domingo, 18 de maio de 2008

Guiné 63/74 - P2858: O Nosso III Encontro Nacional, Monte Real, 17 de Maio de 2008 (5): Mais caras e corações...

O IIIº Encontro da Tertúlia

Imagens (II)

17 de Maio 2008
Em Monte Real
Fotos e legendas: © Virgínio Briote (2008). Direitos reservados.




Aqui ainda estávamos no início... dava-se um jeito ao micro...os casacos já estavam nas cadeiras... Ainda não eram 13h mas a fome já apertava...



Aproveitava-se para se pôr a conversa em dia... que um camarada da Guiné tem conversa para dar e vender




Só nesta mesa estão dois antigos Cmts do 52 (Pel Caç Nat), o Henrique Matos e o M Beja Santos. O Paulo Santiago (Cmdt do Pel Caç Nat 53) parece aguardar que o Vítor Junqueira tire o casaco...


O Rui Ferreira, o Mário Fitas e outro Camarada (que, estou certo, me vai desculpar não me recordar agora o nome... Ah!, já sei, o Julião, que costuma acompanhar o Carlos Santos, o Rui e o Victor Barata, ex-FAP, que desta vez não pôde vir).




O Mário Fitas, o António Batista e o Vacas de Carvalho, o Joaquim Almeida e o neto, (ambos de Matosinhos. Estará o Mário Fitas a pensar em escrever outro livro? À sua direita, o Julião, fumando o seu cachimbo...


Então, a vitela estava tenrinha, deve estar a perguntar à mesa o Mexia Alves, com o Paulo Santiago ao lado. Sentado, de frente, o Delfim Rodrigues (um conhecedor da cultura dos Felupes), que passou a comissão entre Suzana e Varela.


Cá fora, que lá dentro a tentação das mesas era muita, a Tertúlia desfazia-se em grupos. O França Soares, de óculos na testa deve estar a recordar a CCAÇ 3305/BCAÇ 3832 e os tempos que passou em Mansoa, entre 1971/73. O seu parceiro de conversa é o ex-Cap Mil Jorge Picado, que veio de Ílhavo.


O Helder Sousa, em 1º plano, e o Beja Santos (preocupado com as correcções para o seu Diário da Guiné II ?) entre o Graça de Abreu e o Raúl Albino.


O Vítor Junqueira, sorridente... A seu aldo, de pé, mais um fotógrafo, o José Armando Almeida, de Albergaria a Velha (esteve em Bambadinca, na CCS / BART 2917, 1970/72, onde Fur Mil Trms).


As nossas Mulheres..no meio da guerra...


A Guiné, uma cruz que temos que carregar connosco até ao fim das nossas vidas... Não ouvi, mas não me admirava que alguma o tivesse dito...


Então Rui, e esses ossos, parece perguntar o Luís ao Rui Ferreira, tenente-coronel na situação de reforma, autor do livro de memórias Rumo a Fulacunda... (Outros estão na forja).

O Paulo Santiago, o Mário Beja Santos, o Vítor Junqueira...
E foi assim que a minha espécie de máquina viu o nosso III Encontro Nacional.
vb.

Guiné 63/74 - P2857: O Nosso III Encontro Nacional, Monte Real, 17 de Maio de 2008 (4): Mais caras e corações...

O IIIº Encontro da Tertúlia

Imagens (I)

17 de Maio 2008
Em Monte Real
Fotos e legendas: © Virgínio Briote (2008). Direitos reservados





Quinta do Paul, nma Ortigosa, perto das termas de Monte Real: entrada para o restaurante. Um local sossegado, muito espaço, bons acessos e boa comida.


O Luís Graça abre o III Encontro. Ao seu lado, os organizadores do Convívio, os incansáveis Joaquim Mexia Alves e o Carlos Vinhal.

O Álvaro Basto, com o Carlos Vinhal ao lado, apresenta o homem do Quirafo, o António Batista, que foi muito acarinhado por todos.


Feliz por tudo se estar encaminhar no bom sentido, o nosso "morto-vivo" apresenta-se à Tertúlia. No final da breve exposição, o Batista foi saudado com uma grande salva de palmas.



Chegou a vez ao Coronel Coutinho e Lima, presente pela 1ª vez nos nossos Encontros.



À porta (que a lei do tabaco também se aplica às cachimbadas), o Jorge Cabral, o celebrado autor das estórias cabralianas, não perde uma palavra dos novos participantes. Em primeiro palno, de costas, o Torcato Mendonça.

O David Guimarães e o Vacas de Carvalho, a combinarem os acordes para o fado da Guiné...



... enquanto o António Graça de Abreu aproveita para uma dedicatória no seu Diário da Guiné, Lama, Sangue e Água Pura (que já saiu em 2007 e que se está a vender bem).



O Carlos Vinhal faz contas, não à vida, mas aos Comes & Bebes...


O José Teixeira punha a conversa em dia com um Camarada, que apareceu pela primeira vez, nos nossos encontros: o Jaime Machado, também de Matosinhos... O Jaime esteve em Bambadinca, entre 1968 e 1970, à frente do Pel Rec Daimler 2046... A seguir é que veio o J. L. Vacas de Carvalho, que comandou o Pel Rec Daimler 2206 (1970/71)...




Era preciso mexer as pernas. Dois Carlos, o Vinhal e o Marques dos Santos e um Fernando, o Franco, todos em excelente forma física como se pode ver.

À provável pergunta do Torcato, para quando a saída de o Diário da Guiné, Parte II, o Mário Beja Santos parece responder: lá para meados de Novembro, e vamos ter festa de arromba...

Continua. vb.

Guiné 63/74 - P2856: O Nosso III Encontro Nacional, Monte Real, 17 de Maio de 2008 (3): Quem vê caras, (também) vê corações

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > Um convidado especial, que veio de Matosinhos, trazido pelo Álvaro Basto: o nosso tertuliano António Batista da Silva, a quem chamamos, com ternura, o morto-vivo do Quirafo... Pareceu-me um homem precocemente envelhecido. A verdade é que a Pátria lhe foi mais do que madrasta, uma megera...

