quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Guiné 63/74 - P5802: Álbum fotográfico do Júlio Tavares, Sold Cond Auto, CCS / BART 1913 (Catió, 1967/69) (Parte II) (Marisa Tavares / Victor Condeço)

1. Continuação da publicação da mensagem do Victor Condeço, ex-Fur Mil Mec Armamento,  CCS/BART 1913 (Catió, 1967/69), membro da nossa Tabanca Grande, residente em Entroncamento [ foto à esquerda]:

E agora os comentários às fotos que seleccionei  [do álbum fotográfico da Marisa Tavares, filha do nosso camarada Júlio Tavares, 1945-1986, mais conhecido como o Madragoa: era Sold Cond Auto Rodas, estando-lhe distribuída uma GMC, que ia habitualmente à frente, nas colunas logísticas; foi para o Canadá, em 1975, como emigrante, lá nasceu a sua filha Marisa, em 1978; faleceu em 1986, devido a doença prolongada]: 

- A foto do grupo com o estandarte [, à direita,], era o estandarte particular (ronco) do pessoal da secção de transportes Os Desastrados e que tinham por divisa "SOB O PERIGO RODANDO". 

- As fotos (8 ao todo,  já minhas conhecidas), dos prisioneiros do PAIGC, das armas, do helicóptero, do C47 Dakota e dos T6, foram tiradas em Catió, em 25 de Fevereiro de 1968,  por ocasião da Operação Ciclone II que o BCP12/CCP121 e CCP122 realizaram a Cafal/Cafine, tendo por base de operação a pista de Catió e terrenos adjacentes a sul da mesma pista.

Nota, esta operação é profusamente descrita e documentada no livro da colecção Batalhas de Portugal, Guiné 1968 e 1973 Soldados uma vez soldados sempre!, da autoria  do Coronel Pára  Ref Nuno Mira Vaz. 


  
  

  


- Nas fotos da GMC que já foram publicadas , considerando o à-vontade do pessoal, serão com certeza numa qualquer estrada próximo de Catió, Areia, Sua, Quintáfine, Ganjola, Priame, Quibil, Ilhéu de Infanda, o Mário Fitas que me perdoe, mas não me inclino para a estrada de Cufar, a não ser numa zona muito próximo de Priame, que o pessoal não era louco para se aventurar a maior distância.

 








- A GMC carregada de lenha [ acima, à esquerda] está  a fazer descarga na zona da cozinha, nas traseiras do refeitório geral. A viatura Matador [, foto acima, à direita, ] pertencia à companhia de Cufar, mas foi fotografada em Catió onde terá vindo inserida numa coluna.  

- A LDG 101 pode muito bem ter sido (e com toda a certeza foi) fotografada junto do cais de madeira do Porto Exterior de Catió, no rio Cagopere, único sítio onde era costume a abicagem destas lanchas quando se deslocavam a Catió. 

 (Continua)

Fotos: © Marisa Tavares (2010). Direitos reservados

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Nota de L.G.: (*) Vd. postes anteriores:



1 de Fevereiro de 2010 > Guiné 63/74 - P5742: Em busca de ... (115): Camaradas de meu pai, Júlio Marques Tavares, CCS / BART 1913 (Catió, 1967/69) (Marisa Tavares)

Guiné 63/74 - P5801: Memória dos lugares (69): O isolamento de Bedanda (Mário Silva Bravo, ex-Alf Mil Médico da CCAÇ 6, Bedanda, 1971/72)



1. O nosso camarada Mário Silva Bravo (ex-Alf Mil Médico na CCAÇ 6, Bedanda, 1971/72) enviou-nos a seguinte mensagem, em 7 de Fevereiro de 2010:


Camaradas,

Mais uma mensagem com o propósito de descobrir gente (foto 1), que há tantos anos conheci e que gostaria de saber onde estão.

Envio outra foto (2), de Bedanda, com o objectivo de recordar a todos os que vivemos estes momentos, que a vida tem fases de tudo e até de carências e limitações ultrapassáveis.

É claro que com a idade que nós tínhamos, tudo era mais fácil e não provocava grandes males.

Foto 1: GUINÉ > 1971/72 > GRUPO NORTENHO: Da Esquerda para a direita - Lopes (Cozinheiro, de Torre de D.Chama;), Dias (Enfermeiro, de Viana do Castelo); Cripto (Não me lembro do seu nome, nem naturalidade), Nelinho (Atirador, do Porto) e Eu (Médico, do Porto).

O isolamento de Bedanda

Foto 2: GUINÉ > BEDANDA > 1971/72: Abastecimento aéreo.


Por vezes e por dificuldades de circulação via fluvial, era necessário abastecer a CCaç 6, por via aérea, através do lançamento de alimentos (e também correio), usando um avião North Atlas. Na foto, podemos ver dois pára-quedas a atingirem o solo e também um militar a deslocar-se para o ponto de aterrragem dos ditos.

