, Nov67.

F25 – Na varanda exterior do Restaurante Nazareno. Bissau, 23Dez67.

F26 - Jantar no Restaurante Nazareno, com toalha regional, bom vinho Aveleda de garrafa redonda, bem gelado, os copos como se pode ver, não são de pé alto, são comuns de água, mas não havia outros. Um dia, estava eu aqui a jantar e fazer as fotos com um tripé, então o empregado distraído dá um toque no tripé e cai tudo, partindo a lente da máquina. Mandei repará-la e teve de ir para o Japão, e demorava uns meses a regressar. Como já não podia passar tanto tempo sem uma máquina, já estava viciado, então comprei uma igual, e mais uma prestação para pagar. Fiquei com as duas até ao fim da comissão, depois acho que alguém se ofereceu para me comprar uma delas e lá foi, hoje não faria isso, até porque tinha as duas, sendo uma com rolo de fotografias a preto e branco, e a outra para slides a cores, que me fizeram falta mais tarde no navio de regresso, pois acabou-se depressa o rolo e não fiz as fotos no navio, na viagem, da chegada a Lisboa, das cerimónias, do encontro com a família, do desfile em Tomar, ficou isso por fotografar, fiquei com pena de não ter pensado antes, porque o dinheiro da venda não me resolveu nada. Vésperas de Natal. Bissau, 23Dez67.

F29 – Inauguração de um novo bairro para a população, já construído parcialmente com recurso a materiais mais nobres, como o cimento e terra amassada, coberto com folhas de palmeira. Bissau, Out67.

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Guiné 61/74 - P18603: Blogpoesia (565): "Sombras nos olhos", "Hora das acácias...", e "O sabor das coisas...", da autoria de J. L. Mendes Gomes, ex-Alf Mil da CCAÇ 728

1. Do nosso camarada Joaquim Luís Mendes Gomes (ex-Alf Mil da CCAÇ 728, Cachil, Catió e Bissau, 1964/66) três belíssimos poemas, da sua autoria, enviados entre outros, durante a semana, ao nosso blogue, que publicamos com prazer:

Sombras nos olhos 

Como as nuvens fazem ao sol, 
As imagens ficam mais pobres 
Quando há sombras no olhar. 
Fica sombrio o pensamento. 
Propício ao entristecer. 
As formas se tornam imperfeitas. 
Se atropelam as ideias. 
As conclusões saem erradas. 
A acção é um desastre. 
Gera choques e atropelos. 
A confusão. 
Fica mais fácil o desentendimento. 
Vem a desordem. 
Morre a paz. 
Se instala a guerra. 
Mais vale a cegueira total. 
Apesar das dependências, 
Onde só reina a inteligência 
E o bem sentir. 
A vontade fica humilde. 
A alma mais reverente. 
Se agradece a entreajuda. 
O respeito gera amizade. 
Desfaz todas as sombras 
E enriquece o coração… 

Ouvindo concerto n.º 1 de Brahms por Hélène Grimaud ao piano
Lindo dia de sol 
Berlim, 29 de Abril de 2018
Jlmg

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Hora das acácias…

Por todos os lados, se revestem os valados dos caminhos, de giestas brancas e amarelas. 
Ficam arbóreas. Pendem de sombra, perfume e cor. 
Fazem o encanto da Primavera, silvestre e rude. 
Esvoaçam os pássaros. Trinados lindos. 
E as borboletas, de cores garridas, parecem flores ou andorinhas. 
Se fazem feiras e romarias. Tudo se vende. 
Tendas de pano. Carroças prenhes. 
Reina a alegria. 
Escorre a vinhaça. Pipas e odres. Das melhores adegas. 
Fervem os tachos. Bolinhos sem espinhas. 
Ó que sabores! 
O bacalhau é rei. 
Pelas alamedas, engalanadas, giram cortejos, 
De novos e velhos. 
Brilham os olhos. 
Canta-se a paz. Reina a harmonia… 

Lindo dia de sol 
Berlim, 30 de Abril de 2018 
6h33m
Jlmg

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O sabor das coisas... 

Há uma lei inscrita em nós: 
- O sabor das coisas é directamente proporcional à sua pequenês e ao quadrado da distância. 
Se agudiza, certeira e viva, 
à medida que a vida passa. 
Transforma a vida num grande lago, 
onde corre uma brisa fresca. 
Onde nos banhamos e mergulhamos em cada dia para revigorar e ganhar coragem. 
Nos surpreendem as mais pequenas no dealbar da infância, 
quando as luzes do universo estavam todas direccionadas para nós. 
Dá tristeza e nos enternece lembrar aquelas mais tristes, também as houve. 
Ó que saudade!... 
Dão-nos o equilíbrio necessário para sempre ter esperança e acreditar. 
A vida é breve mas muito rica. 
O que importa é aproveitá-la... 

Berlim, 2 de Maio de 2018 
6h24m 
lindo dia de sol 
Jlmg
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Nota do editor

Último poste da série de 29 de abril de 2018 > Guiné 61/74 - P18580: Blogpoesia (564): "Depois das cataratas...", "Dos confins dos tempos...", e "Por sebes e veredas...", da autoria de J. L. Mendes Gomes, ex-Alf Mil da CCAÇ 728