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > Um outro tertuliano, entrado recentemente: o Cor Art Ref Coutinho e Lima, que está a escrever um livro sobre a sua decisão de retirar as NT e a população civil de Guileje, em 22 de Maio de 1973... É aqui abraçado pelo ex-Fur Mil Op Esp J. Casimiro Carvalho, da CCAV 8350, que agradece em seu nome pessoal e da sua família ao então major, comandante do COP5, a decisão de abandonar Guileje, decisão essa que terá salvo a vida a muita gente... Recorde-se que o Casimiro Carvalho teve um comportamento heróico na defesa de Gadamael, para onde se refugiaram as NT e a população civil vindos de Guileje...

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > Idálio Reis, o homem-toupeira e o herói de Gandembel CCAÇ 2317, 1968/69), trocando impressões com o nosso anfitrião, o calmeirão do Joaquim Mexia Alves...

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > Um novo membro da nossa Tabanca Grande, Francisco Silva, com a esposa... Esteve connosco recentemente na Guiné-Bissau, por ocasião do Simpósio Internacional de Guileje (1 a 7 de Março de 2008). É ortopedista, nascido na Madeira, e trabalha no Hospital Amadora-Sintra. Antes de ser médico, foi pára-quedista, esteve por pouco na CART 3492 (Xitole / Ponte dos Fulas), tendo depois ingressado no Pel Caç Nat 51 (Jumbembém, no norte, junto à fronteira com o Senegal), onde foi subsituir o comandante, morto em plena parada por um dos seus soldados... Uma história, triste e exemplar, que ele irá em breve aqui contar... Pelo menos, prometeu-me.

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > Dois recentes tertulianos, da direita para a esquerda: o José Manuel Lopes, da Régua, que trouxe com ele, além da esposa, Maria Luísa Valente, o vinho que ambos produzem e que é um vinho ganahador, um vinho que nos consolou o corpo e a alma, o Pedro Milhanos, Tinto, Reserva 2005, DOC Douro; a seu lado, o António Manuel Sucena Rodrigues (que veio de Oliveira do Bairro, acompanhado da esposa, Rosa Maria): foi Ful Mil Inf na CCAÇ 12, no período final da guerra (1972/74). Voltou já depois do 25 de Abril, em Agosto, se não me engano. Contou-me as peripécias que foi a ida da CCAÇ 12 para o Xime e a também as conversações entre a malta da CCAÇ 12, da CCAÇ 21 (comandada pelo Cap Comando Jamanca, que seria mais tarde fuzilado, em Madina Colhido) e o PAIGC, na zona leste.

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > O Raul Albino que só pôde almoçar connosco, já que teve de regressar a casa por motivo de morte (já esperada) de uma velha tia que vivia num lar, e que decidiu morrer neste sábado... Acabou por levar com ele, no regresso a Lisboa, O Mário Beja Santos (que tinha uma festa de família), bem como o Maurío Esparteiro (tanto ele, como o Raul, pertenciam à CCAÇ 2402/BCAÇ 2851, , Mansabá e Olossato, 1968/70). Ainda tive tempo de trocar com ele impressões sobre o futuro do blogue e da nossa tertúlia. É um bnom camarada, com experiência informática, já que foi um colaborador da IBM. Está, além disso, a editar o segundo livro sobre a história da sua companhia.

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > O Mário Fitas, ou melhor, Mário Vicente, o aclamado criador da Pami Na Dondo, a guerrilheira... Recorde-se que ele foi Fur Mil Op Esp da CCAÇ 763, os Lassas de Cufar (1965/66). É natural de Elvas e ainda tem muitas histórias para contar. O pai e o avô viveram, intensamente, as repercussões da guerra civil espanhola, ali às portas de casa. Como qualquer bom alentejano, o Mário é um excelente contador de histórias.

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > O Coronel, ainda no activo, Pereira da Costa, e a esposa (que, muito sensibilizada, nos disse ter muitas e boas recordações da Guiné; desafiei-a a partilhar essa experiência connosco, no nosso blogue).


Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > Na mesa das senhoras, a Maria Fernanda Abreu (esposa do Antero Santos) e a Graciela Santos (esposa do António Santos, que estava desolado por não encontrar ninguém dos Morteiros, nem do Gabu....)

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > Na mesa das senhoras, ds esquerda para a direita: a Zélia Neno (esposa do Xico Allen, e que eu gostei de rever), e Delinda Lobo (esposa do Silvério Lobo)... Tanto o Silvério como o Xico Allen foram dois bons companheiros de aventura na viagem recente à Guiné-Bissau...


Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > Ainda na mesa das senhoras, a Maria Alice (esposa do Luís Graça), tendo à sua esquerda a Isabel Coutinho.


Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > O Victor Vaz, ex-Fur Mil Vagomestre da CCAÇ 12 (1971/72), a meio, entre o Vitor Junqueira (que é médico e que organizou o ano passado o nosso II Encontro Nacioanl em Pombal, tendo apanhado recentemente um susto, de saúde, na Argentina aonde se deslocou em viagem de lazer e turismo), e o nosso sinólogo, tradutor e poeta António Graça de Abreu, autor de Diário da Guiné, publicado em 2007, pela Guerra e Paz Editores (Recorde-se que o nosso Graça de Abreu foi alferes miliciano no CAOP1 (Teixeira Pinto, Mansoa e Cufar, 1972/74).


Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > Da direita para a esquerda, sem qualquer conotação político-ideológica: Vitor Junqueira, Paulo Santiago, Mário Beja Santos e Henrique Matos. Em cima da mesa, duas garrafas do Pedro Milhanos, já vazias... E ainda estavamos nas entradas...

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria > 17 de Maio de 2008 > III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia > O dono do medalhado Pedro Milhanos (Tinto, Reserva 2005, Doc Douro), o José Manuel Lopes, à direita, falando com o Carlos Vinhal, no meio, e o Torcato Mendonça, à esquerda.

Fotos e legendas: © Luís Graça (2008). Direitos reservados.


Continua
______


Notas de L.G.

(1) Vd. postes anteriores desta série:


18 de Maio de 2008 > Guiné 63/74 - P2854: O nosso III Encontro Nacional, Monte Real, 17 de Maio de 2008 (1): Foi bonita a festa, Joaquim e Carlos: Obrigados!