Este modo de abastecimento, tinha como consequência inevitável, uma refeição muito original, frango de estilhaços, que queria dizer só isto:  o frango era lançado sob a forma de congelado e,  ao atingir o solo, partia-se em múltiplos bocados. Não havia outra solução – cozinhá-lo mesmo assim e daí o seu nome, tão elucidativo.

É claro que com alimentos, o pessoal da Força Aérea trazia também o tão esperado correio, que diminuía um pouco a saudade da Metrópole.


Um abraço,
Mário Bravo
Alf Mil Médico da CCAÇ 6

Emblema de colecção: © Carlos Coutinho (2009). Direitos reservados.
Fotos e legendas: © Mário Bravo (2009). Direitos reservados.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Guiné 63/74 - P5800: Convívios (186): IV Encontro dos ex-combatentes da Guiné do Concelho de Matosinhos, dia 6 de Março de 2010 (Carlos Vinhal)

Aproxima-se o dia 6 de Março de 2010, data do IV Encontro dos ex-combatentes da Guiné do Concelho de Matosinhos.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 27 de Fevereiro para:

- António Maria, telem 938 492 478
- Carlos Vinhal, telem 916 032 220
- José Oliveira, telem 917 898 944
e
- Ribeiro Agostinho, telem 969 023 731

Informa-se que este ano nos podemos fazer acompanhar das nossas queridas companheiras, só delas por favor, por questão de logística.

Embora o Encontro seja destinado aos ex-combatentes da Guiné do Concelho de Matosinhos, temos muito prazer em receber qualquer camarada ex-combatente da Guiné, venha ele de onde vier e que connosco queira confraternizar.

Deixamos um convite especial à Tabanca de Matosinhos, um bom exemplo a seguir, porque congrega camaradas dos mais diversos pontos do país.

Estendemos também o nosso convite às novas Tabancas existentes pelo Grande Porto, à Tabanca do Centro e por que não à Tabanca da Lapónia.

É de toda a conveniência que se inscrevam com a maior brevidade possível para se procurar restaurante apropriado ao número de participantes.

Oportunamente será indicado o local de concentração, restaurante escolhido para o almoço e respectivo preço.


Monumental escultura existente nos limites de Matosinhos, fronteira com a cidade do Porto

Em 2009 foi assim. Este ano seremos mais.
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(*) Vd. poste de 14 de Março de 2009 > Guiné 63/74 - P4030: Convívios (100): III Encontro dos ex-combatentes da Guiné do Concelho de Matosinhos, dia 7 de Março de 2008 (Carlos Vinhal)

Guiné 63/74 – P5799: Histórias do Jero (José Eduardo Oliveira) (30): Força Carlos



1. O nosso Camarada José Eduardo Reis de Oliveira (JERO), foi Fur Mil da CCAÇ 675 (Binta, 1964/66) e enviou-nos uma mensagem (a 30ª), com data de 7 de Fevereiro de 2010:


Camaradas,

Tenho andado numa trabalheira do caraças por cauda do meu blogue. Já ultrapassou as 6.000 páginas visitadas.

Em que sarilho o Magalhães Ribeiro me meteu, ao ensinar-me os primeiros “passos bloguísticos”!

Estou agarrado até aos cabelos. Mas confesso que é um "vício bestial”. Já não passo sem isto.

Vejo com frequência o blogue dele e o nosso. O meu é generalista e está andar...

Quem quiser visitá-lo basta clicar duas vezes no seguinte endereço: http://jeroalcoa.blogspot.com

Posto isto segue mais uma "estória" cá do Jero...


FORÇA CARLOS!


Como é normal na vida militar procurei nos primeiros tempos da Guiné, depois da “poeira” assentar, “filhos da terra”…

De Alcobaça não havia ninguém mas havia um “vizinho”.O Carlos Agostinho Vieira, da Batalha, que era o Cabo quarteleiro.

As suas funções tinham a ver o stock de munições, com o bom funcionamento das armas (conservadas com “massa consistente) e, eventualmente, com mais algumas coisas de que já não me lembro.

O Carlos Vieira era um indivíduo muito alto, pouco falador, que caminhava um tanto curvado e com quem não era fácil manter uma relação cordial. Era “fechado” e vivia fechado no “buraco” onde se guardavam armas e munições.

Cada qual é como cada um e o Carlos desempenhava as suas funções a contento. Era um bom Cabo Quarteleiro, que só dava nas vistas por ser um grande calmeirão. E caminhar curvado. E ser calado “comó caraças”…

Até que um dia, melhor dizendo numa noite, deu nas vistas. E não foi pela melhor das razões…

Numa operação que envolvia dois pelotões que saíam do quartel por volta da meia-noite, no máximo silêncio e com ocultação de luzes, apareceu na altura da saída para o mato com um “petromax” aceso para perguntar ao Capitão Tomé Pinto se era preciso mais alguma coisa.