18 de Maio de 2008 > Guiné 63/74 - P2855: O Nosso III Encontro Nacional, Monte Real, 17 de Maio de 2008 (2): A estreia mundial do Fado da Guiné

Guiné 63/74 - P2855: O Nosso III Encontro Nacional, Monte Real, 17 de Maio de 2008 (2): A estreia mundial do Fado da Guiné

III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia: Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria, 17 de Maio de 2008. Um dos momentos do nosso convívio: a estreia (mundial!) estreia mundial do Fado da Guiné (Letra: Joaquim Mexia Alves / Música: Pedro Rodrigues (Fado Primavera) (com a devida vénia). Acompanhamento à viola: J. L. Vacas de Carvalho, David Guimarães e Álvaro Basto.

Vídeo (3' 23''): © Luís Graça (2008). Direitos reservados. Vídeo alojado em: You Tube >Nhabijoes


Fado da Guiné

Letra (original): © Joaquim Mexia Alves (2007)

Música: Pedro Rodrigues (Fado Primavera)


Lembras-te bem daquele dia
Enquanto o barco partia
E tu morrias no cais.

Braço dado com a morte,
Enfrentavas tua sorte,
Abafando os teus ais.
(bis)

Dobrado o Equador,
Ficou para trás o amor
Que então em ti vivia.

Da vida tens outra margem
Onde o medo é coragem
E a noite se quer dia.
(bis)

Aqui estás mais uma vez,
Forte, leal, português,
Sempre de cabeça erguida.

Não te deixas esquecer,
Nem aos que viste morrer
Nessa guerra em tempos ida.
(bis)

Que o suor do teu valor
Que vai abafando a dor
Que te faz manter de pé,

Seja massa e fermento
Desse nobre sentimento
Que nutres pela Guiné.
(bis)

Joaquim Mexia Alves
Monte Real,
18 de Agosto de 2007



Guiné 63/74 - P2854: O nosso III Encontro Nacional, Monte Real, 17 de Maio de 2008 (1): Foi bonita a festa, Joaquim e Carlos: Obrigados!

Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, Leiria. 17 de Maio de 2008. Com mais de 90 participantes, realizou-se o III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia, numa organização impecável do duo Joaquim Mexia Alves/Carlos Vinhal...
Os/as amigos/as e camaradas da Guiné, que fazem parte da nossa tertúlia, começaram a chegar a meio da manhã, vindo de sítios tão distantes como a Régua (José Manuel Lopes e Maria Luísa Valente, que nos brindaram com o seu magnífico Vinho Tinto DOC Douro, Reserva, 2005, Pedro Milhanos) ou Olhão (Henrique Matos, o 1º Comandante do Pel Caç Nat 52, 1966/68). Tivemos caras novas como o António Batista da Silva, o nosso morto-vivo do Quirafo, trazido pela mão do Álvaro Basto e a malta da minitertúlia de Matosinhos (que estava em força...) até ao Coutinho e Lima, e a sua simpática esposa, Isabel (Lisboa)...
Depois do almoço, e a meio da tarde seguiu-se um tocante momento poético-musical, que começou com o selvagem grito do Ranger... Desta vez, falharam pelo menos dois rangers da nossa tertúlia, que não puderam comparecer, com muita pena deles e nossa, o Fernando Chapouto e o Humberto Reis. Eles têm sido habitués destas lides. O Chapouto e O Reis estiveram nos dois encontros anteriores (Ameira, Montemor o Novo, 2006; Pombal, 2007). Os que aparecerem no vídeo, são por ordem da esquerda para a direita: Idálio Reis (Cantanhede), João Rocha (Porto), Joaquim Mexia Alves, J. Casimiro Carvalho (Maia) e E. Magalhães Ribeiro (Matosinhos).
Faltaram ainda o João Parreira e o António Pimentel que estiveram em Pombal... Faltou o Santos Oliveira... Não sei ao certo quantos rangers é que estão registados na nossa Tabanca Grande... O Santos Oliveita mandou-me uma mensagem, pelo telemóvel, a dizer-me que não poderia estar connosco, com muita pena dele. (LG).
Vídeo (1' 18''): © Luís Graça (2008). Direitos reservados. Vídeo alojado em: You Tube >Nhabijoes

Continua (LG)

Guiné 63/74 - P2853: Foi com pena minha que não pude estar presente no Encontro da Tertúlia (Juvenal Amado)

Guiné > Zona Leste > Galomaro > BCAÇ 3872 (1971/74) > Quartel de Galomaro

Guiné > Zona Leste > Galomaro > BCAÇ 3872 (1971/74) > Lista dos mortos

Fotos: © Juvenal Amado (2008). Direitos reservados.
1. Mensagem de Juvenal Amado (1), com data de ontem:


Caros Carlos Vinhal, Virgilio Briote, Luis Graça e restante Tabanca Grande:

Foi com grande pena minha que não pude deslocar-me ao encontro da Tertúlia. Faço votos para que tudo tenha corrido bem. Estou ansioso por ver o encontro da Tertúlia, publicado no blogue.

Aproveito para enviar uma foto do quartel de Galomaro e uma primeira listagem dos mortos do BCAÇ 3872. Estas duas Fotos foram-me enviadas, pelo meu camarada Alcídio Guerreiro Amaro Vilhena, mais conhecido por Aljustrel que abracei após 31 anos.

Aproveito para fazer menção dos nomes dos três camaradas, que morreram no ataque a Cancolim, no dia 2 de Março de 1972 (O Morteiro no Meio da Parada).

São pois:

1º Cabo José António Paulo, natural de Torre da Chana, Mirandela;
Sold João Amado, natural de Vieira de Leiria;
Sold Domingos E. Santos Moreno, naturais de Morais, Macedo de Cavaleiros.

Em breve enviarei fotos e notícias sobre o almoço-convívio, que a CCS do BCAÇ 3872 fez no passado dia 11 de Maio de 2008, na Mealhada (1).

E por hoje é tudo.

Um abraço para todos camaradas.

Juvenal Amado
________________

Nota de L. G.:

(1) 26 de Março de 2008 > Guiné 63/74 - P2686: Convívios (44): BCAÇ 3872, no dia 11 de Maio de 2008 na Mealhada (Juvenal Amado)

sábado, 17 de maio de 2008

Guiné 63/74 - P2852: Poemário do José Manuel (14): É tempo de regressar às minhas parras coloridas...

Guiné > Região de Tombali > Mampatá > CART 6250 (1972/74) > Foto 1 > Uma mina A/C e três A/P. Das dezenas que o Vilas Boas e o Fernandes levantaram. Ainda hoje me interrogo como só tivemos uma baixa em minas, além dos seis trabalhadores que foram vitimas de uma mina A/C ao beber água de um carro cisterna que molhava a terra da estrada acabada de terraplanar para lhe dar consistência. A picagem era mesmo um trabalho bem planeado e bem feito,onde o método, o rigor, a paciência eram fundamentais. A pica era mesmo o sexto sentido dos soldados da CART 6250, Os Unidos.


Foto 2 > A LDG carregada com o material da companhia, a CART 6250 (Mampatá, 1972/74), a sair de Bula.

Guiné > Bissau > 1974 > Foto 3 > Cinco Furriéis dos Unidos num bar em Bissau, a matar o tempo esperando um avião que demorou dois meses a chegar (29 Agosto de 1974)... Da esquerda para a direita: José Manuel, Martins o Alentejano vagomestre (que só nos dava arroz com arroz) ,o Jose Manuel Vieira, Madeirense (que jogou futebol no Porto, Sporting e Benfica dos 15 aos 19 anos), o Camilo de Portalegre e o dono da ferrugem, o Nina da Covilha (que namorou a mais linda Mampatense do nosso tempo).

Fotos e legendas: © José Manuel (2008). Direitos reservados

1. (In)confidência do nosso poeta duriense,há tempos, em mensagem enviada a 28 de Abril:

Camarada Luis

Enviei até agora 62 poemas que tinha guardados. Algures em casa de minha avó na
Régua, onde vivi até me casar em 83, devo ter mais alguns junto às coisas que
trouxe da Guiné. Me lembro que numa altura perturbado sem saber o que fazia
destrui parte do que trouxe.

Tudo que conseguir recuperar enviarei para o nosso Blogue, por agora pouco mais
tenho para enviar, pois algumas coisas são muito pessoais e outras podem ferir
a sensibilidade de terceiros.

Um abraço
jose manuel

2. Um poema do dia, do Josema, que achei apropriado para o dia de hoje, o III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia, em Ortigosa, Monte Real, Leiria, e em que ele vai estar, com a esposa, Maria Luísa. É um poema de 1974 em que se celebra o regresso a casa, à sua quinta, às suas vinhas, ao seu Douro... Não sei se o José Manuel cumpriu a sua promessa de voltar a Mampatá. Creio que não. Mas, de certo modo, reencontrou através dos seus camaradas da CART 6250, que se reunem todos os anos, de uma maneira original (na casa de um, ou na terra de cada um, à vez, levando todos os outros os produtos da sua região: o pão, o vinho, os salpicões, os queijos...). Reencontrou-se também com a Guiné e com a sua Mampatá, de que guarda saudades, através do nosso blogue...

José, mais logo vou comhecer-te pessoalmente, dar-te uma grande abraço de parabéns por te conhecer, por ti, pela tua poesia, pela tua Mampatá, pelo teu vinho, pelo teu Douro, pela tua amizade e camaradagem...

José, vamos lá então provar esse teu néctar que ganhou uma medalha de prata, num concurso internacional, numa prova cega, com muitas centenas de vinhos de diversos países e regiões (4 mil, foi isso ?)... Vamos provar esse teu Pedro Milanos, Tinto, 2005, Doc Douro, feito com as castas nacionais Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca... Pelas tuas mãos, e da tua família. Com muita inspiração e transpiração... Ficamos orgulhosos do produto e do prémio, por ti, pelo Douro e pela nossa produção nacional. (LG)

É tempo de regressaràs minhas parras coloridas
e ver a água a gelar
esquecer mágoas e feridas
e a todos abraçar
olho por cima dos ombros
vejo a mata, lembro Amadú
e nem tudo são escombros
há a ilha de Bolama
há Susana, há Varela
as ilhas de Bijagós
e a vida pode ser bela
se nunca estivermos sós
houve prazer e amor
em terras de Mampatá
senti a raiva e a dor
saudades do lado de lá
a distância e tanto mar
mas não há ódio ou rancor
e um dia... vou voltar.

Bissau 1974
josema
___________

Nota de L.G.:

(1) Vd. poste de 15 de Maio de 2008 > Guiné 63/74 - P2844: Poemário do José Manuel (13): A matança do porco, o Douro, os amigos de infância, os jogos da bola no largo da igreja...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Guiné 63/74 - P2851: Pensar em voz alta (Torcato Mendonça) (11): De quantas mentiras é feita a verdade?

1. Mensagem do Torcato Mendonça, de 14 do corrente: Meus Caros Camaradas e Editores:

Anexo um pensamento feito pela manhã e relido agora. Podia ficar cá, talvez lugar mais conveniente mas, ao guardá-lo enviei-o para o Pensar em Voz Alta. Ficava só, melhor, junto ao A, B, e C já enviados, pois que se vá.

Amanhã ou depois confirmo se vou ou não a Ortigosa. Tenho aqui ao lado os contactos, notas, telemóvel do Mexia Alves, mapa etc. M, arcar, na hora, no meio de tantos não se nota. Desmarcar uma vez admite-se, duas não. Mas meu caro Carlos, mando-te um e-mail. Não tenho telemóvel. Espero um tri-abraço pessoalmente.

Até lá um netabraço, Torcato Mendonça,
Fundão

2. Pensar em Voz Alta – D

Tarde de Maio, morna, baça, cinzenta. Depois da hora da bica, três homens permanecem no café, em conversa animada. A soma das suas idades rondará os duzentos e vinte anos. Não são velhos, entraram, isso sim, pela vida há alguns anos. Hoje reformados, nome esquisito para todos, são antes, homens com profissões interrompidas. Leis, medicina, obras e afins. Mantêm-se vivos, despertos, reflexivos e críticos.