Foi de imediato repreendido e mandado desaparecer, e quando começou a responder que …tinha pensado …o comandante de Companhia disse-lhe logo que ele não estava ali para pensar mas… para cumprir ordens.


A malta da tropa é cruel e a partir daquela madrugada passou a ser conhecido como o “Massa Bruta”. Está-se mesmo a ver porquê…

Também é verdade que, à distância no tempo, me parece que o Carlos Vieira não se importava por aí além com a alcunha “sacana” que lhe calhou…

Regressámos da Guiné em Maio de 1966 e estive alguns anos sem o ver.


Melhor dizendo em vinte e muitos anos encontrei-o 3 ou 4 vezes nas reuniões anuais da malta da Companhia, que fazíamos todos os anos no primeiro domingo de Maio em Lisboa, com concentração frente à Estátua dos Restauradores.


Fixei-me na zona de Alcobaça onde exerci a minha actividade profissional na SPAL durante trinta e muitos anos.

Depois de casar não houve mais tempo para corridas e o trabalho, a vida sedentária e os dotes da minha mulher para a cozinha levaram-me num curto espaço de tempo a um peso que esteve a 3 quilos dos 3 dígitos.

Com pequenas oscilações mantive-me com 97 kgs, por alguns anos, mas por volta dos 35 anos voltei ao desporto por duas razões: - para emagrecer e… para não passar o resto da vida a comer cozidos e grelhados.

Aliás há muita gente do meu tempo que continua a fazer desporto e sacrifícios nas corridas para poder “dar ao dente”. Enfim … espero não ser considerado traidor por estar a revelar este segredo de grande parte dos veteranos das corridas (e caminheiros).

Dos 35 até cerca dos 50 anos fui praticante diário de “jogging”, também conhecido entre os “malucos das corridas” como alta manutenção.

Foram os tempos das meias maratonas da Nazaré. Corri umas dez -nunca desisti - e fiquei sempre entre os primeiros 3 mil concorrentes.

Fazia os 21 quilómetros do percurso entre 1H45 e 2H00, obviamente com muito sacrifício pois correr durante 21.097 metros “não é pêra doce”…

A última meia-maratona que corri foi tão comprida que, depois dos 17 kms, não me lembrava de nada. Corri essa parte final do percurso em “autêntico transe”. Falei nisso ao meu médico que me disse para ter juízo. «Faça caminhadas e deixe-se de corridas». Foi o veredicto que terminou com a minha carreira de meio-maratonista.

Chegou a altura de passar a espectador e há uns dez anos atrás fui (involuntário) protagonista de um facto invulgar que resolvi partilhar agora.

No entanto há ainda que esclarecer os que nunca andaram por este mundo das meias-maratonas que há corredores e… “corredores”. Os que lutam para os primeiros lugares correm cada Km. em cerca de 3 minutos e os outros – os corredores do pelotão – percorrem cada km. em 5 ou 6 minutos.

Quer isto dizer que com meia hora de corrida há corredores que vão nos 10 kms de percurso e outros – como era o meu caso – que apenas tinham percorrido cerca de 5 kms.

Está claro que, à medida que aumentam os kms, aumentam as distâncias entre os mais rápidos e os outros – os lentos ou, também conhecidos na gíria, como “os coxos”-.

A certa altura da Meia-Maratona da Nazaré – que foi a corrida onde se registou o tal “facto invulgar”- era normal os atletas da frente cruzarem-se com os mais atrasados, dado que o percurso da prova era de ida e volta.

Explicando melhor a partida fazia-se da Nazaré (então com uma volta dentro da vila de cerca de 5 kms) ia-se até Famalicão (onde estava um bidão que assinalava o “retorno”) e voltava-se em direcção à Nazaré, onde estava instalada a meta.

Um dos melhores lugares para apreciar a corrida e o esforço dos corredores era (e é) na Quinta Nova. Nesse local os da frente passavam(passam) com cerca de 16,5 kms percorridos e cruzavam(cruzam) com a rapaziada da cauda do pelotão que levava(leva) então cerca de 9,5 kms de prova ainda a caminho do bidão (de Famalicão).

Nesse ano de 1994 ou 1995 “plantei-me” no cruzamento da Quinta Nova para ver a corrida e para incitar especialmente o Carlos Pereira (que trabalhava comigo na SPAL).

É que nesse ano o Carlos Pereira corria para ficar entre os 10 primeiros, pois “valia” então uma hora e sete minutos na distância.

Avistei o grupo de frente – que englobava uns 10 ou 12 corredores - e… lá vinha ele.