Nesta conversa abordaram a crise no País, o 25 de Abril, as políticas de certos políticos e a solidariedade ou fraternidade como o mais novo prefere. Posições completamente diferentes na maneira como se posicionam. Há talvez uma direita, centro e esquerda. Há, acima de tudo, a experiência de vida e o saber respeitar a opinião divergente. Assim se demonstra (sem eles nada terem a demonstrar) que o diálogo é possível, se praticado por pessoas intelectualmente honestas. Teríamos tanto a ganhar com isso como povo. E aqui nesta Tertúlia se necessário.

Curiosamente dois foram antigos militares que passaram pela Guerra Colonial. O mais novo foi em idade normal. O outro, aos 38 anos, “despacharam-no” até ás Terras do Fim do Mundo exercer medicina nas N.T. Malhas que o Império teceu!

A necessidade, neste mundo ou sociedade global, em sermos mais solidários. Globalizar a solidariedade: África e o Darfur, China, Birmânia. Muito a falar e a reflectir sobre isto e uma interrogação, que não invalida a solidariedade globalizada – e para dentro do nosso País? Cada vez mais pobre e vulnerável aos interesses de minorias internas ou dos apetites de vizinhos. Cada vez mais cheio de maioria de pobreza envergonhada ou já bem visível? Cada vez menos.

Hoje de manhã abro o blogue e corro-o com o rato. Paro um pouco e hesito entre ler e sair. Chove lá fora. Não faço uma coisa nem outra. Prefiro tomar um café de plástico e ver o noticiário da Televisão. Pouco depois dizem vir comentar a imprensa diária o Presidente da ADFA.

Parabéns pelos 34 anos da ADFA, na defesa de tanta gente humilhada e ofendida. Tantos que ao serviço de uma Pátria, não perdendo a vida, ficaram contudo para sempre, fortemente marcados. Continuam à espera de justiça. Nada querem de privilégio. Não. Querem ser tratados com o respeito que merecem.

Ouvi o Presidente da ADFA dizer das necessidades que tantos antigos militares têm hoje, quase quarenta anos depois. Aos poucos deixam de ser problema pois da vida se vão libertando. Se tiverem Posto Militar, mesmo na reforma terão o RDM!? Não acredito, não quero acreditar e certamente é engano meu. Falar, dialogar….é preciso.
Resolvi voltar a ler o blog e passar á tecla, pensando e teclando. Assim:

1 – A Guerra estava militarmente perdida?

Responde Beja Santos a António G. Abreu. Uma guerra como aquela nunca se ganha militarmente. No aspecto teórico, todos, ou a maioria dos que para lá foram, o sabiam. Exemplos antigos na Indochina, Argélia e conhecimentos adquiridos. Devemos analisar de forma diferente a guerra em Angola, Moçambique e Guiné. A última é a que nos diz mais aqui. Sabemos como era difícil aguentar e esperar a solução politica. A solução politica…que politica? Que solução?

É assunto a ser longamente debatido. Certamente com opiniões diferentes. Pois ainda bem. Só assim proporcionarão uma visão mais próxima doa realidade.

Mas o debate, aqui ou noutro lado, tem que ser feito a bem da verdade histórica.
Sabemos ser assunto polémico. Só fazendo esse e outros lutos, essa e outras discussões encontraremos a verdade. Plagiando – de quantas mentiras é feita a verdade!!?? Aqui não pode ser assim. Temos que enfrentar, mais os historiadores, a verdade assente nos factos reais.

2 - Comandos Africanos Fuzilados – (Carlos B. Silva/ Virgínio Briote)

Um tema, para mim, demasiado doloroso. É uma página negra na guerra da Guiné. Outras haverão. Mas esta repugna-me. Aqueles homens, não só os Comandos Africanos, não podiam ter sido abandonados pelas Forças Armadas Portuguesas. Viviam-se tempos conturbados. Não aceitemos isso como justificação. Menos ainda aceitemos as desculpas de quem mandou disparar. Nem desculpas, nem coragem de assumir.

Outro assunto polémico. Um assunto dos dois Países e a ser tratado por ambos. Esperar pelo esquecimento é um erro.

3 – Morrer em Guidaje

Mama Sume (grito de guerra Comando), diz o Amílcar Mendes. Lembra, em homenagem, a morte de um Camarada - José Raimundo.

Que não entrem no esquecimento. Depois da morte há um silêncio que se entranha, não é Camarada. Mas a recordação, por isso mesmo fica e não esquece…

4 – Estórias Cabralianas – Ida a Belel do Jorge Cabral.


Se te quiseram tramar, é injusto. Foste mais longe que eu, nem sei se fui a Belel, a Madina, se fiz a Operação Gavião. Dizem que a águia do Benfica é um Gavião. Se calhar fiz a Op Águia.

Mas continuo a ser um teu fã, e leitor atento. Caro amigo escreve mais.

Vou continuar a pensar. Talvez prefira desenvolver alguns temas aqui levemente focados. Depois ficam por aí.

Guiné 63/74 - P2850: III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia (7): Não podia perder este convívio (Antero Santos, CCAÇ 3566, Empada, e CCAÇ 18, Quebo)

Guiné > Região de Tombali >
Aldeia Formosa >
CCAÇ 2381 (1968/70) >
O Maioral Zé Teixeira,
1º cabo enfermeiro,
junto ao obus 14
que batia a zona fronteiriça...

Quem lá esteve, no último ano de guerra (Junho de 1973/Junho de 1974) foi o Antero Santos.


Foto: © José Teixeira (2006). Direitos eservados.


1. Mensagem do Antero Santos, residente em Avintes, com data de hoje:

Caro Luis Graça

No passada semana, a convite do José Teixeira que eu não conhecia, participei pela primeira vez no almoço que todas as semanas o grupo do Norte faz em Matosinhos (1) e fiquei admirado com o espírito de camaradagem deste pequeno grupo; naturalmente falou-se do encontro de Monte Real e senti que não podia perder este convívio.

Como tal no próximo Sábado também quero estar neste encontro e aqui estou a fazer a minha inscrição e da minha mulher Maria Fernanda.

Peça desculpa por só agora estar a fazer esta inscrição.

Vamos ultrapassar a meta dos 100. Dos inscritos conheço o Xico Allen e a Zélia (CCaç 3566) e ainda o Rui Alexandrino Ferreira que foi Cmdt da CCaç 18 antes de eu lá ter estado e de quem os meus soldados diziam maravilhas (conheci-o pessoalmente num jantar da CCaç 18 realizado há cerca de 4 anos).

Um abraço e até Sábado.

Antero Santos
Ex-Fur Mil

CCaç 3566 - Empada (Mar 72/Dez 72)
CCaç 18 - Aldeia Formosa (Jan 73/Jun 74)

___________

Nota de L.G.:

(1) 18 de Abril de 2006 > Guiné 63/74 - DCCX: O Cherno Rachid da Aldeia Formosa (Antero Santos, CCAÇ 3566 e CCAÇ 18)

Guiné 63/74 - P2849: Ser solidário (10): Campanha Sementes para as Mulheres Grandes de Cabedu (José Teixeira)



Guiné-Bissau > Região de Tombali > Cantanhez > Iemberém > 2 de Março de 2008 > O Zé Teixeira, o Esquilo Sorridente, um homem solidário mas também bendito, entre as mulheres nalus...
Fotos: © Luís Graça (2008). Direitos reservados.


1. Mensagem de 15 do corrente, do Zé Teixeira:

Assunto - Sementes para a Guiné


Caro amigo Zé Carioca (1):

É com muita alegria, que te vejo aparecer na Tabanca Grande, blogue de todos nós - Os antigos combatentes da Guiné, de ambas as partes da contenda e seus amigos.

Como antigo combatente e como membro da Companhia Os Gringos de Guileje, fazias cá falta. As tuas estórias são necessárias para cultivar a memórias das gentes futuras deste País para que a História verdadeira da guerra colonial não se perca.

Com muita satisfação e emoção partilhei contigo e outros camaradas a invasão pacífica às gentes simpatiquíssimas de Cabedu, comandados pelo grande Pepito, querido amigo e companheiro de jornada, a alma do Simpósio sobre Guileje, a que tivemos o prazer de assistir e participar. (2)

Em Cabedu, fomos testemunhas da alegria dos seus habitantes, por nos receber e simultaneamente, surpreendendo o próprio Pepito, dar-nos a oportunidade de com eles e sobretudo elas, mudjeres garandi, inaugurarmos a sua fonte de vida, um simples fontenário.

A água extraída das entranhas profundas da generosa mãe natureza, através de um motor alimentado por um gerador de energia solar, faz a partir dessa data, a preciosa diferença, num período de 35 anos, ou seja, desde que os soldados portugueses, terminada a guerra, abandonaram a povoação. Desapareceram os motores e o combustível, seguiu-se a falta do precioso líquido, para matar a sede das gentes e da terra mãe.

Naquele dia memorável, as mulheres de Cabedú, vestidas com as melhores e mais lindas vestimentas, aguardaram-nos em festa. Que festa !

Que belo panorama paisagístico! A floreste verdejante, o azul garrido das suas roupas, a sua alegria efusiante estampada no rosto, o gingar dos corpos nas suas danças e cantares, expressando um estado de alma tão elevado quanto é possível imaginar. O sentirem e viveram com grato prazer o contacto com os Barancos portugueses que em tempos ainda recentes foram companheiros de jornadas e sonhos legitimamente alimentados, para alguns dos presentes, os que ao nosso lado se bateram e a água que de novo ia jorrar graças a um esforço comum da comunidade, alimentado pela acção da AD-Acção para o Desenvolvimento.

Havia ainda os antigos combatentes da libertação, outrora inimigos e que agora sentem como nós o prazer de um abraço quente e fraternal:
-A Guerra na passa há manga di tempo. Dá um abraço - dizia-me um antigo gurrilheiro do PAIGC em 2005, em Sare Tato, antiga povoação inimiga, muito perto de Buba.

Emocionantes discuros das mudjeres garandis a agradecer à AD e sobretudo ao Pepito as ajudas, nas mais diversas áreas, desde o pô-las a sonhar, à dinamica montada para que o milagre pudesse acontecer. Água pura.

Mas muito mais há para fazer dizia uma, a líder do grupo:
- Precisamos de semente: tomato, nabo cibola - E e outras...

Tu, caro amigo e creio que todos nós, ficaste muito emocionado, face a este apelo gritante:
- Agora já temos água, faltam-nos as sementes, para produzir riqueza que mate a fome das crianças e velhos, de toda a gente.

Estou contigo. Vamos organizar uma campanha de recolha de sementes.


CAMPANHA DE RECOLHA DE SEMENTES PARA A GUINÉ

Vamos servir-nos da Tabanca Grande. Aqui e agora um apelo a todos os bloguistas e leitores. Um maço de tabaco que não se fuma, ou um copo a menos no estômago de cada um (A ideia foi tua, no regresso de Cabedu para Iemberém) já dará uns cobres para cada um comprar um pouco de sementes, que faremos chegar à Guiné.

Algumas questões se põm, às quais é preciso dar resposta:

a) Saber o tipo de sementes que se adequem àquele tipo de terra.
b) O período do ano em que são lançadas à terra, creio que na época das chuvas.
c) Quantidades necessárias, para evitar desperdícios.
d) Forma de as angariar e armazenar.
e) Forma de as fazer chegar lá em tempo útil.

As três primeiras questões remeto-as para o Pepito. Ele, mais que ninguém nos pode ajudar.Para as duas últimas, temos de ser nós a encontrar soluções.


FORMA DE ANGARIAR SEMENTES

- Como afirmo atrás, creio que a Tabanca Grande pode e deve ser a grande alavanca,não a única se possível, para dinamizar a campanha de recolha de sementes.

Sugiro que tu, sendo a alma do projecto, centralizes a campanha. Eu, e outros camaradas voluntários que espero apareçam, colaboraremos.


FORMA DE FAZER CHEGAR AS SEMENTES EM TEMPO ÚTIL.

- Como deves ter conhecimento, foi criada recentemente em Coimbra, por um grupo de ex-combatentes, liderados pelo grande amigo Zé Moreira, aos quais se aliarem um grupo de gente mais jovem - grupo fantástico, a quem os veteranos meteram o bichinho da guiné.Chama-se:







"O sorriso enriquece os recebedores
sem empobrecer os doadores"

Rua do Brasil, nº 239 - 3.º
3030-175 COIMBRA

Contacto: E-mail j.moreira@sapo.pt / Telem.: 96 402 80 40 (Paulo Quintana)

Associação sem fins lucrativos / Matriculada na C.R.C. de Coimbra / NIPC 508 343 461

Parceiro especializado da LIGA DOS COMBATENTES para acções humanitárias.