Tentei ganhar maior visibilidade no local onde me encontrava, levantei os braços e gritei: - Força Carlos. Força Carlos!

Julgo que nem me viu nem me ouviu.

O esforço é grande e a concentração de quem corre àquele ritmo é enorme.

Mas na altura dos meus gritos de incitamento ouvi uma voz do outro lado da estrada a gritar para mim: - Eh Oliveira!

Olhei de imediato e reconheci a voz e a pessoa.

Era o Carlos Vieira, da Guiné. Era o “Massa Bruta”.





O meu de grito de “Força Carlos”, tinha encontrado eco (n’outro Carlos), que corria no outro lado da estrada, no pelotão dos “coxos” ainda a caminho do bidão de Famalicão.

Fiquei de boca aberta e tão surpreendido como ele. Ou ainda mais.


Vim depois a caminho da meta. Para cumprimentar o Carlos Pereira (o colega da SPAL), que já tinha chegado e obtido a sua melhor classificação de sempre: - o 3º lugar da classificação geral(com 1h06m59s).

Esperei mais um bom bocado mas não consegui localizar o Carlos Vieira, da Batalha e meu camarada dos tempos da Guiné.

São 3.000 atletas na zona de chegada e muita confusão à mistura...

Não podia deixar de pensar naquela coincidência levada da breca.

Três mil indivíduos a correr, sei lá com quantos “Carlos” lá pelo meio e tinha acontecido aquele coincidência extraordinária numa fracção de segundo.

Gritar por um “Carlos”, que via todos os dias e que nem para mim olhou, e responder-me outro “Carlos”, que já não via há uma série de anos.

Qual o cálculo de probabilidades de isto acontecer!?

Não faço a mínima ideia.

Continuo a pensar que este incitamento para “forças” desencontradas acontecerá uma vez na vida.

Mas que aconteceu… aconteceu!

E a fotografia não é montagem. Foi tirada por mim umas fracções de segundo depois do meu grito de incitamento.

E o Carlos da SPAL que me desculpe mas desta vez o “Força Carlos” é mesmo para o meu ex-camarada da Guiné.

Um abraço,
JERO
Fur Mil Enf da CCAÇ 675
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Nota de M.R.:

Vd. último poste desta série em:

Guiné 63/74 - P5798: Agenda cultural (57): Apresentação da História de Portugal Em Sextilhas, dia 26 de Fevereiro em Moreira da Maia (Manuel Maia)

CONVITE




O nosso camarada Manuel Maia (ex-Fur Mil da 2.ª CCAÇ/BCAÇ 4610, Bissum Naga, Cafal Balanta e Cafine, 1972/74), Convida todos os camaradas e amigos a assistirem ao lançamento oficial da sua "História de Portugal Em Sextilhas".

A cerimónia terá lugar nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia no próximo dia 26 de Fevereiro (Sexta-feira) pelas 21,30 horas.

Não houve convites formais pelo que toda a gente está convidada a assistir ao evento.

Para quem não conheça o local, o Quartel dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia fica situado junto à paragem do Metro de Pedras Rubras, linha B (Encarnada) Estádio do Dragão/Póvoa de Varzim.

Escusado será dizer que o nosso poeta Manuel Maia se sentirá honrado com a presença dos seus camaradas e amigos, tal como aconteceu no dia 9 de Dezembro de 2009, aquando do lançamento da primeira edição destinada à tertúlia do nosso Blogue.

Nunca é demais lembrar que o chamado grupo do Cadaval, chefiado pelo camarada Vasco da Gama, no que concerne ao lançamento desta primeira edição, e a Tabanca de Matosinhos no apoio logístico, foram responsáveis por esta obra ter visto a luz do dia*
.

Matosinhos > Restaurante Milho Rei > 9 de Dezembro de 2009 > Apresentação da "História de Portugal Em Sextilhas" à tertúlia > Manuel Maia no uso da palavra.

(Fixação e texto de CV)
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(*) Vd. poste de 10 de Dezembro de 2009 > Guiné 63/74 - P5441: Agenda cultural (50): Apresentação do livro História de Portugal em Sextilhas, de Manuel Maia, na Tabanca de Matosinhos

Vd. último poste da série de 19 de Janeiro de 2010 > Guiné 63/74 - P5676: Agenda cultural (56): Beja Santos e Luís Graça, hoje, às 15h, em Oeiras, em colóquio-debate sobre Fim do Império - Olhares Civis

Guiné 63/74 - P5797: Grupo dos Amigos da Capela de Guileje (11): A recolha de fundos vai continuar... Saldo: 430 € (Manuel Reis / Luís Graça)

Guiné-Bissau > Região de Tombali > Guileje > A Capela,  da CART 1613 (1967/68), renasceu das cinzas, graças ao empenho da população local, da AD do Pepito e do Domingos Fonseca, e da boa vontade de alguns velhos tugas. Data da sua inauguração oficial: 20 de Janeiro de 2010. Guileje volta a ser um local de paz, de fé, de solidariedade, de (re)encontro, de ecumenismo, de esperança... E espero que possamos lá voltar a rezar um dia... Talvez no próximo ano, por que não ?!