Creio que desde há quatro anos se deslocam anulamente à Guiné, por via terrestre, carregados de bens alimentares, escolares, hospitalares e outros, para distribuição directa às populações e ONG - Organizações Não-Governamentais.Este ano concederam-me o prazer de os poder acompanhar na viagem e assim partilhar da sua amizade.

Já é o segundo ano que fazem chegar à Guiné, um contentor, cheios de bens de utilidade para a comunidade guineeese, sobretudo a mais necessitada do interior. Alguns partilharam connosco algumas Sessões do Simpósio, enquanto outros se batiam ardorosamente para conseguir desalfandegar o contentos sem custos. E lá ficaram mais uma semana a fazer a distribuição.

Aqui deixo também o meu apelo ao Zé Moreira, ao Quim, ao Gustavo, ao Fernando e tantos outros, para entrarem no desafio - Sementes para Guiné e em força.

Ees com a sua máquina já montada e bem oleada, vão concerteza (só se de todo em todo não puderam) dar-nos a ajuda necessária - estratégias, meios, conhecimentos, etc, para que as sementes conseguidas cheguem à Guiné em tempo útil.

Mãos à obra, caro amigo.

Um abraço fraternal do
Zé Teixeira
_________________

Notas de L.G.:

(1) Vd. poste de 11 de Maio de 2008 > Guiné 63/74 - P2834: Ser solidário (9): Sementes para a população de Cabedu, Cantanhez, Região de Tombali (Zé Carioca)

(2) Vd. poste de 7 de Maio de 2008 de Guiné 63/74 - P2816: Simpósio de Guileje: Notas Soltas (José Teixeira) (5): Água, fonte de vida para as gentes de Cabedu

Guiné 63/74 - P2848: III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia (6): As razões e as saudações dos que não poderão vir...

Os nossos (des)encontros...

Foto: © Luís Graça & Camaradas da Guiné (2008). Direitos reservados.


1. Amigos e camaradas da nossa Tertúlia, que se vai reunir amanhã, na Quinta do Paul, Ortigosa, Monte Real, concelho de Leiria (1):



Nem todos poderão lá estar, por razões pessoais, familiares, profissionais, de saúde, etc. Alguns disseram-nos logo que a data proposta (17 de Maio) era inconveniente. Foi o caso do nosso cartógrafo-mor, Humberto Reis (que tem muita pena, mas ele e a Teresa já tinham um outro compromisso, inadiável). Outros camaradas e amigos faram dando conta da impossibilidade de estarem juntos connosco, amanhã. Aqui vão as suas mensagens, com as suas razões e saudações. Rápidas melhoras para aqueles que alegaram problemas de saúde. É possível, entretanto, que a presente listagem esteja incompleta. As nossas desculpas por alguma gafe de última hora. Os vossos nomes serão lembrados amanhã. E para o ano haverá mais... Aos que vão ao encontro, os nossos votos de que façam boa viagem. Até amanhã. (Os Editores: LG/CV/VB)


(i) Do Luís R. Moreira, 6 de Abril:


Amigos,

Infelizmente vão ter de anular a minha inscrição para este 3.º encontro em Monte Real. A minha filha relembrou-me que nesse dia decorre a Benção das Fitas do curso dela (e não só) e, logicamente, não posso faltar a um evento tão importante para ela.

Lembrei-me que foi por isso que na votação das datas disse que a 17 de Maio não podia. Peço desculpa pois nem me devia ter inscrito.

Um abraço, Luís R. Moreira


(ii) Do Afonso M.F. Sousa, de 12 de Abril:

Caro Luís:

No dia 17 de Maio temos o convívio anual da CART 2412... Este ano em Paços de Ferreira, almoço no Restaurante da Quinta das Palmeiras.. Ficará para a próxima.

Um abraço A. Sousa

(iii) Do A. Marques Lopes, Matosinhos, com data de 6 de Maio:

Caros camaradas

Afinal, com muita pena minha, não poderei estar presente no dia 17 no encontro da tertúlia em Monte Real. É que: no dia 18 de Abril, o meu filho mais velho, o Vasco (nascido em 1975), foi pai da menina Sara. E eu fui avô! Sucede que as famílias dos dois lados (a mãe do Vasco e os pais da Marta) decidiram encontrar-se e comemorar um mês de vida da pequenina. É no fim-de-semana de 17/18 de Maio.

Obviamente, não posso de deixar de estar presente. Tentei alterar a data, mas não deu (um mês é um mês...). E estarei em Alfornelos, Amadora, com a minha mulher Gena e o tio da pequena, o nosso filho Francisco (que fez 14 anos ontem, 5 de Maio). No próximo encontro estarei, certamente (parece que o Vasco e a Marta não vão ter produção tão cedo...).

Envio também esta explicação para os camaradas que já estão inscritos (àqueles e quem tenho contacto).

Abraços

A. Marques Lopes

(iv) Do Sousa de Castro, Viana do Castelo, 6 de Maio:

Meus amigos. Não vou especificar razões, de, por isto ou aquilo, para me desculpar de estar ou não presente no 3ª convívio. Mas o que é certo, porém... este ano não vou estar presente, Gostaria muito! Poderá ser, que se continuar a realização deste grande evento eu possa estar no próximo. Desejo que tudo corra pelo melhor.

Grande abraço, Sousa de Castro

(v) Do António Pinto, Vila do Conde, 8 de Maio

Caros Amigos,

Após alguns meses de silêncio, por motivos óbvios (mudança de residência, computador avariado e umas pequenas mazelas), volto a enviar uma mensagem, unicamente para lamentar a minha forçada ausência no próximo encontro em Monte Real e desejar que tudo decorra na mais sã camaradagem e boa disposição de todos o que tenho a certeza irá acontecer.

Aproveito (se é que isso possa interessar a alguém) para enviar o meu novo endereço e novo e-mail, continuando a lamentar não encontrar na Tertúlia alguém do meu tempo e nos sítios por onde passei.