Foto: © AD - Acção para o Desenvolvimento (2010). Direitos reservados.


Guiné-Bissau > Região de Tombali > Iemberém > Simpósio Internacional de Guileje > Visita ao sul > 2 de Março de 2008 > Três homens com um ar de felicidade... Ei-los aqui fotografados com um tesouro, a estatueta, em metal, da santa protectora dos Gringos de Guileje, encontrada nas escavações arqueológicas do antigo aquartelamento de Guileje...

Da esquerda para a direita os valorosos representantes da penúltima unidade de quadrícula de Guileje, a CCAÇ 3477 (Nov 1971 / Dez 1972): José Carioca, Abílio Delgado e Sérgio Sousa... Entraram para a nossa Tabanca Grande em Maio de 2008 (*)... O Zé Carioca é actor de teatro (amador) e  vive em Cascais, tendo mostrado interesse em projectos de cooperação com a Guiné-Bissau. O Abílio Delgado era, na altura, o mais jovem capitão miliciano no TO da Guiné. Vive na Ericeira. De nenhum deles (e muito menos ainda do Sérgio Sousa) tenho tido notícias... Outro Gringo de Guileje que me vem à cabeça é o Amaro Samúdio,  que conheci em Matosinhos: foi o primeiro Gringo a chegar até nós. Também não tenho sabido dele nos últimos tempos. Foi graças ao Samúdio que os Gringos se Guileje se reuniram pela primeira vez (em 2008). A maior parte do pessoal da companhia era de origem açoriana.

 Foto: © Luís Graça (2008). Direitos reservados.


Guiné > Região de Tombali > Guileje > CCAÇ 3477 (1971/77) > Oráculo, com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e do Santo Cristo dos Milagres... Na imagem, o Amaro Munhoz Samúdio, ex-1º cabo enfermeiro, está a pegar ao colo um bébé chimpazé que ele comprou a um caçador local por 500 pesos...Na foto pode ler-se ainda a oração em verso: "Santo Cristo dos Milagres / Nesta capelinha oramos / Para sempre sorte dares / Aos Gringos Açorianos".

Esta lápide assim como a estatueta e diversos outros objectos de uso corrente, foram encontrados por ocasião das escavações arqueológicas... Associado aos trabalhos de  capela e ao núcleo museológico de Guileje, fica também doravante o nome do Domingos Fonseca, engenheiro técnico agrícola, quadro da AD, e o grande arqueólogo de Guileje. Peças como esta estatueta da Nossa Senhora  forem encontradas por ele.

Segundo amável informação do Samúdio, o monumento foi contruido pelos Gringos e inaugurado pelo então Ministro da Defesa Nacional, general Sá Rebelo e também pelo então governador, general Spínola, em 12 de Junho de 1972.

Foto: © Amaro Samúdio (2006). Direitos reservados.



Guiné-Bissau > Região de Tombali > Guileje > Março de 2006 >  Um elemento da equipa de detecção e  levantamento de minas e outros engenhos explosivos


Guiné-Bissau > Região de Tombali > Guileje > Novembro de 2004 > Aspecto da antiga porta de armas do quartel...



Guiné-Bissau > Região de Tombali > Guileje > Dezembro de 2005 > Foto de elementos da população local  envolvida na desmatação do antigo aquartelamento e suas imediações


Guiné-Bissau > Região de Tombali > Guileje > Novembro de 2005  > Sinalética  usada para identificar as diferentes instalações do antigo aquartelamento




Guiné-Bissau > Região de Tombali > Guileje > Janeiro de 2006  > Restos da capela, incluindo a lápide original, mandada fazer pelo Zé Neto...

 Foto: © AD - Acção para o Desenvolvimento (2010). Direitos reservados.


Guiné-Bissau > Região de Tombali > Guileje > Restos do oráculo ao Santo Cristo dos Milagres

 Foto: © Xico Allen (2005). Direitos reservados.


1. O Manuel Reis, nosso prezado camarada, professor do ensino secundário, reformado, ex-Alf Mil da CCAV 8350, a última unidade de quadrícula de Guileje  (1972/73), enviou-nos a lista  dos donativos recolhidos até agora, no âmbito da campanha do nosso blogue a favor da reconstrução e manutenção da capela de Guileje. O dinheiro, que tem sido depositado numa conta da Caixa Geral de Depósitos, Agência de Ílhavo, em nome do Manuel Reis, será oportunamente transferido para a AD - Acção para o Desenvolvimento, com sede em Bissau, a ONG que liderou este projecto.


O dinheiro até recolhido foi de € 430 (quatrocentos e trinta euros), o equivalente a pouco mais do que um euro por cada membro da nossa Tabanca Grande (4 centenas). Mas até aqui as estatísticas (neste caso a média aritmética) são enganadores: esssas contribuições são apenas de 7 camaradas nossos, que passam a figurar na lista do Grupo dos Amigos da Capela de Guileje... São eles o Amílcar Ventura, o António Graça de Abreu , o Coutinho e Lima, o Hélder de Sousa, o João Seabra e o Luís Graça, que se vêm juntar aos os primeiros registados, Patrício Ribeiro, António Cunha, Manuel Reis e António Camilo (**)

A estes dez temos que juntar, por um questão de elementar justiça,  os dois elementos da AD que de alma e coração levaram este projecto até ao fim, o Pepito e o Domingos Fonseca, também eles membros da nossa Tabanca Grande.  E, naturalmente a Júlia Neto, viúva do Zé Neto, o pai espiritual e material da capela, contruída no tempo da CART 1613 (1967/68) e depois completamente destruída, com a retirada de Guileje em 22 de Maio de 1973... Há sempre o risco de, involuntariamente, esquecer alguém... Fazemos questão de mencionar aqui o nome do Paulo Santiago por intermédio de quem se conseguiu arranjar o crucifixo, em madeira... Também ele pode e deve ostentar o título de Amigo da Capela de Guileje...



Guiné-Bissau > Região de Tombali  > Guileje > 1 de Março de 2008 > Visita ao sul, no âmbito do Simpósio Internacional de Guiledje (1-7 de Março ded 2008) > Restos de granadas de obus 14, recuperadas durante as escavações do antigo aquartelamento. Hoje Guileje é um local de paz e de (re)encontro.

 Foto: ©  Luís Graça (2008). Direitos reservados.


A campanha de angariação de fundos vai-se manter, apesar da capela já ter sido recentemente inaugurada (***), de modo a permitir ainda,  a eventuais retardatários,  dar a sua (e aumentar a nossa) contribuição (material e simbólica) para esta causa.

Guileje é hoje um ponto de paz e de (re)encontro de homens que no passado se bateram, de armas na mão, sob bandeiras diferentes. A própria ideia da constituição de um  Grupo de Amigos da Capela de Guileje tem, por certo,  um certo simbolismo.

Pagamento por multibanco: NIB: 003503720000835570006

Pagamento por transferência Bancária: Conta nº: 0372008355700 da Caixa Geral de Depósitos de Ílhavo, em nome de Manuel Augusto Ferreira Reis.

A todos os nossos camaradas, contribuintes (em géneros e/ou em espécie), independentemente da sua ligação efectiva (e afectiva) a  Guileje, o nosso muito obrigado. Manuel Reis & Luís Graça.

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Notas de L.G.:

(*) Vd. poste de 6 de Maio de 2008 > Guiné 63/74 - P2815: Tabanca Grande (67): Os Gringos de Guileje: Abílio Delgado, Zé Carioca e Sérgio Sousa (CCAÇ 3477, Nov 1971/ Dez 1972)


(**) Vd. postes de:

7 de Janeiro de 2010 > Guiné 63/74 - P5603: Grupo dos Amigos da Capela de Guileje (10): Recolha de fundos para ajudar a reconstrução (Manuel Reis / Luís Graça)

30 de Dezembro de 2009 > Guiné 63/74 - P5567: Grupo dos Amigos da Capela de Guileje (9): Reconstrução, quase pronta, da capelinha de Guileje, terra de fé e de coragem, nas palavras do saudoso Zé Neto (CART 1613, 1967/68)

16 de Junho de 2009 > Guiné 63/74 - P4534: Grupo dos Amigos da Capela de Guileje (2): António Camilo oferece 300 sacos de cimento e 150 litros de tinta

6 de Junho de 2009 > Guiné 64/74 - P4469: Grupo dos Amigos da Capela de Guileje (1): Já temos três: Patrício Ribeiro, António Cunha e Manuel Reis

(***) Vd. poste de 29 de Janeiro de 2010 > Guiné 63/74 - P5726: Núcleo Museológico Memória de Guiledje (10): A inauguração da capela, em 20 de Janeiro, na presença do embaixador de Portugal (Pepito)

Guiné 63/74 – P5796: Histórias do Eduardo Campos (8): CCAÇ 4540, 1972/74 - Somos um caso sério (Parte 8): Nhacra 3


1. O nosso camarada Eduardo Ferreira Campos, ex-1º Cabo Trms da CCAÇ 4540, Cumeré, Bigene, Cadique, Cufar e Nhacra, 1972/74, dando continuidade às suas histórias da Companhia, iniciadas nos postes P5711 e P5729, enviou-nos a 8ª fracção e 4 documentos históricos do seu vasto arquivo pessoal:

CCAÇ 4540 – 72/74
"SOMOS UM CASO SÉRIO"

PARTE 8

NHACRA 3

Como nada de importante se passava em Nhacra, os dias eram passados de uma forma totalmente diferente das Matas do Cantanhez, e, acreditem que por vezes, surgiam-nos as saudades. A vida era tornava-se demasiado sedentária.