Um abraço do
António Pinto

(vi) Do João Carvalho , 8 de Maio:

Olá

Como pedido pelo nosso camarada Luís Graça, e com toda a razão, venho informar que não poderei ir a Monte Real no dia 17. Neste momento há grandes alterações na minha vida e não posso marcar compromissos que provavelmente não poderei cumprir. Ficará para uma próxima vez.

Abraços

(vii) Do Manuel Gonçaves, 11 de Abril e 8 de Maio

Luis

Sou o Manuel Gonçalves, guerrilheiro das Viaturas em Aldeia Formosa, de 71-73 (...) De facto o dia 17 de Maio não vai ser o mais indicado para nos conhecermos (....) Acontece que também temos que antecipar a partida para Bragança e nessa altura estamos um pouco longe. Ficará para uma próxima oportunidade que vamos fazer por tornar breve.

Um abraço meu e beijos da Fátima (Tucha)
Manuel (do BCAÇ 3852, Aldeia Formosa, 1971/73)

(viii) Do Gabriel Gonçalves, Lisboa, 14 de Maio:

Meus caros amigos, faço votos para que dia 17 de Maio seja um dia extraordinário. Infelizmente não poderei estar presente.

Um grande abraço


(ix) Do Leopoldo Amado, Porto, 14 de Maio


Estimado Vinhal, estive até agora a contemporizar a ver se ainda conseguia ir, como foi o meu desejo desde o princípio. Infelizmente, por razões profissionais, não poderei estar aí, prometendo madar um pequeno à intenção dos participantes, com uma ou outra ideia relativamente a nossa Tabanca Grande.

Recebe, caro Vinhal, um grande abraço do amigo Leopoldo Amado

PS - Não te esqueças que na caserna tratamo-nos todos por tu, pelo que dispenso perfeitamento o Doutor. Abraço´, Leopoldo Amado


(x) Do Victor Barata,15 de Maio:

Bom dia, Luís.

Na impossibilidade de poder estar convosco no próximo dia 17 em Monte Real,quero desejar-vos um óptimo convívio e sã camaradagem.O agradável dia que me foi proporcionado o ano passado,no 2º Convívio,no Manjar do Marquês,da responsabilidade do Victor Junqueiro,foi maravilhoso, mas certamente que o Mexia Alves não vai deixar os seus créditos por mãos alheias e vai-vos proporcionar um óptimo dia de convívio e recordações que jamais podemos esquecer.

Nesse mesmo dia já estava calendarizado pelo Núcleo de Coimbra dos Especialistas da Força Aérea, uma descida, em canoa,do Rio Ceira, Penacova/Coimbra.

Redobro os meus sinceros votos de um fraterno dia de camaradagem.

Saudações ESPECIAIS:
Victor Barata

(xi) Do José Martins, 16 de Maio

Caro amigo

Por razões de ordem pessoal não poderei estar presente. É com muita tristeza que escrevo estas linhas, mas as causas assim o exigem, e terei de faltar.

No entanto envio um abraço, um abraço forte, a todos os presentes, sejam bloguistas ou acompanhantes.

Tudo farei para estar no próximo.
Ab.

José Martins

(xii) Do Artur Conceição, Damaia, Amadora, 16 de Maio

Caríssimos

Gostaria muito de estar convosco em presença, mas uma avaria mecânica na roda esquerda, que também já me impediu de estar no convívio do BART 733 que teve lugar no dia 3 de Maio em Santiago do Cacém, tal não me permite.

Como já percebi que isto já só vai ao lugar com uma ida à oficina, espero estar presente numa próxima.

Que tudo corra como o desejo de todos… e divirtam-se que bem merecem.

Um abraço

Artur António da Conceição

(xiii) Do Albano Costa, Guifões, Matosinhos, 16 de Maio:

Assunto - Desejo um dia bem passado

Caro Vinhal

É já amanhã, o tempo voa, como sempre, desejo que tudo corra bem que façam boa viagem, dá um abraço a malta, principalmente ao Luís, eu vou estar ocupado e feliz com o trabalho vou também vou me lembrar como gostaria de estar junto de vocês todos.

Um abraço, Albano Costa

(xiv) Do Hernâni Acácio:

Caro amigo

Provavelmente já saberás que o António Pimentel não vai ao encontro, por lhe ter falecido um amigo cujo funeral é amanhã. Eu iria com ele, acontece que sozinho também não irei, porque, também, e espero que excepcionalmente, ando a atravessar um período menos bom da vida em termos psicologicos. Não é normal, mas está a acontecer. Assim, agradecia-te que tomasses a nota da minha desistência. Ficará para a próxima, assim o espero.

Já agora aproveito a oportunidade para te pedir um favor: tromar nota do meu novo endereço (...).

Um abraço e mais uma vez os meus agradecimentos,

Hernani

________

Nota dos editores:

(1) Vd. poste de 10 de Maio de 2008 > Guiné 63/74 - P2832: III Encontro Nacional da Nossa Tertúlia (5): Novidades (J. Mexia Alves/C.Vinhal)

Guiné 63/74 - P2847: Convívios (57): CCS / BART 2917 (Bambadinca, 1970/72): Viseu, 26 de Abril (Jorge Cabral)


Encontro da CCS/BArt 2917


Mensagem do Jorge Cabral, de 12 Maio

Só agora me é possível dar notícia do Encontro da CCS/BArt 2917, realizado no dia 26 de Abril, em Viseu. Gostei, até porque consegui levar o Branquinho, e assim o Pel Caç Nat 63 esteve bem representado.

Abração,

Jorge



O Grupo




Afinal preocupo-me com a saúde. Aqui estou eu entre um Psiquiatra (Marques Vilar) e um Cardiologista (Mário Gonçalves Ferreira, autor do Romance Tempestade em Bissau) (1). Ambos me visitaram em Missirá, quando eu comandava o Pel Caç Nat 63, tendo o Mário, passado lá o Natal de 70, com o Padre Puim. O nosso David Guimarães, claro, sempre presente (à direita do Mário Gonçalves Ferreira).




Não sei que estória estou a contar... Mas todos, David, Dr. Drácula e Machado, ouvem com atenção.

__________

Adaptação do texto: vb.

(1) Vd. poste de 10 de Setembro de 2007 > Guiné 63/74 - P2092: Antologia (61): Tempestade em Bissau (Mário G. Ferreira)