As alternativas encontradas, para fugir à rotina, eram as idas a Bissau, e, já que a alimentação nunca foi algo digno desse nome em Nhacra, aproveitava estas saídas para ir ao Pelicano, à Churrascaria de Santa Luzia, ao Bento, etc. Assim, evitava que a “dieta” que me tinha sido imposta, fosse levada muito a sério.

Por falar de alimentação, enquanto no Cantanhez suportamos tudo, por vezes até com um sorriso, em Nhacra as coisas eram diferentes. O pessoal ficou mais rebelde e negou-se a comer duas vezes (2 levantamentos de rancho). Um dos quais teve como resultado, que passadas duas horas do início do levantamento, estávamos a comer um bacalhau cozido com batatas, que parecia ter sido confeccionado no Hotel Hilton.

Embora não estivesse de oficial de dia nessa data, foi o nosso camarada e amigo tabanqueiro Vasco Ferreira (ex-Alferes da CAÇ 4540), que resolveu o problema.

A dificuldade em adquirir gado bovino (como já disse no poste anterior, o povo por motivos religiosos e tradicionais não o vendia), dava origem a que, um grupo de camaradas acompanhado de um especialista em ”ginecologia”, fossem às tabancas, de madrugada, á procura de gado. Então o nosso “especialista” apalpava… apalpava e, não estando prenha a vaca, toca a roubá-la.

Logicamente, o dono da rês vinha atrás deles a gritar e a chorar, mas não havia nada a fazer. Chegados ao aquartelamento, acabavam por fazer negócio e diziam que lhe pagavam um preço justo.

A minha eterna dúvida, nestes negócios forçados, é: “Mas que raio de preço justo era esse, se o homem não queria vender o animal!?”

A minha curiosidade sobre o desenvolvimento destas operações, levou-me a que, um belo dia, os acompanhasse para ver como decorria a captura da vaca seleccionada.

Nesse dia, logo por azar, o “ginecologista” improvisado enganou-se e trouxe mesmo uma vaca prenha. Foi remédio santo para mim, nunca mais comi carne bovina até ao fim da comissão.

A partir de determinada altura, mesmo cabritos, galinhas e porcos os nativos resistiam em vender. Aqui chegados, um camarada das transmissões, inventou uma fórmula original, na época, para roubar galinhas, que constava do seguinte: Um fio de pesca com vários anzóis, onde colocava uns grãos de milho. Depois pela tabanca fora ia espalhando mais alguns grãos de milho pelo chão. As galinhas vinham por ali adiante a comer os grãos e acabavam, quase sempre, por engolir um dos anzóis. Quando o tal camarada via que a bicha tinha caído na esparrela, saía rapidamente da tabanca com a “vítima” atrás dele.

DOCUMENTOS HISTÓRICOS DE COLECÇÃO

A história também se faz de notícias, pelo que, hoje, seleccionei 4 peças do meu arquivo pessoal, para publicação, relacionadas principalmente com a Guiné e a Guerra do Ultramar, que nos chegam com 37 anos de idade.





Um abraço Amigo,
Eduardo Campos
1º Cabo Telegrafista da CCAÇ 4540

Fotos: © Eduardo Campos (2009). Direitos reservados.
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Notas de M.R.:

Vd. último poste desta série em:

Guiné 63/74 - P5795: Parabéns a você (78): José Brás, ex-Fur Mil da CCAÇ 1622, Aldeia Formosa e Mejo, 1966/68 (Editores)

1. Hoje dia 10 de Fevereiro de 2010, está de parabéns o nosso camarada José Brás* que foi Furriel Miliciano na CCAÇ 1622, Aldeia Formosa e Mejo, nos anos de 1966/68).

Não podia a tertúlia deixar de vir desejar-lhe um feliz dia de aniversário, pleno de saúde e alegria, junto dos seus familiares e amigos.

Desejamos ao nosso camarada Brás uma longa vida para podermos, todos nós, comemorar esta data muitas vezes.



Postal alusivo à data comemorativa, de autoria de Miguel Pessoa


José Brás que muitos de nós têm o prazer de conhecer pessoalmente, vive no Alentejo, mais propriamente na bonita cidade de Montemor-o-Novo. É autor do romance "Vindimas no Capim", Prémio de Revelação de Ficção de 1986, da Associação Portuguesa de Escritores e do Instituto Português do Livro e da Leitura, assim como de poemas, alguns dos quais publicados no nosso Blogue.

Gosta de argumentar, e fá-lo como poucos, mesmo quando os temas são fracturantes e levam a diálogos intensos. Mantém sempre um elevado nível de cordialidade e respeito pelas divergências do opositor de ocasião. Tive o prazer de o ter como companheiro de mesa no último Encontro em Ortigosa, pena foi que não pudessemos conversar mais, mas o ambiente não era o melhor. Algum burburinho e muitas solicitações a ambos, que interrompiam sistematicamente os diálogos.

O nosso camarada Brás tem colaborado intensamente no nosso Blogue. Uma série a destacar, "Vindimas e Vindimados", baseado no seu livro "Vindimas no Capim", infelizmente interrompida há muito tempo. O último poste, 4696, data de 16 de Julho de 2009, pelo que desde já lhe lanço um apelo para que retome a publicação dos textos desta série.

Navegando pelo Blogue, consegui encontrar 33 postes deste nosso camarada que aconselho a ler. Desde histórias, poesia, argumentação, de tudo se pode encontrar, com qualidade garantida.


Entretanto, apreciem esta não poesia, na pespectiva de José Brás, seu autor

Anéis

Dedos apontados à secura da terra
acusavam-lhe a falência genética
do seu ventre parideiro
de diamantes, de minas
e de morte

olhos vitri-fixos diziam
mundos-nada-amargura
saudade já
de outros eu
fantasmas-frustração
coval marcado no espaço sideral

bocas-protesto-quase-renúncia
gritavam imagens-desejo
de um encéfalo criador
de novos cosmos

e seios negros-flácidos-lacerados
eram a denúncia-prova
de cordões umbilicais
que ligam ainda
o símio-escravo-jeová
à terra-mãe


ARCAS

Do Homem
guarda
o silex
o gesto

e nas marcas do sangue
se guardam
as ânsias
de infinito


Espantosa Visão

Corriam os olhos
na imagem
de um desfiladeiro de pedra
cinzenta
e os gritos colados
nas asas
de pássaros dourados
rasando os tufos
raros
de verde azeitona
impunham
na paisagem vazia
um pesado irreal
e a solidez
do alerta.


Pressa

Urgente
seria
que as palavras
cruzassem
o espaço
(fechado)
da memória
e no seu eco
se rompessem
as cadeias
do tempo
e do sangue
na terra da morte
e dos olhos
parados


Memória de fogo

Eruptiva terra
vermelha e retorcida
vulva aberta
múltipla
e imprevista
teu quente orgasmo
da periódica
orgia vem
arrefecendo
solidifica
em ferro
e flores
nos corpos
de crianças
fardadas



O nosso aniversariante dirigiu-se ao nosso Blogue pela primeira vez em 27 de Janeiro de 2009. Relembremos as suas palavras:

Caro Luís Graça
Enviei a 19.01.09 (ou penso que enviei) o texto abaixo junto com carta aberta a J. Mexia Alves sobre intervenção sua e editada no blogue acerca da chamada “batalha de Guilege”.

Acompanhavam tal texto duas fotos, uma antiga e outra actual, forma que julgo suficiente para ser considerado um novo “camarada” da Tabanca Grande.

Entretanto novos textos foram aparecendo sobre o mesmo tema, uns, como o de JMA, deambulando por caminhos de análise puramente militar e hipermetrópica, própria do contrário da história, outras que, como eu, não negando a análise militar (tudo é analisável), não arredam a parte mais interessante da visão universal do direito dos seres humanos a disporem da sua vida e da sua liberdade num mundo que sempre se sonha melhor no futuro.

Estive com alguns problemas no meu computador e, no exemplo do que aconteceu com outras mensagens para outros destinatários, temo que não tenha chegado ao teu correio o texto que refiro acima como enviado.

Indicia tal situação o facto de não lhe ter visto mais qualquer referência no blogue, nem ter recebido eu a acusação da recepção.

Desse modo o reenvio agora com um abraço de cumplicidade a todos os que mantém o interesse na discussão plural e aberta sobre uma página da nossa história que, como todas as histórias, individuais ou colectivas, não se fazem apenas de glórias e heroísmos mas também de muitas misérias e cobardias.

José Brás


Ortigosa, 2009 > Conversa animada de Mexia Alves e José Brás com...

Ortigosa 2009 > Vasco da Gama e José Brás

Ortigosa 2009 > José Brás e José Rocha
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Notas de CV:

(*) Para encontrar os postes de José Brás, recorrer aos marcadores "José Brás" e "Vindimas e Vindimados"

Vd. último poste da série de 6 de Fevereiro de 2010 > Guiné 63/74 - P5773: Parabéns a você (77): José Belo, se o calor da nossa amizade chegasse a Kiruna, a tua Lapónia era o Alqueva (Os Editores)